Vinhos chilenos têm maior aceitação no Brasil

Vinhos chilenos têm maior aceitação no Brasil. (Foto: Carlos Augusto (Guto Jads) - Jornal Grande Bahia)
Vinhos chilenos têm maior aceitação no Brasil. (Foto: Carlos Augusto (Guto Jads) - Jornal Grande Bahia)
Vinhos chilenos têm maior aceitação no Brasil. (Foto: Carlos Augusto (Guto Jads) - Jornal Grande Bahia)
Vinhos chilenos têm maior aceitação no Brasil. (Foto: Carlos Augusto (Guto Jads) - Jornal Grande Bahia)

Apesar de inexistir uma estatística de consumo de vinhos no Brasil, dados de importações revelam que a bebida tem grande aceitação e os consumidores estão cada vez mais exigentes. Pesquisa recente divulgada pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio revelam que a importação de vinhos finos cresceu 30,7%, de 2009 a 2011. Para atender a essa clientela e oferecer um serviço diferenciado, estabelecimentos comerciais e restaurantes baianos investem numa variedade grande de rótulos, além da construção de adegas e qualificação de seus funcionários para o atendimento. No Ferraz Gastronomia, na Pituba, são aproximadamente 200 rótulos disponíveis na adega, oriundos de viníferas de sete países e oferecidos a preço competitivo, com descontos de até 30% em relação à concorrência.

O Ferraz Gastronomia também procura se diferenciar no mercado com linhas exclusivas, a exemplo da Los Boldos, disponibilizada através da parceria com a adega Tio Sam. Para apresentar todas as variedades da marca, os parceiros reuniram clientes, enólogos e apreciadores para uma degustação. O V Encontro de vinhos aconteceu na tarde de ontem (07/08/2012), na Varanda do Ferraz, e contou com a participação do gestor Brasil do grupo Sogrape, Eduardo Pires. O grupo português é detentor da marca no Chile.

O cheff Ricardo Ferraz preparou, para os participantes, entradas com patês de fígado, pastas de gorgonzola, servidos com pães e torradas. “Tudo teve que ser feito de forma bem clássica para não interferir na identificação das propriedades de cada vinho degustado”, explicou. O cheff avalia que a linha degustada tem combinações de uvas com percentuais pré-estipulados e que alguns cortes podem ser ainda melhores, a depender da safra.  Sobre a harmonização com a gastronomia, Ferraz revela que o paladar do cliente é muito subjetivo. “A melhor harmonização é a que mais lhe agrada. Não existe muito certo e errado”, declarou.

A linha Los Boldos é uma marca chilena, pertencente ao maior grupo vitífero de Portugal, Sogrape, focado na venda de vinhos, com produções também Argentina, Nova Zelândia e Espanha. O produto, que já recebeu várias premiações internacionais, seguem padrões rígidos de seleção. “Os vinhos Los Boldos são estilo Bordón, com característica de vinho francês, que vão muito bem na harmonização com refeições, se diferenciando da produção chilena mais comuns, que são mais frutadas”, detalhou o representante da Sogrape no Brasil, Eduardo Pires.

No portifólio da linha, uma variedade de opções. Como sugestão, são indicados o Carbenet Sauvignom e Shiraz, para acompanhar carne; o Vielles Vignes, da casta Merlot, para massas. Já a linha de vinhos brancos, tem o sauvignom Blanc, que é uma ótima opção de harmonização com peixes além dos rosés.

Segundo Pires, cerca de 40% das vendas de vinhos comercializados no país são de origem chilena, seguido da Argentina (27%), Itália (11%), Portugal (10%), França (5%) e demais (7%). “A preferência dos brasileiros ainda é por produtos de países vizinhos, pertencentes ao Mercosul. Somente em relação à primeira origem (Chile), trata-se de 9 milhões de caixas de nove litros, comercializados anualmente”, declarou o gestor da Sogrape que atua há 20 anos no mercado de bebidas e há três anos no mundo do vinho.

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Sobre Carlos Augusto 9605 Artigos
Carlos Augusto é Mestre em Ciências Sociais, na área de concentração da cultura, desigualdades e desenvolvimento, através do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PPGCS), da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB); Bacharel em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo pela Faculdade de Ensino Superior da Cidade de Feira de Santana (FAESF/UNEF) e Ex-aluno Especial do Programa de Doutorado em Sociologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Atua como jornalista e cientista social, é filiado à Federação Internacional de Jornalistas (FIJ, Reg. Nº 14.405), Federação Nacional de Jornalistas (FENAJ, Reg. Nº 4.518) e a Associação Bahiana de Imprensa (ABI Bahia), dirige e edita o Jornal Grande Bahia (JGB).