Circuitos Arqueológicos do IPAC e UFBA é apresentado em evento internacional de Arte Rupestre

Cartilha IPAC Circuitos Arqueológicos 2011.
Cartilha IPAC Circuitos Arqueológicos 2011.
Cartilha IPAC Circuitos Arqueológicos 2011.
Cartilha IPAC Circuitos Arqueológicos 2011.

O “Projeto Circuitos Arqueológicos de Visitação na Chapada Diamantina”, trabalho realizado pelo Instituto de Patrimônio Artístico e Cultural (IPAC), em parceria com a Universidade Federal da Bahia (UFBA), nos sítios de arte rupestre em comunidades do interior do Estado será apresentado no IV Encontro da Associação Brasileira de Arte Rupestre (ABAR) que acontece nos dias 30 e 31 de agosto no Museu Geológico da Bahia, em Salvador.

O projeto pretende preservar e promover o usufruto pleno dos patrimônios culturais e arqueológicos da Chapada Diamantina através do Turismo Cultural com a criação de circuitos de visitação que contemplem bens paisagísticos, ambientais, arquitetônico-históricos e de pinturas rupestres existentes na região. A meta é promover o desenvolvimento econômico sustentável dos municípios participantes a partir desses bens que são atrações culturais e turísticas irrefutáveis e valiosas.

O programa do IPAC/UFBA será levado à ação da ABAR devido à temática central do IV encontro: “Atualidade dos estudos em arte rupestre”. Nos dois dias de evento será desenvolvida uma discussão sobre três linhas temáticas que dizem respeito às novas concepções sobre os grafismos rupestres, às questões de caráter mercadológico e, por último, à gestão do patrimônio arqueológico de pinturas e arte rupestre. Com isso, mesas redondas, comunicações e painéis serão apresentados para ilustrar o estado atual da pesquisa no país.

“Além de mobilizar, informar e valorizar os patrimônios arqueológicos, paleontológicos, naturais, paisagísticos e arquitetônicos, essa iniciativa do governo estadual proporciona uma rede para a conservação e promoção do patrimônio cultural”, comenta o diretor do IPAC, Frederico Mendonça.

De acordo com o professor do departamento de Antropologia da UFBA e coordenador geral do IV Encontro, Carlos Etchevarne, o propósito da apresentação é demonstrar novos dados de pesquisas realizadas no Brasil, assim como discutir sobre enfoques conceituais ou metodológicos já utilizados em outros países, que permitam avançar na reflexão sobre esse tipo particular de patrimônio arqueológico que é a Arte Rupestre.

Dentre os palestrantes estarão presentes o professor francês, Denis Vialou, que há mais de 20 anos realiza trabalhos periódicos no Brasil e é autor de diversos livros e projetos na área de Arte Rupestre, sendo referência mundial no tema; e Anne-Marie Pessis, doutora em Ciências Sociais pela Universidade de Nanterre (França) e diretora científico-técnica da Fundação Museu do Homem Americano de São Raimundo Nonato (Piauí).

Também estão confirmadas as presenças da professora espanhola, Gabriela Martin, autora do livro “Pré- História do Nordeste do Brasil” que fala dos inúmeros sítios arqueológicos espalhados pelo sertão nordestino, com grande ênfase para os mais estudados da região sudeste do Piauí; e da arqueóloga brasileira, Agueda Vilhena Vialou, que dirige a Missão Franco Brasileira de Arqueologia em Mato Grosso.

Mais informações sobre o evento no endereço eletrônico  www.bahiarqueologica.com ou pelo e-mail [email protected]. Já os dados sobre os Circuitos Arqueológicos do IPAC/Ufba, através do telefone (71) 3117-7496, 3117-7498 e[email protected].

Box opcional: A arte rupestre – do latim rupes que significa rochedo -, que reúne vestígios, pinturas e desenhos deixados por populações pré-históricas é considerada por especialistas em arqueologia um dos mais importantes testemunhos do passado humano no planeta. Encontrada geralmente em abrigos, grutas e lajedos rochosos de várias partes do mundo, essa arte foi produzida por grupos humanos de caçadores-coletores, horticultores, agricultores ou pastores. Segundo os estudiosos, a Bahia reúne um dos maiores acervos de arte rupestre do nosso país.

Carlos Augusto
Sobre Carlos Augusto 9377 Artigos
Carlos Augusto é Mestre em Ciências Sociais, na área de concentração da cultura, desigualdades e desenvolvimento, através do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PPGCS), da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB); Bacharel em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo pela Faculdade de Ensino Superior da Cidade de Feira de Santana (FAESF/UNEF) e Ex-aluno Especial do Programa de Doutorado em Sociologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Atua como jornalista e cientista social, é filiado à Federação Internacional de Jornalistas (FIJ, Reg. Nº 14.405), Federação Nacional de Jornalistas (FENAJ, Reg. Nº 4.518) e a Associação Bahiana de Imprensa (ABI Bahia), dirige e edita o Jornal Grande Bahia (JGB).