Brasil vive ‘crescimento explosivo’ de universidades privadas, diz revista The Economist

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Aloizio Mercadante (PT), ministro da Educação do Governos Rousseff.
Aloizio Mercadante (PT), ministro da Educação do Governos Rousseff.
Aloizio Mercadante (PT), ministro da Educação do Governos Rousseff.
Aloizio Mercadante (PT), ministro da Educação do Governos Rousseff.

A revista The Economist desta semana traz uma reportagem sobre o que chama de “crescimento explosivo” das universidades privadas no Brasil e afirma que estudantes e investidores estão lucrando com esse cenário.

“Estudantes nas universidades públicas do Brasil ainda são mais brancos e mais ricos que a média, e é mais provável que tenham frequentado escolas particulares”, diz a revista.

“Mas um crescimento explosivo em universidades particulares, com fins lucrativos, está finalmente abrindo a educação superior.”

A revista cita dados de 2010, segundo os quais apenas um décimo das cerca de 2,4 mil universidades no Brasil são públicas e três quartos são privadas e com fins lucrativos.

Qualidade

“Nenhuma das instituições com fins lucrativos tem o prestígio ou os recursos das melhores universidades públicas, como a Universidade de São Paulo, estrela solitária da América Latina em rankings internacionais”, diz o texto.

“Algumas são pouco mais que fábricas de diplomas de qualidade duvidosa. Mas uma qualificação em uma das líderes pode dobrar o salário de um jovem”, afirma a revista, citando um especialista do Banco Mundial.

Segundo a reportagem, as universidades terão de investir em tecnologia se quiserem melhorar a qualidade, cortar custos, manter seus estudantes e atrair outros.

A revista discute ainda a aprovação do sistema de cotas nas universidades brasileiras e cita um especialista em educação da OCDE ao afirmar que “a maneira mais segura de garantir que todos os jovens tenham uma chance justa de entrar nas melhores universidades é oferecer boas escolas a todos”.

*Com informações da BBC Brasil.

Fernando Haddad, ministro da Educação, de 29 de julho de 2005 a 24 de janeiro de 2012, durante os Governos Lula e Rousseff.
Fernando Haddad, ministro da Educação, de 29 de julho de 2005 a 24 de janeiro de 2012, durante os Governos Lula e Rousseff.
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