Deputado federal Emiliano José critica cobertura da mídia no julgamento do chamado caso do mensalão

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"Ela (a mídia) quer que todo mundo seja condenado. Antecipou a necessidade, segundo ela, de condenar todos aqueles que estão envolvidos na Ação Penal nº 470. Diferentemente da atitude que tem em relação ao mensalão mineiro do PSDB. Com relação a esse, a mídia não toca e não discute", declara Emiliano José - (Foto: Carlos Augusto (Guto Jads) - Jornal Grande Bahia)
"Ela (a mídia) quer que todo mundo seja condenado. Antecipou a necessidade, segundo ela, de condenar todos aqueles que estão envolvidos na Ação Penal nº 470. Diferentemente da atitude que tem em relação ao mensalão mineiro do PSDB. Com relação a esse, a mídia não toca e não discute", declara Emiliano José - (Foto: Carlos Augusto (Guto Jads) - Jornal Grande Bahia)
 "Ela (a mídia) quer que todo mundo seja condenado. Antecipou a necessidade, segundo ela, de condenar todos aqueles que estão envolvidos na Ação Penal nº 470. Diferentemente da atitude que tem em relação ao mensalão mineiro do PSDB. Com relação a esse, a mídia não toca e não discute", declara Emiliano José - (Foto: Carlos Augusto (Guto Jads) - Jornal Grande Bahia)
"Ela (a mídia) quer que todo mundo seja condenado. Antecipou a necessidade, segundo ela, de condenar todos aqueles que estão envolvidos na Ação Penal nº 470. Diferentemente da atitude que tem em relação ao mensalão mineiro do PSDB. Com relação a esse, a mídia não toca e não discute", declara Emiliano José - (Foto: Carlos Augusto (Guto Jads) - Jornal Grande Bahia)

Parlamentares da bancada do PT utilizaram a Tribuna da Câmara para criticar a atuação da mídia na cobertura do julgamento do STF sobre o chamado “mensalão”. Para o deputado Emiliano José (PT-BA), a chamada velha mídia se arvorou a condenar por antecipação todos os réus do processo. “Há uma tentativa permanente da velha mídia brasileira de criar um clima obviamente artificial em torno do que a mídia alcunhou de mensalão, que agora até os próprios ministros do STF dizem não ter existido na forma como a mídia quer”, acusou.

De acordo com Emiliano, a mídia antecipou a sentença do Supremo. “Ela (a mídia) quer que todo mundo seja condenado. Antecipou a necessidade, segundo ela, de condenar todos aqueles que estão envolvidos na Ação Penal nº 470. Diferentemente da atitude que tem em relação ao mensalão mineiro do PSDB. Com relação a esse, a mídia não toca e não discute”, disse o petista.

Ao citar exemplos de jornais que “burlaram” o coro condenatório, o parlamentar revela o lado parcial da imprensa brasileira. O jornal Correio Braziliense reconheceu, por exemplo, no dia seguinte ao início do julgamento, que faltou quórum na praça, ao constatar que o maior ato do dia, que reuniu militantes do PSDB, do DEM e do PPS, reuniu a multidão de 15  manifestantes.  Já a revista Valor Econômico constatou também que nas ruas o mensalão é ignorado pela população, que preferiu as Olimpíadas. O professor Venício Lima lembrou ainda, num artigo esclarecedor que escreveu para o Observatório da Imprensa, postado no dia 7 de agosto, sob o título Que opinião pública é essa? que pesquisas de opinião indicam que apenas uma em cada 10 pessoas tem conhecimento do julgamento.

“Nós, do PT acreditamos que os valores democráticos não combinam com quaisquer procedimentos de exceção, não combinam com linchamentos morais, não combinam com condenações prévias. No STF, temos convicção, há homens e mulheres atentos à Justiça, com sólida formação jurídica, e que não se impressionam com as chicanas patrocinadas pela velha mídia. O julgamento será justo, próprio de uma sociedade que já chegou à maturidade democrática, de um Brasil que vive, de 1985 para cá, o maior período de normalidade democrática de nossa história”, finalizou.

Sobre Carlos Augusto 9652 Artigos
Carlos Augusto é Mestre em Ciências Sociais, na área de concentração da cultura, desigualdades e desenvolvimento, através do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PPGCS), da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB); Bacharel em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo pela Faculdade de Ensino Superior da Cidade de Feira de Santana (FAESF/UNEF) e Ex-aluno Especial do Programa de Doutorado em Sociologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Atua como jornalista e cientista social, é filiado à Federação Internacional de Jornalistas (FIJ, Reg. Nº 14.405), Federação Nacional de Jornalistas (FENAJ, Reg. Nº 4.518) e a Associação Bahiana de Imprensa (ABI Bahia), dirige e edita o Jornal Grande Bahia (JGB).