Secretário da Agricultura da Bahia rebate afirmação do deputado federal Lúcio Vieira Lima e reitera pedido de MP

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“A obrigação de remover o milho do estoque da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), do Centro Oeste para a Bahia e demais estados do Nordeste, é única e exclusivamente da Conab mas, em função da crise, a Bahia é o único Estado que se prontificou e está pagando o frete, através da Seagri/Car, para atender aos pequenos criadores, que vivem momentos terríveis por causa da seca”. A afirmação é do secretário estadual da Agricultura, engenheiro agrônomo Eduardo Salles, rebatendo afirmações do deputado federal Lúcio Vieira Lima, de que o ministro da Agricultura, Mendes Ribeiro Filho, teria dito que “restaria apenas ao governo do Estado fazer o transporte do produto”. Salles pontua ainda que a Conab errou por não ter estoque estratégico no Nordeste.

Para resolver o problema, o secretário Eduardo Salles, que é também presidente do Conselho Nacional de Secretários de Agricultura, enviou ofício à presidente Dilma Rousseff e aos ministros das pastas afins, (Mapa, MDA, MDS e Fazenda), e aos líderes da Câmara e Senado, solicitando a emissão urgente de Medida Provisória, autorizando a Conab a comprar milho produzido na própria região Nordeste, ainda que a preços maiores, para venda balcão, subsidiada, aos produtos baianos e dos demais estados do Nordeste. O ofício foi encaminhado no dia 29 de agosto deste ano e reiterado nesta quinta-feira (6), detalhando todo o drama, e alertando que se a MP não for editada com urgência os rebanhos podem ser dizimados.

Na última quarta-feira, enquanto percorria 11 municípios dos territórios de identidade de Itaparica e Semiárido Nordeste II, terrivelmente atingidos pela longa estiagem, Salles atendeu ligação telefônica do ministro Mendes Filho, que informou a utilização de veículos das Forças Armadas para transportar o milho, querendo saber a opinião do secretário. “Nesse momento de crise, apoiamos toda medida que seja tomada, mas essa é paliativa, não resolve a questão, porque as Forças Armadas possuem poucas carretas e inadequadas ao transporte graneleiro”, afirmou Salles, reiterando que a solução é a edição da MP.

Ele informou que a Bahia já tem encomendadas 30 mil toneladas de milho, e para transportar essa quantidade são necessárias 1.200 carretas. “A questão não é quem paga o frete, sim a falta de carretas no Centro Oeste para vir para a Bahia”, pontuou.

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