Brasil, Alemanha, Japão e Índia apelam para a reforma do Conselho de Segurança da ONU

Presidente Dilma Rousseff quer reforma no Conselho de segurança da ONU.
Presidente Dilma Rousseff quer reforma no Conselho de segurança da ONU.
Presidente Dilma Rousseff quer reforma no Conselho de segurança da ONU.
Presidente Dilma Rousseff quer reforma no Conselho de segurança da ONU.

Os governos do Brasil, da Alemanha, do Japão e da Índia emitiram ontem (25/09/2012) declaração conjunta em defesa da ampliação do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU). O órgão que define as decisões sobre a segurança e a paz no mundo é composto por 15 países, dos quais apenas cinco têm assento permanente (China, França, Rússia, Estados Unidos e Reino Unido) e dez rotativos – cujo período é de dois anos.

O G4 (Brasil, Alemanha, Japão e Índia) defende a reforma do conselho de tal forma que reflita o mundo atual. O formato em vigor é do período após a 2ª Guerra Mundial. Ontem, os ministros Antonio Patriota (Brasil), Guido Westerwelle (Alemanha), Koichiro Gemba (Japão) e Ranjan Mathai (Índia) reuniram-se, em Nova York, para discutir a ampliação do Conselho de Segurança.

Após o encontro dos chanceleres, foi divulgado um comunicado com cinco parágrafos, no qual os quatro governos reiteram a necessidade de retomar o debate sobre a reforma do órgão.

“Os ministros expressaram a visão sobre o forte apoio para uma expansão em ambas as categorias [vagas permanentes e rotativas], que deve ser refletida no processo de negociação entre os Estados-membros e solicitam a elaboração de um documento conciso como base para futuras negociações”, diz o texto.

Nas discussões sobre a ampliação do Conselho de Segurança há várias propostas. Uma delas sugere a ampliação de 15 para 25 vagas no total, abrindo espaço para um país em cada continente. Nas Américas, o Brasil e a Argentina pleiteiam uma vaga no órgão. Na África, não há consenso.

Ao longo da declaração conjunta, os ministros reiteram que é fundamental rever o formato atual do Conselho de Segurança. “[É necessário promover a reforma] a fim de melhor refletir as realidades geopolíticas de hoje. Os países do G4 reafirmaram compromissos como aspirantes a novos membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU, bem como seu apoio às respectivas candidaturas. Também reafirmam sua visão da importância de a África ser representada”, diz o texto.

Ontem, no discurso de abertura da 67ª Assembleia Geral das Nações Unidas, a presidenta Dilma Rousseff reiterou seu apelo para que a comunidade internacional retome o debate sobre a reforma do Conselho de Segurança. Segundo ela, da forma como está, as decisões têm sido tomadas à revelia do órgão, o que não é positivo nem colabora para a multipolaridade. “É inaceitável”, definiu a presidenta.

Sobre Carlos Augusto 9456 Artigos
Carlos Augusto é Mestre em Ciências Sociais, na área de concentração da cultura, desigualdades e desenvolvimento, através do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PPGCS), da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB); Bacharel em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo pela Faculdade de Ensino Superior da Cidade de Feira de Santana (FAESF/UNEF) e Ex-aluno Especial do Programa de Doutorado em Sociologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Atua como jornalista e cientista social, é filiado à Federação Internacional de Jornalistas (FIJ, Reg. Nº 14.405), Federação Nacional de Jornalistas (FENAJ, Reg. Nº 4.518) e a Associação Bahiana de Imprensa (ABI Bahia), dirige e edita o Jornal Grande Bahia (JGB).