CHESF libera R$ 10 milhões para estados nordestinos. Bahia terá mais recursos para ações de convivência com a seca

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A Companhia Hidrelétrica do São Francisco (Chesf) vai liberar R$ 10 milhões para oito estados nordestinos, atendendo à reivindicação apresentada nesta quarta-feira (1º de agosto DE 2012) pelo presidente do Conselho Nacional de Secretários de Agricultura (Conseagri), engenheiro agrônomo Eduardo Salles, titular da pasta na Bahia. Acompanhado pelos secretários nordestinos, Salles reuniu-se com o presidente da Chesf, João Bosco de Almeida, em Recife, apresentando o pleito. Os recursos serão aplicados em ações estruturantes de convivência com a seca, visando aumentar a oferta permanente de água e assegurar o desenvolvimento socioeconômico dos estados do semiárido do Nordeste. A Chesf celebrará convênios com os governos estaduais, e cada um dos oito estados receberá R$ 1,25 milhão.

Eduardo Salles disse que a Bahia deverá aplicar esse valor na qualificação dos rebanhos de caprinos e ovinos; em kits de irrigação de dois hectares para comunidades de agricultores familiares visando à produção de hortaliças, grãos e frutas; e em tanques-rede para apoiar a piscicultura.

Esse novo recurso soma-se aos R$ 22.1 milhões destinados à Bahia dos R$ 100 milhões que o Conseagri conseguiu junto ao BNDES e Ministério da Integração para ações estruturantes de convivência com a seca, no mês de junho. Sugerido pelo secretário e definido pelo governador Jaques Wagner, os R$ 22,1 milhões serão utilizados na construção de 1,3 mil pequenas barragens subterrâneas para perenizar riachos e rios nos municípios que decretaram estado de emergência por causa da seca.

De acordo com o secretário baiano, o diretor do BNDES, Guilherme Lacerda, informou que o enquadramento dos recursos não reembolsáveis já foi confirmado e deverão ser aprovados pela diretoria nos próximos dez dias.

A previsão é que os recursos sejam liberadores através da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) e/ou Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs) até o mês de setembro.

Os demais estados poderão utilizar os valores que receberão para construção de barragens subterrâneas, construção de biofábricas para produção e distribuição de mudas com alto padrão genético e sanidade aos agricultores familiares, a exemplo de cactus, (comum no Nordeste, como a palma, para alimentação animal), sisal, umbu, caju, manivas de mandiocas e de outras culturas tolerantes e resistentes à seca; sistemas de irrigação simplificados, ou ainda para construção de cisternas produtivas.

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