ONU informa ter lista com nome de suspeitos de crimes de guerra na Síria

Declaração foi dada pelo presidente da Comissão de Inquérito sobre o país, Paulo Sérgio Pinheiro, nesta segunda-feira, ao Conselho de Direitos Humanos, em Genebra.
Declaração foi dada pelo presidente da Comissão de Inquérito sobre o país, Paulo Sérgio Pinheiro, nesta segunda-feira, ao Conselho de Direitos Humanos, em Genebra.
Declaração foi dada pelo presidente da Comissão de Inquérito sobre o país, Paulo Sérgio Pinheiro, nesta segunda-feira, ao Conselho de Direitos Humanos, em Genebra.
Declaração foi dada pelo presidente da Comissão de Inquérito sobre o país, Paulo Sérgio Pinheiro, nesta segunda-feira, ao Conselho de Direitos Humanos, em Genebra.

O presidente da Comissão de Inquérito sobre a Síria afirmou ter uma lista com nomes de sírios suspeitos de participação em crimes de guerra.

A informação foi dada, nesta segunda-feira, em Genebra, durante uma sessão do Conselho de Direitos Humanos da ONU.

Tribunal Penal

De acordo com Paulo Sérgio Pinheiro, militantes estrangeiros, incluindo combatentes da jihad, ou a guerra santa, estariam se aliando a opositores do governo sírio. Segundo ele, a Síria deveria ser encaminhada pelo Conselho de Segurança ao Tribunal Penal Internacional, TPI.

Falando em inglês, o presidente da Comissão de Inquérito contou que as cidades de Alepo, Homs e a capital síria Damasco, são algumas das áreas mais atingidas pela violência política, que já matou cerca de 20 mil pessoas desde março de 2011.

Ele disse que militantes estrangeiros estão participando dos combates na Síria. Segundo Pinheiro, estão ocorrendo “graves violações dos direitos humanos” pelos dois lados do conflito.

Antes da apresentação do relatório de Paulo Sérgio Pinheiro ao Conselho, a embaixadora do Brasil em Genebra, Maria Nazareth Farani de Azevêdo, disse à Rádio ONU que a violência tem que acabar.

“O Brasil vem apoiando todas as seções especiais que foram convocadas no Conselho. O Brasil enquanto membro do Conselho de Direitos Humanos votou a favor de resolução que condenava a violência na Síria. Agora, esse é um esforco que é da comunidade internacional como um todo. Então nós temos que buscar a receita para essa crise. E a receita só pode estar na sociedade síria, no diálogo, na consertação, na suspensão da violência, e na contrução de um governo de conciliação.”

Sem Fundamento

De acordo com o relatório da Comissão de Inquérito, crianças menores de 18 anos estão sendo usadas nos combates por grupos de oposição.

Paulo Sérgio Pinheiro conduziu o estudo com base em depoimentos de sírios que estão fugindo do país. A comissão não foi autorizada a entrar na Síria.

Ao responder ao relatório, o embaixador da Síria no Conselho de Direitos Humanos disse que o documento não procede porque se baseou em depoimentos sem fundamento.

Faysal Khabbaz Hamoui disse que os países vizinhos e o que ele chamou de “poderes estrangeiros” estão treinando e armando os grupos de oposição para prolongar o conflito.

O embaixador da Síria afirmou que as sanções estão prejudicando o povo e são uma ameaça à soberania do país.

Segundo ele, elementos da rede Al-Qaeda estariam sendo enviados à Síria.

 *Por Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova York.

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Carlos Augusto é Mestre em Ciências Sociais, na área de concentração da cultura, desigualdades e desenvolvimento, através do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PPGCS), da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB); Bacharel em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo pela Faculdade de Ensino Superior da Cidade de Feira de Santana (FAESF/UNEF) e Ex-aluno Especial do Programa de Doutorado em Sociologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Atua como jornalista e cientista social, é filiado à Federação Internacional de Jornalistas (FIJ, Reg. Nº 14.405), Federação Nacional de Jornalistas (FENAJ, Reg. Nº 4.518) e a Associação Bahiana de Imprensa (ABI Bahia), dirige e edita o Jornal Grande Bahia (JGB).