Exportações baianas seguem em alta este ano com crescimento de 4,76%

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Após um ano (2011), no qual a Bahia teve o melhor resultado da história do comércio exterior estadual, quando atingiu US$ 11 bilhões em exportações, a expectativa é que este ano seja ainda melhor. Nos primeiros sete meses de 2012, as exportações baianas já alcançam US$ 6,2 bilhões, num crescimento de 4,76% em relação ao mesmo período do ano passado, quando registrou US$ 5,9 bilhões. Os números são comemorados pelo secretário estadual do Planejamento, José Sergio Gabrielli.

Ele disse que o resultado recorde das exportações em 2011, que cresceu 24% em relação a 2010, foi obtido mesmo com a crise financeira que assola as principais economias mundiais e com o câmbio desfavorável durante a maior parte do ano. A demanda externa por produtos baianos, explicou, foi sustentada pelo crescimento das economias nos países emergentes, principalmente os da América Latina e Ásia, sendo que a Argentina e a China foram os dois maiores destinos para os produtos baianos em 2011.

Os resultados dos sete primeiros meses deste ano, por sua vez, que também registraram recordes, avaliou Gabrielli, são uma consequência do câmbio, que saiu de R$ 1,55 por dólar, em julho de 2011, para pouco mais de R$ 2 atualmente, numa desvalorização de 30%. Para se ter uma ideia, as exportações baianas em julho último chegaram a US$ 1,085 bilhão, 5,2% acima de igual mês do ano anterior e 17,6% a junho deste ano.

Os ganhos em 2012, inclusive, poderiam ter sido mais expressivos, na interpretação do secretário, caso a Europa não estivesse em crise e a economia mundial estagnada. Devido a esse panorama, as vendas externas nos sete primeiros meses deste ano caíram 2,2% para a União Europeia e 0,7% para os Estados Unidos, em comparação ao mesmo período de 2011. Em contrapartida, mantiveram o crescimento das exportações baianas os mercados da Ásia, com incremento de 15,7% (China, Japão, Indonésia, Vietnã, Tailândia e Taiwan), e da América Latina, com 9,4% (Venezuela, Chile, Uruguai, Costa Rica e Peru).

Perfil dos países que mais compram produtos da Bahia

Entre os países que mais compram produtos baianos, os Estados Unidos ocupam o topo da lista, adquirindo 13,41% do total exportado. Em seguida vêm China (12,64%), Antilhas Holandesas (11,92%), Argentina (10,99%), Países Baixos – Holanda (7,57%) e Alemanha (5,16%). Na relação dos países que obtêm produtos da Bahia estão também Itália, Bélgica, Suíça, Espanha, Colômbia, França, México, Cingapura, Canadá, República da Coreia do Sul, Japão, Indonésia, Venezuela, Finlândia, Romênia, Chile, Uruguai, Vietnã, Tailândia, Costa Rica, Taiwan, Chipre, Peru e Bulgária.

Para os EUA são exportados principalmente celulose, químicos e pneus. Para a China são enviados soja, celulose e algodão. As Antilhas Holandesas, por sua vez, levam especialmente derivados de petróleo e papel, enquanto a Argentina compra automóveis, derivados de petróleo e fios de cobre. Para os Países Baixos são enviados derivados de petróleo, químicos e plásticos, e para a Alemanha, soja, metais e celulose.

O principal produto exportado pela Bahia é petróleo e seus derivados, que nos sete primeiros meses deste ano representaram 20,6% do total, somando um montante de US$ 1,28 bilhão. Em seguida, vêm os químicos e petroquímicos (16%), papel e celulose (15,8%), soja e derivados (15%), metalúrgicos (5,4%), metais preciosos (4,4%), automotivo (4,3%) e algodão e seus subprodutos (3,7%).

Na relação constam ainda outros produtos: cacau e seus derivados, minerais, café e especiarias, couros e peles, sisal e seus derivados, calçados e suas partes, máquinas, aparelhos e materiais elétricos, frutas e suas preparações, móveis e semelhantes.

Em 2011, no entanto, os destaques da pauta das exportações baianas foram as commodities agrícolas e os minerais. Petróleo e seus derivados lideraram as vendas, com 18% de participação, seguidos pelo setor de papel e celulose (16,4%). Merecem destaque também a soja e seus derivados, com crescimento de 38% sobre o ano anterior, algodão (129%), cobre (46%), ouro (15%) e café (36%).

*Com informações da SECOM/BA

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