Protestos contra filme anti-Islã se propagam pelo Sudão, Líbano, Egito e Iêmen

Hillary Rodham Clinton e o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama. Governo Americano enfrenta reação internacional do mundo islâmico.
Hillary Rodham Clinton e o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama. Governo Americano enfrenta reação internacional do mundo islâmico.
Hillary Rodham Clinton e o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama. Governo Americano enfrenta reação internacional do mundo islâmico.
Hillary Rodham Clinton e o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama. Governo Americano enfrenta reação internacional do mundo islâmico.

Os protestos contra o filme que satiriza o profeta Maomé e o islamismo se propagam pelo Oriente Médio. Apenas hoje (14/09/2012), foram registradas manifestações violentas em frente a várias embaixadas estrangeiras, além das dos Estados Unidos, como as representações diplomáticas da Alemanha e do Reino Unido, no Sudão. Os protestos se espalham pelo Sudão, Líbano, Egito e Iêmen. Até ontem (13) apenas embaixadas norte-americanas foram atacadas.

Pelo menos uma pessoa morreu hoje, em Trípoli, na Líbia. No Líbano, um restaurante da cadeia americana KFC foi incendiado. No Sudão, manifestantes conseguiram iniciar um incêndio na embaixada dos Estados Unidos, retirar a bandeira norte-americana e hastear no lugar a muçulmana.

No Cairo, no Egito, cinco pessoas ficaram feridas em um protesto em frente à embaixada dos Estados Unidos. A polícia disparou gás lacrimogêneo contra cerca de 500 pessoas. As ruas no entorno da representação diplomática foram bloqueadas com arame farpado, barricadas de concreto e veículos policiais.

A Irmandade Muçulmana, grupo ao qual pertence o presidente do Egito, Mohammed Morsi, disse que pretende organizar protestos em mesquitas, mas longe da Embaixada americana. Em viagem à Itália, Morsi disse que seu governo procurará garantir a segurança de todas as embaixadas estrangeiras no Egito. Ele também disse que o filme é “inaceitável”.

A onda de ataques se agravou no começo desta semana após o ataque ao Consulado dos Estados Unidos, em Benghazi, na Líbia que provocou as mortes do embaixador norte-americano Chris Stevens e de mais três funcionários da representação diplomática. O prédio do consulado foi destruído e incendiado por manifestantes.

Carlos Augusto
Sobre Carlos Augusto 9376 Artigos
Carlos Augusto é Mestre em Ciências Sociais, na área de concentração da cultura, desigualdades e desenvolvimento, através do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PPGCS), da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB); Bacharel em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo pela Faculdade de Ensino Superior da Cidade de Feira de Santana (FAESF/UNEF) e Ex-aluno Especial do Programa de Doutorado em Sociologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Atua como jornalista e cientista social, é filiado à Federação Internacional de Jornalistas (FIJ, Reg. Nº 14.405), Federação Nacional de Jornalistas (FENAJ, Reg. Nº 4.518) e a Associação Bahiana de Imprensa (ABI Bahia), dirige e edita o Jornal Grande Bahia (JGB).