Juventude quer políticas específicas para permanência no campo

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Indígenas da Bahia participam ativamente com debates e apresentações.
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Acesso à crédito, assistência técnica, programas de inclusão produtiva, incentivo ao empreendedorismo, fortalecimento da educação no campo, entre outros temas, estão sendo discutidos no Seminário Estadual de Juventudes Rurais, que acontece até hoje (31/08/2012), na localidade de Tanquinho, região de Feira de Santana. O evento reúne jovens de todos os territórios da Bahia, com o objetivo de levantar propostas que subsidiem o Governo do Estado nas políticas públicas para o segmento, respeitando a sua ampla diversidade.

Na abertura do evento, realizada ontem (29), jovens que atuam em diversos espaços de representação, a exemplo de sindicatos rurais, movimentos, entre outros, afirmaram que os debates são uma oportunidade de proposição de iniciativas que ajudem na construção do protagonismo social e político. “É muito importante reunir a grande diversidade da juventude do campo para avançarmos na ampliação de oportunidades de permanência no campo”, disse a agricultora familiar Ana Cláudia Carvalho, diante de outros segmentos juvenis, como quilombolas e indígenas.

A secretária estadual de Políticas para as Mulheres, Lúcia Barbosa, destacou o respeito à igualdade de gênero na definição do público do evento e afirmou que a iniciativa é um marco na luta do povo do campo. “É a primeira vez que sociedade civil e governo reúne a juventude rural. Temos que potencializar os debates sobre a construção de um novo modelo de desenvolvimento rural na Bahia”, comentou, lembrando das políticas já em curso para o segmento, como Pronaf, PNAE, Projovem, Trilha, Projeto Margaridas, entre outras, executados em parceria entre governo do Estado e governo Federal.

Para o secretário de Relações Institucionais, Cézar Lisboa, que representou o governador Jaques Wagner, os debates serão decisivos para a elaboração de ações na área. “A juventude é determinante no processo de fortalecimento da agricultura familiar”, afirmou, acreditando nas chances de um grande salto no setor, com aumento significativo na produção rural baiana.

Iniciativa é fruto de grande parceria – O seminário é realizado na parceria entre as secretarias estaduais de Agricultura, Irrigação e Reforma Agrária (Seagri), Políticas para Mulheres (SPM), Relações Institucionais (Serin), Desenvolvimento Social e Combate à Pobreza (Sedes), Promoção da Igualdade Racial (Sepromi), Justiça, Cidadania e Direitos Humanos (SJCDH), Educação (SEC), além do Ministério de Desenvolvimento Agrário (MDA).

Também conta com envolvimento de organizações, como Movimento de Organização Comunitária (MOC), Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), Federação dos Trabalhadores na Agricultura Familiar (FETRAF),Associação de Desenvolvimento Sustentável e Solidário da Região Sisaleira (APAEB), EFAS, Federação dos Trabalhadores na Agricultura (FETAG), Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag).

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Sobre Carlos Augusto 10099 Artigos
Carlos Augusto é Mestre em Ciências Sociais, na área de concentração da cultura, desigualdades e desenvolvimento, através do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PPGCS), da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB); Bacharel em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo pela Faculdade de Ensino Superior da Cidade de Feira de Santana (FAESF/UNEF) e Ex-aluno Especial do Programa de Doutorado em Sociologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Atua como jornalista e cientista social, é filiado à Federação Internacional de Jornalistas (FIJ, Reg. Nº 14.405), Federação Nacional de Jornalistas (FENAJ, Reg. Nº 4.518) e a Associação Bahiana de Imprensa (ABI Bahia), dirige e edita o Jornal Grande Bahia (JGB).