Policiais federais anunciam greve nacional para a próxima terça-feira

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Os policiais federais podem entrar em greve na próxima terça-feira (06/08/2012), segundo anunciou hoje (1º) o presidente da Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapef), Marcos Wink. Os agentes reivindicam do governo a reestruturação da carreira, a discussão de novas políticas salariais e a troca do atual diretor-geral da Polícia Federal (PF), Leandro Daiello Coimbra.

Segundo o presidente da Fenapef, o atual diretor não consegue gerir adequadamente a instituição. “Há disputas internas na PF e o diretor não é competente para administrar [essas disputas]. Queremos alguém de fora da PF que seja gestor, que saiba apaziguar as disputas”, declarou.

O sindicato aprovou o indicativo de greve na manhã de hoje. Até sexta feira, os sindicatos estaduais devem definir como irão operar. Segundo Wink os estados têm essa autonomia por causa da particularidade de cada um. “Em São Paulo e Rio de Janeiro, temos dois grandes aeroportos, então pode haver operação-padrão na alfândega. Em Brasília, pode afetar a emissão de passaportes. No Amazonas, no Rio Grande do Sul, a fiscalização das fronteiras pode ser prejudicada”, afirmou.

Investigações especiais como a Operação Monte Carlo, que prendeu o empresário goiano Carlos Augusto de Almeida Ramos, o Carlinhos Cachoeira, também podem ser afetadas. O presidente da Fenapef ressaltou que a paralisação de investigações importantes será analisado caso a caso.

Segundo o sindicalista, a intenção dos agentes da PF é não prejudicar a segurança do país, de maneira a manter a confiança da população. O Ministério do Planejamento informou que as negociações com as categorias em greve estão abertas e que entre os dias 13 e 17 darão posicionamentos a todas as reivindicações.

Greve na PF interromperá todas as investigações em curso, diz sindicato

A deflagração da greve dos servidores da Polícia Federal (PF) irá interromper todas as investigações em curso no órgão, que se limitará a manter serviços básicos como a guarda de presos e os plantões nas delegacias. A informação é do presidente do Sindicato dos Policiais Federais no Estado do Paraná (Sinpef-PR), Fernando Augusto Vicentine.

Os 27 sindicatos filiados à Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapef) realizam assembleias até amanhã (3) para decidir se aderem à paralisação, marcada inicialmente para terça-feira (7). O conselho de representantes da entidade aprovou ontem (1º) o indicativo de greve.

Os policiais federais admitem que ainda há chance de a paralisação não acontecer. “O governo tem condições de evitar a greve, basta apresentar uma proposta”, disse Vicentine. Ele argumenta que as conversas com o Ministério do Planejamento duram três anos, sem sucesso. “O ministério disse ter aceitado tecnicamente o nosso projeto de reestruturação da carreira, disse que apresentaria uma proposta até 31 de julho, mas não o fez”, afirma.

O dirigente sindical explica que a greve será total em vários serviços. “Não vamos fazer operação-padrão, vamos cruzar os braços e paralisar todos os nossos serviços nas fronteiras, portos, aeroportos e a emissão de passaportes”, afirmou Vicentine. “Todas as investigações em curso também serão interrompidas. Vamos manter apenas serviços básicos, como a guarda de presos e os plantões nas delegacias.”

A categoria reivindica reestruturação salarial e da carreira dos agentes, escrivães e papiloscopistas. O salário inicial desses três cargos é R$ 7,5 mil, o equivalente a 56,2% da remuneração dos delegados, cujo vencimento de início de carreira é R$ 13,4 mil. “Os salários não precisariam ser exatamente iguais [ao dos delegados], mas, pelas nossas atribuições e responsabilidades, os valores estão muito distantes”, observa o presidente do Sinpef-PR.

As assembleias dos policiais federais no Paraná estão marcadas para a manhã desta sexta-feira (3), em Curitiba e também no interior. Uma manifestação nacional está agendada para a próxima quarta-feira (8), em Brasília.

A categoria também defende a saída do atual diretor-geral da corporação, Leandro Daiello Coimbra. “Em fevereiro de 2011, entregamos a ele [Coimbra] um documento pedindo a reestruturação da nossa carreira, assinado de comum acordo pelos diferentes cargos da Polícia Federal, e esse documento simplesmente não foi levado adiante”, critica Vicentine.

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