São Paulo – Eleições 2012 | Pesquisa do DATAFOLHA aponta crescimento de Fernando Haddad e queda de José Serra

Diferença de Russomanno para Serra passa de 14 para 12 pontos. Em relação a Haddad, diferença caiu de 19 para 15 pontos.
Diferença de Russomanno para Serra passa de 14 para 12 pontos. Em relação a Haddad, diferença caiu de 19 para 15 pontos.
Diferença de Russomanno para Serra passa de 14 para 12 pontos. Em relação a Haddad, diferença caiu de 19 para 15 pontos.
Diferença de Russomanno para Serra passa de 14 para 12 pontos. Em relação a Haddad, diferença caiu de 19 para 15 pontos.

O candidato do PRB, Celso Russomanno, tem 32% das intenções de voto e segue liderando a disputa pela Prefeitura de São Paulo. Na comparação com levantamento finalizado no último dia 4 de setembro, ele oscilou três pontos para baixo, e seu adversário mais próximo, José Serra (PSDB), oscilou um ponto para baixo e agora tem 20%. Ele segue empatado, com margem menor, com o candidato do PT, Fernando Haddad, que oscilou um ponto para cima e agora tem 17% das intenções de voto.

Assim como os primeiros colocados, os demais candidatos ficaram com os mesmos percentuais ou oscilaram dentro da margem de erro. O nome do PMDB, Gabriel Chalita, oscilou de 7% para 8% das indicações; Soninha (PPS) se manteve com 5%; Paulinho da Força (PDT) e Carlos Giannazi (PSOL) continuam com 1%. Os candidatos Levy Fidelix (PRTB), Anaí Caproni (PCO), Eymael (PSDC), Miguel (PPL), e Ana Luiza (PSTU) foram citados mas não atingiram 1%.

A fatia dos que não souberam se posicionar em relação a esses nomes oscilou de 4% para 7% desde o levantamento anterior, enquanto o índice dos que dizem votar em branco, nulo ou em nenhum dos candidatos ficou em 9%.

Foram ouvidos 1221 eleitores de São Paulo, com 16 anos ou mais, nos dias 10 e 11 de setembro de 2012. A margem de erro máxima, para o total da amostra, é de três pontos percentuais, para mais ou para menos.

A oscilação negativa de Russomanno na comparação com levantamento anterior é reflexo da queda de suas intenções em segmentos como o de eleitores entre 35 e 44 anos, no qual passou de 37% para 29%; e entre os eleitores mais velhos, com 60 anos ou mais, no qual aparecia com 37% na pesquisa passada e agora obtém 27%. Na análise por renda, o candidato do PRB recuou de 42% para 35% entre aqueles com rendimento familiar de 2 a 5 salários por mês; de 30% para 25% na faixa posterior, de quem ganha de 5 a 10 salários; e de 22% para 17% entre os mais ricos, com renda familiar superior a 10 salários. Nesse último segmento, Serra recuou sete pontos (de 33%¨para 26%), e Haddad subiu sete pontos (de 11% para 18%). Russomanno, porém, teve alta de seis pontos entre os eleitores mais jovens (de 29% para 35%), fatia no qual o candidato do PT caiu na mesma proporção (de 22% para 16%).

Na pesquisa espontânea, quando os nomes dos candidatos não são apresentados, o cenário é estável: Russomanno oscilou de 25% para 22%, enquanto Serra manteve 13%, e Haddad oscilou de 11% para 12%. Foram citados espontaneamente também os nomes de Gabriel Chalita (5%), Soninha (3%), e Paulinho da Força, Levy Fidelix e Anaí Caproni (PCO), que não atingiram 1%. “Candidato do PT” obteve 1% das menções. Na comparação com levantamento concluído no dia 4 de setembro, oscilou de 32% para 35% a taxa dos dizem espontaneamente não saber em quem votar. A fatia dos que declaram votar em branco, nulo ou em nenhum dos candidatos ficou em 7%, estável na comparação com os 8% registrados no último levantamento.

Pela primeira vez na série atual de pesquisas para a sucessão municipal, o Datafolha questionou os eleitores sobre o conhecimento do número do candidato a prefeito que deverão digitar na urna eletrônica para confirmar o voto. Metade (50%) não sabe o número de seu candidato, e 40% sabem o número e citam-no corretamente. Há ainda 4% que declaram um número incorreto, e 5% que têm intenção de anular o voto mas não sabem qual número digitar para isso.

Entre os que declaram votar em Fernando Haddad, o índice dos que citam corretamente seu número fica acima da média, em 61%. Ocorre o contrário no grupo de eleitores que diz votar em Chalita (28%) e Soninha (19%)

SOBE REJEIÇÃO A SERRA E RUSSOMANNO

A rejeição a José Serra voltou a subir e agora está em 46%, ante 42% na semana anterior, índice que o mantém como o mais indicado entre os candidatos que os paulistanos não votariam de jeito nenhum. Também aumentou em quatro pontos a rejeição a Russomanno, de 12% para 16% – o candidato do PRB, porém, segue como uma das menores taxas de rejeição entre os eleitores paulistanos.
Em seguida, como os mais rejeitados, aparecem Soninha (22%), Paulinho da Força (22%), Levy Fidelix (20%), Eymael (20%), Fernando Haddad (19%, ante 18% na semana anterior), Ana Luiza (15%), Anaí Caproni (14%), Miguel (14%), Chalita (12%) e Carlos Giannazi (11%).

O índice dos que não souberam responder é de 6%. Há ainda 5% que dizem rejeitar todos os candidatos apresentados, e outros 3% que não rejeitam nenhum deles.

65% AFIRMAM ESTAR TOTALMENTE DECIDIDOS

O índice de eleitores totalmente decididos sobre o voto para prefeito de São Paulo oscilou de 62% para 65% desde a última semana. Outros 31%, porém, ainda podem mudar o voto, e 4% não souberam responder.

Entre os eleitores de Serra, 70% dizem estar totalmente decididos sobre o voto no tucano, índice que fica em 69% para Russomanno. Na fatia dos leitores que declaram votar em Chalita, um índice acima da média (40%) declara que ainda pode mudar de candidato. Esse índice é ainda maior no eleitorado de Soninha (48%).

Caso não votassem no candidato indicado na pesquisa estimulada, na qual o nome de todos são apresentados, 22% dos que podem mudar o voto teriam Russomanno como segunda opção, e 17%, Haddad. Em seguida aparecem ainda Serra (12%), Chalita (10%), Soninha (8%) e votos em branco, nulo ou nenhum (5%), entre outras alternativas.

No grupo de eleitores que tem Russomanno como primeira opção, 27% votariam em Haddad caso não pudessem optar pelo nome do PRB, enquanto 20% escolheriam Serra, e 17%, Chalita. Nessa simulação, há uma inversão da tendência verificada na pesquisa anterior, quando Serra absorvia 26% dos votos de Russomanno, Haddad, 19%, e Chalita, 11%.

Caso não pudessem votar em Serra, 42% de seus eleitores optariam por Russomanno, e os demais se dividiram, principalmente, entre Chalita (16%) e Haddad (13%).

No caso de Haddad, Russomanno herdaria 45% de seu eleitorado, e Serra, 12%.

Para 44% dos eleitores paulistanos, o candidato do PRB irá ganhar a disputa pela Prefeitura de São Paulo (estável em relação ao levntamento anterior, 43%). Outros 19% apontam Serra como vencedor, e 14%, Haddad. Os indecisos somam 19%.

SE SEGUNDO TURNO FOSSE AGORA, RUSSOMANNO BATERIA SERRA E HADDAD

O candidato do PRB, Celso Russomanno, venceria tanto José Serra quanto Fernando Haddad em um eventual segundo turno realizdo neste momento da eleição. Se a disputa ficasse entre o petista e o tucano, Haddad venceria. Os índices para essas disputas se mantêm estáveis na comparação com as simulações feita na primeira semana de setembro.

Em disputa envolvendo Russomanno e Serra, o primeiro teria 57% das intenções de voto, ante 30% do ex-governador. Votariam em branco, nulo ou em nenhum deles 11%, e 2% não souberam responder. Se os adversários no segundo turno fossem Russomanno e Haddad, o cenário seria parecido com o anterior: o candidato do PRB teria 54% dos votos, e o petista, 31%. Votariam em branco, nulo ou em nenhum deles 12%, e 3% não souberam responder. Em eventual disputa entre Serra e Haddad, o petista teria 46%, ante 39% de Serra. Votariam em branco, nulo ou em nenhum deles 13%, e 3% não souberam responder.

METADE DOS ELEITORES DE SP VIU HORÁRIO ELEITORAL

Desde o início do horário eleitoral, no dia 21 de agosto, 50% dos eleitores paulistanos assistiram, ao menos em parte, ao programa dos candidatos a prefeito na TV. Em pesquisa realizada no final de agosto, o índice dos que declaravam ter visto o horário eleitoral era de 43%.

Entre os que assistiram, 25% disseram ter assistido a algum programa de Russomanno, índice similar ao dos que afirmam ter visto à propaganda de Serra (26%) e de Haddad (23%). O programa de Chalita foi visto por 16%, o de Soninha, por 13%, e o de Paulinho, por 10%, entre outros de menor audiência.

Para os telespectadores da propaganda eleitoral, Russomanno (34%) é quem está se saindo melhor na TV. Em seguida, com as melhores performances, são apontados Haddad (25%), Serra (19%), Chalita (7%) e Soninha (2%), entre outros.

JULGAMENTO DO MENSALÃO TEM GRANDE INFLUÊNCIA SOBRE VOTO DE 25%

A maioria (82%) do eleitorado de São Paulo tomou conhecimento do julgamento do caso conhecido como mensalão, que acontece atualmente no STF (Superior Tribunal Federal). Desses, 43% declaram estar mais ou menos informados sobre o assunto, 20%, bem informados, e outros 20%, mal informados.

Para todos os eleitores, o Datafolha perguntou sobre a influência desse julgamento no voto para prefeito de São Paulo. Eles se dividem entre os que declaram que não haverá influência (45%) e entre aqueles que dizem que terá influência, seja um grande influência (25%), seja uma pequena influência (20%). Entre os eleitores de Haddad, a taxa dos que dizem que o julgamento do caso tem grande influência no voto para prefeito fica abaixo da média (17%), tendência inversa à verificada entre os eleitores de Chalita (35%).

Leia+

Pesquisa de intenção de voto pra prefeito de São Paulo – 11 e 12 de setembro de 2012

Com informações do DATAFOLHA.

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Sobre Carlos Augusto 9973 Artigos
Carlos Augusto é Mestre em Ciências Sociais, na área de concentração da cultura, desigualdades e desenvolvimento, através do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PPGCS), da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB); Bacharel em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo pela Faculdade de Ensino Superior da Cidade de Feira de Santana (FAESF/UNEF) e Ex-aluno Especial do Programa de Doutorado em Sociologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Atua como jornalista e cientista social, é filiado à Federação Internacional de Jornalistas (FIJ, Reg. Nº 14.405), Federação Nacional de Jornalistas (FENAJ, Reg. Nº 4.518) e a Associação Bahiana de Imprensa (ABI Bahia), dirige e edita o Jornal Grande Bahia (JGB).