Deputado federal Afonso Florence quer mais segurança e cuidado para o cacau brasileiro

Deputado federal Afonso Florence quer mais segurança e cuidado para o cacau brasileiro. (Foto: Carlos Augusto (Guto Jads) - Jornal Grande Bahia)
Deputado federal Afonso Florence quer mais segurança e cuidado para o cacau brasileiro. (Foto: Carlos Augusto (Guto Jads) - Jornal Grande Bahia)
Deputado federal Afonso Florence quer mais segurança e cuidado para o cacau brasileiro. (Foto: Carlos Augusto (Guto Jads) - Jornal Grande Bahia)
Deputado federal Afonso Florence quer mais segurança e cuidado para o cacau brasileiro. (Foto: Carlos Augusto (Guto Jads) - Jornal Grande Bahia)

O governo da Bahia, em parceria com o Ministério do Desenvolvimento Agrário, está adotando medidas para a diminuição dos riscos de contaminação da lavoura cacaueira com a consolidação do programa Cacau para Sempre. A iniciativa, além de proteger o plantio, promove a inclusão socioprodutiva.

“O fortalecimento da produção e da produtividade do cacau brasileiro é o caminho para a redução dos custos de nossas indústrias de chocolate e a segurança do nosso plantio”, defende o deputado federal Afonso Florence (PT-BA). “O programa Cacau para Sempre é materialização desta alternativa, pois apoia a produtor conjugando o desenvolvimento econômico e a sustentabilidade”.

Na última semana, os produtores de cacau do Brasil ficaram preocupados com a notícia de que uma carga de amêndoas importada da África continha insetos vivos e com eles, uma potencial ameaça para suas culturas.

O temor dos agricultores é justificado pela amarga experiência de quando o cacau brasileiro adoeceu devido à ocorrência de vassoura-de-bruxa em suas plantações. De 1991 para 2000 o país teve sua produção anual reduzida de 320,5 mil toneladas para 191,1 mil toneladas, caindo a sua participação no mercado internacional de 14,8% para 4%. Hoje, o país precisa importar cerca de 50 mil toneladas para cobrir a demanda da indústria processadora.

Em resposta às necessidades da cadeia produtiva do cacau, o programa Cacau para Sempre foca suas ações no fortalecimento estrutural, logístico e produtivo da cultura.

Para isso, são usadas estratégias como a recuperação e construção das estruturas produtivas do processo de beneficiamento da amêndoa do cacau; recomposição do estande com mudas de procedência garantida; enriquecimento da cabruca com essências florestais nativas e com espécies de valor econômico, a exemplo de flores tropicais, frutíferas e palmito, além da valorização e do fortalecimento das associações e cooperativas, viabilizando os processos de certificação e adequação socioambiental das propriedades rurais atendidas.

“O Brasil é o único país no mundo que detém toda a cadeia produtiva do cacau. Nós produzimos o fruto, industrializamos e temos o terceiro mercado consumidor mundial que cresce a cada dia graças à elevação de renda do brasileiro. Este setor produtivo tem recebido o cuidado que merece do governo baiano“, avalia Florence.

O Cacau para Sempre é resultado de uma parceria entre a Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), empresa da Secretaria de Desenvolvimento e Integração Regional (Sedir), a Superintendência de Agricultura Familiar (SUAF), da Secretaria da Agricultura, EBDA, Ministério de Desenvolvimento Agrário (MDA), CEPLAC e UESC.

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Sobre Carlos Augusto 9516 Artigos
Carlos Augusto é Mestre em Ciências Sociais, na área de concentração da cultura, desigualdades e desenvolvimento, através do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PPGCS), da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB); Bacharel em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo pela Faculdade de Ensino Superior da Cidade de Feira de Santana (FAESF/UNEF) e Ex-aluno Especial do Programa de Doutorado em Sociologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Atua como jornalista e cientista social, é filiado à Federação Internacional de Jornalistas (FIJ, Reg. Nº 14.405), Federação Nacional de Jornalistas (FENAJ, Reg. Nº 4.518) e a Associação Bahiana de Imprensa (ABI Bahia), dirige e edita o Jornal Grande Bahia (JGB).