Em Feira de Santana, vereador Frei Cal diz que eleitor tentou trocar o voto por medicamento: “Eu recomendei que seguisse adiante com o seu voto que não me interessa”

“O cidadão já ia para a farmácia, que fica perto da minha casa; no entanto, quando me avistou, parou e me perguntou o que eu poderia fazer por aquela receita que estava em suas mãos”, explica o vereador Carlos Alberto Costa da Rocha. (Foto: Carlos Augusto (Guto Jads) - Jornal Grande Bahia)
“O cidadão já ia para a farmácia, que fica perto da minha casa; no entanto, quando me avistou, parou e me perguntou o que eu poderia fazer por aquela receita que estava em suas mãos”, explica o vereador Carlos Alberto Costa da Rocha. (Foto: Carlos Augusto (Guto Jads) - Jornal Grande Bahia)
“O cidadão já ia para a farmácia, que fica perto da minha casa; no entanto, quando me avistou, parou e me perguntou o que eu poderia fazer por aquela receita que estava em suas mãos”, explica o vereador Carlos Alberto Costa da Rocha. (Foto: Carlos Augusto (Guto Jads) - Jornal Grande Bahia)
“O cidadão já ia para a farmácia, que fica perto da minha casa; no entanto, quando me avistou, parou e me perguntou o que eu poderia fazer por aquela receita que estava em suas mãos”, explica o vereador Carlos Alberto Costa da Rocha. (Foto: Carlos Augusto (Guto Jads) - Jornal Grande Bahia)

O vereador Frei Cal chamou a atenção na Câmara, esta semana, para o comportamento de eleitores que, no período eleitoral, tentam trocar o voto por “favores” econômicos.

Em discurso na Tribuna da Casa da Cidadania, ele relatou o caso de um homem, conhecido dele, que estaria em busca de um candidato para disponibilizar o voto em troca de remédios. O fato teria ocorrido na avenida João Durval, nas imediações da sua residência.

“O cidadão já ia para a farmácia, que fica perto da minha casa; no entanto, quando me avistou, parou e me perguntou o que eu poderia fazer por aquela receita que estava em  suas mãos”, contou o vereador.

Imediatamente disse que não poderia fazer nada. “Eu recomendei que seguisse adiante com o seu voto que não me interessa”, afirmou.

O peemedebista contou que, após recusar a proposta, esse eleitor se dirigiu a farmácia e comprou o remédio que precisava com dinheiro do próprio bolso.

Frei Cal cobrou mais rigor na apuração dos casos de crime eleitoral, afirmando que, no Brasil, a compra de votos é comum.

Para ele, muitos eleitores se corrompem porque falta fiscalização por parte da Justiça Eleitoral e  um trabalho de formação e conscientização política, sobretudo nas escolas.

Sobre Carlos Augusto 9522 Artigos
Carlos Augusto é Mestre em Ciências Sociais, na área de concentração da cultura, desigualdades e desenvolvimento, através do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PPGCS), da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB); Bacharel em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo pela Faculdade de Ensino Superior da Cidade de Feira de Santana (FAESF/UNEF) e Ex-aluno Especial do Programa de Doutorado em Sociologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Atua como jornalista e cientista social, é filiado à Federação Internacional de Jornalistas (FIJ, Reg. Nº 14.405), Federação Nacional de Jornalistas (FENAJ, Reg. Nº 4.518) e a Associação Bahiana de Imprensa (ABI Bahia), dirige e edita o Jornal Grande Bahia (JGB).