Presidenta Dilma Rousseff se reúne com presidente eleito do México para tratar de economia e segurança

O presidente eleito do México, Enrique Peña Nieto, e a presidenta Dilma Rousseff, durante encontro no Palácio do Planalto.
O presidente eleito do México, Enrique Peña Nieto, e a presidenta Dilma Rousseff, durante encontro no Palácio do Planalto.

A presidenta Dilma Rousseff tem reunião hoje (20/09/2012), às 15h, com o presidente eleito do México, Enrique Peña Nieto (Partido Revolucionário Institucional, PRI), no Palácio do Planalto. O mexicano encerra nesta quinta-feira visita de dois dias ao Brasil. A expectativa, segundo assessores, é que na conversa ambos tratem de parcerias para incrementar o comércio bilateral e os esforços no combate aos cartéis de tráfico de drogas, armas e pessoas que atuam nas fronteiras do México com os Estados Unidos, mas geram impactos em toda a região.

Ontem, a empresários em São Paulo, Peña Nieto disse que está interessado na maior integração entre o Brasil e o México, a começar pelas relações comerciais bilaterais. Ele participou de encontro com empresários na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), na capital paulista.

No encontro, Peña Nieto destacou que as economias do Brasil e México são as duas mais importantes da América Latina. Segundo ele, ambas têm, neste momento, uma grande oportunidade para se complementar.

O presidente eleito disse que seu governo está comprometido em ser um “promotor constante da integração comercial”. Para ele, o estreitamento comercial deve ocorrer com os outros países da América Central e do Sul. Peña Nieto ressaltou que dará prioridade à modernização da estatal petrolífera do seu país, a Pemex.

De acordo com o presidente eleito, a modernização da Pemex exigirá investimentos em infraestrutura para exploração e produção. Segundo ele, há mecanismos nos modelos brasileiro e colombiano que facilitam maior participação do setor privado.

Esses modelos de alianças, segundo ele, são estratégicos para tornar as empresas mais produtivas. Para Peña Nieto, esses modelos estimulam a competitividade da empresa.

O presidente eleito disse ainda que é fundamental intensificar as parcerias e os esforços internos para o combate aos cartéis de tráfico de drogas, armas e pessoas no México. Segundo ele, seu governo terá a obrigação de combater o crime organizado. De acordo com Peña Nieto, não cabem modelos de negociação, e o Estado tem que “fazer prevalecer a lei”.

Eleito em julho com cerca de 19 milhões de votos, 3 milhões a mais que Andrés Manuel López Obrador, candidato da coalizão de esquerda, Nieto toma posse em 1º de dezembro. Segundo ele, uma das prioridades é estreitar laços e aprofundar o relacionamento político e econômico com os países da América Latina.

Peña Nieto foi acusado de compra de votos pela coalizão de esquerda, que pediu a anulação da votação, mas a Justiça Eleitoral do México rejeitou a apelação e confirmou a vitória. Durante a campanha, ele foi envolvido em escândalos de corrupção e integrantes de seu partido com o narcotráfico.

Por sete décadas até o ano 2000, o PRI, partido do presidente eleito, governou o México. O desafio do novo governo, segundo especialistas, é enfrentar e conter os avanços dos dez maiores cartéis de tráfico de drogas, armas e pessoas que atuam no país, espalhando uma onda de violência e medo principalmente nas regiões de fronteira.

Depois do Brasil, ele ainda passará por mais cinco países latino-americanos: a Guatemala, Colômbia, o Chile, a Argentina e o Peru. Esse é o primeiro compromisso internacional após ser eleito presidente do México.

Presidente eleito do México quer usar experiências brasileiras de combate à pobreza e fortalecimento da indústria petrolífera

O presidente eleito do México, Enrique Peña Nieto, esteve hoje (20) com a presidenta Dilma Rousseff e disse que quer fortalecer as relações comerciais entre o Brasil e México e usar as experiências brasileiras de combate à pobreza e gestão da Petrobras em seu governo. Peña Nieto toma posse em 1° de dezembro.

O mexicano reconhece os avanços do Brasil nas políticas sociais e na modernização da indústria petrolífera, e quer conhecer melhor essas experiências. “Pedi a colaboração da presidenta para conhecer essas experiências exitosas que poderão servir para as definições de qual política pública teremos no México a fim de combater a pobreza, apoiar os setores da população que mais necessitam e para a modernização da empresa petroleira de nosso país”, disse, em entrevista após reunião com Dilma Rousseff no Palácio do Planalto.

Peña Nieto elogiou a modernização da Petrobras e quer usar o seu modelo para reformar a estatal mexicana de petróleo, a Pemex. “Esse é um modelo que, sem dúvida, inspira o que queremos fazer no México com a empresa que é de todos os mexicanos, como a Petrobras segue sendo dos brasileiros. Uma empresa que a partir da mudança estrutural, com a participação do setor privado, é uma empresa mais competitiva e maior”, avaliou.

O presidente eleito mexicano defendeu maior abertura econômica entre os dois países, com a aproximação de setores da economia dos dois países para ampliar o intercâmbio econômico bilateral. Segundo Peña Nieto, o fortalecimento da relação Brasil-México é importante não só para os dois países, mas para o desenvolvimento da América Latina.

Os dois líderes não discutiram especificamente o novo acordo automotivo entre os dois países, segundo Peña Nieto. Mas o assunto foi tratado no âmbito do fortalecimento da relação comercial. Assinado em 2002, o acordo foi renovado em março após um imbróglio que incluiu a ameaça do Brasil de romper o trato após sucessivos desequilíbrios que prejudicaram a balança comercial brasileira.

Para Nieto, a melhor saída é ampliar e não restringir o comércio entre os dois países e garantir que os automóveis produzidos no Brasil entrem no mercado mexicano. “A melhor forma de poder dar uma solução é gerando maiores incentivos, buscando um maior equilíbrio na balança comercial, encontrando oportunidades para que a produção do Brasil também tenha presença no México. Mais que limitando os fluxos, creio que é ampliando a relação comercial de México e Brasil. Esta deve ser a perspectiva, mais que limitar, de ampliar a relação”, disse.

Dilma e Peña Nieto também conversaram sobre o intercâmbio educativo e cultural entre os dois países, e o presidente eleito disse estar interessado em colaborar com o programa brasileiro Ciência sem Fronteiras. O programa, lançado no dia 26 de julho de 2011, busca promover a consolidação, expansão e internacionalização da ciência e tecnologia, da inovação e da competitividade por meio do intercâmbio de alunos de graduação e pós-graduação. Ele prevê a concessão de até 75 mil bolsas em quatro anos.

O presidente eleito do México encerrou hoje uma visita de dois dias ao Brasil e continua a sua viagem pela América do Sul, onde visitará ainda a Argentina, o Chile e Peru.

Eleito em julho com cerca de 19 milhões de votos – 3 milhões a mais que Andrés Manuel López Obrador, candidato da coalizão de esquerda – Nieto representa a volta do PRI ao poder, partido que governou o México por sete décadas até o ano 2000. O desafio do novo governo, segundo especialistas, é enfrentar e conter os avanços dos dez maiores cartéis de tráfico de drogas, armas e pessoas que atuam no país, espalhando a violência e o medo, principalmente, nas regiões de fronteira.

Com informações da Agência Brasil.

Presidente eleito do México quer usar experiências brasileiras de combate à pobreza e fortalecimento da indústria petrolífera.
Presidente eleito do México quer usar experiências brasileiras de combate à pobreza e fortalecimento da indústria petrolífera.
Enrique Peña Nieto e a presidenta Dilma Rousseff.
Enrique Peña Nieto e a presidenta Dilma Rousseff.
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