Bahia gera mais de 35 mil postos de trabalho nos sete primeiros meses de 2012

O segundo resultado importante foi o da construção civil, com mais de 1.200 postos, o que pode indicar que o saldo negativo de 952 empregos em junho na Construção Civil pode ter sido apenas uma questão localizada. (Foto: Carlos Augusto (Guto Jads) - Jornal Grande Bahia)
O segundo resultado importante foi o da construção civil, com mais de 1.200 postos, o que pode indicar que o saldo negativo de 952 empregos em junho na Construção Civil pode ter sido apenas uma questão localizada. (Foto: Carlos Augusto (Guto Jads) - Jornal Grande Bahia)
O segundo resultado importante foi o da construção civil, com mais de 1.200 postos, o que pode indicar que o saldo negativo de 952 empregos em junho na Construção Civil pode ter sido apenas uma questão localizada. (Foto: Carlos Augusto (Guto Jads) - Jornal Grande Bahia)
O segundo resultado importante foi o da construção civil, com mais de 1.200 postos, o que pode indicar que o saldo negativo de 952 empregos em junho na Construção Civil pode ter sido apenas uma questão localizada. (Foto: Carlos Augusto (Guto Jads) - Jornal Grande Bahia)

Nos primeiros sete meses de 2012, o estado da Bahia apresentou um saldo de emprego de 35.656 postos de trabalho, levando-se em conta a série ajustada, que incorpora as informações declaradas fora do prazo. Este resultado representa o maior saldo emprego do nordeste no acumulado do ano. Os demais saldos dos estados da região foram: Ceará (17.809 vagas), Pernambuco (13.437 vagas), Maranhão (10.383 vagas), Piauí (8.672 vagas), Sergipe (4.432 vagas), Rio Grande do Norte (3.585 vagas), Paraíba (1.925 vagas) e Alagoas (-36.955 vagas). As informações são do Cadastro Nacional de Empregados e Desempregados (Caged), referentes ao mês de julho de 2012, e foram sistematizadas pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), autarquia da Secretaria do Planejamento (Seplan).

Em julho de 2012, a Bahia contabilizou um saldo positivo com a criação de 2.209 novos postos de trabalho com carteira assinada. Tal resultado expressa a diferença entre o total de admissões (65.848 vagas) e desligamentos (63.639 vagas). O saldo registrado em julho situou-se em um patamar superior ao contabilizado em igual período do ano anterior (2.033 vagas), e acima do mês de junho de 2012 (241 vagas). Os setores que apresentaram os melhores resultados foram a Indústria de transformação (1.410 postos), a Construção civil (1.213 postos) e o setor de Serviços (661 postos), e os setores que contabilizaram maior retração no saldo de emprego formal foram o da Agropecuária (-1.083 vagas) e os Serviços industriais de utilidade pública (-40 postos).

“Os resultados do Caged para a Bahia no mês de julho trazem dois aspectos importantes: o primeiro deles é a geração de mais de 1.400 postos de trabalho na Indústria da Transformação, o que aponta para uma expansão na produção do setor. O segundo resultado importante foi o da construção civil, com mais de 1.200 postos, o que pode indicar que o saldo negativo de 952 empregos em junho na Construção Civil pode ter sido apenas uma questão localizada”, analisa Geraldo Reis, diretor-geral da SEI.

RMS e interior do estado – Ao se analisar os dados referentes aos saldos de emprego para a distribuição intra-estadual no mês de julho de 2012, constata-se que os resultados do emprego, tanto no interior do estado quanto na Região Metropolitana de Salvador, foram positivos. De forma mais precisa, no interior foram criados 1.255 empregos, correspondendo a 56,8% do total, enquanto na Região Metropolitana de Salvador foi apurado um saldo de 954 postos de trabalho gerados.

O secretário do Planejamento do Estado, José Sérgio Gabrielli, avalia a geração de empregos no interior da Bahia: “Observa-se a continuidade de maior dinamismo do mercado de trabalho no interior do estado, com cerca de 75% do total de novas vagas no acumulado do ano”. De janeiro a julho de 2012, a participação do interior do estado foi de 26.793 postos, ou 75,1% de todas as vagas abertas no estado, ao passo que a RMS criou 8.863 empregos com carteira assinada, o equivalente a 24,9% das vagas celetistas.

Em julho de 2012, Juazeiro, Casa Nova e Lauro de Freitas destacaram-se com os melhores desempenhos na criação de novas oportunidades de trabalho formal na Bahia. Juazeiro gerou 1.025 empregos, Casa Nova registrou 639 empregos e Lauro de Freitas apurou um saldo de 360 novas contratações formais.

Entre os municípios que tiveram os menores saldos de empregos em julho de 2012 ressaltam-se Eunápolis (-550 vagas), Vitória da Conquista (-479 vagas) e Teixeira de Freitas (-409 vagas).

No que se refere ao período de janeiro a julho de 2012, Salvador registrou o maior saldo, com 9.457 empregos gerados. Feira de Santana e Juazeiro contabilizaram 5.289 e 3.768 empregos formais, segundo e terceiro colocados na abertura de novas oportunidades de trabalho na Bahia.

Observando-se os desempenhos negativos nos sete primeiros meses de 2012, Itapetinga (-2.233 vagas), Maragogipe (-1.062 vagas) e Porto Seguro (-797 vagas) destacaram-se com os menores saldos de empregos formais.

Sobre Carlos Augusto 9512 Artigos
Carlos Augusto é Mestre em Ciências Sociais, na área de concentração da cultura, desigualdades e desenvolvimento, através do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PPGCS), da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB); Bacharel em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo pela Faculdade de Ensino Superior da Cidade de Feira de Santana (FAESF/UNEF) e Ex-aluno Especial do Programa de Doutorado em Sociologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Atua como jornalista e cientista social, é filiado à Federação Internacional de Jornalistas (FIJ, Reg. Nº 14.405), Federação Nacional de Jornalistas (FENAJ, Reg. Nº 4.518) e a Associação Bahiana de Imprensa (ABI Bahia), dirige e edita o Jornal Grande Bahia (JGB).