Bahia apoia criação de mosaico em áreas protegidas do Cerrado

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Bahia apoia criação de mosaico em áreas protegidas do Cerrado. (Foto: Carlos Augusto (Guto Jads) - Jornal Grande Bahia)
Bahia apoia criação de mosaico em áreas protegidas do Cerrado. (Foto: Carlos Augusto (Guto Jads) - Jornal Grande Bahia)
Bahia apoia criação de mosaico em áreas protegidas do Cerrado. (Foto: Carlos Augusto (Guto Jads) - Jornal Grande Bahia)
Bahia apoia criação de mosaico em áreas protegidas do Cerrado. (Foto: Carlos Augusto (Guto Jads) - Jornal Grande Bahia)

Com o objetivo de fortalecer a Política de Unidade de Conservação (UC) e a gestão territorial, a Bahia, por meio da Secretaria Estadual do Meio Ambiente (Sema), passa a integrar a proposta de criação do mosaico de áreas protegidas no Cerrado, na região do Jalapão. A partir desta segunda feira (27/08/2012) até quarta-feira (29), os técnicos da Sema e do Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) estarão reunidos com representantes do Ministério do Meio Ambiente (MMA), do Instituto Chico Mendes (ICMBio), da Agência Japonesa de Cooperação Internacional (Jica) para consolidar a participação do estado na iniciativa.

O projeto do Corredor Ecológico e Mosaico do Jalapão foi iniciado em 2009, sob a coordenação do MMA, ICMBio e com o apoio dos quatro estados brasileiros que englobam o corredor: Bahia, Tocantins, Piauí e Maranhão. De todos os estados que integram o mosaico, dez Unidades de Conservação (UC) até o momento integram a proposta.  A participação da Bahia teve início em 2011, e ganhará reforço, através da Área de Preservação Ambiental (Apa) do Rio Preto e a Estação Ecológica do Rio Preto, no Oeste baiano.

De acordo com o coordenador de Gestão de Unidades de Conservação do Inema, Leonardo Euler Santos, o primeiro momento será importante para estreitar os laços entre as instituições participantes dessa iniciativa e fortalecer a política de gestão integrada. Na ocasião, a Sema/Inema estará em contato com os responsáveis pela iniciativa, entre eles, os financiadores da iniciativa, os técnicos ambientais da Agência Japonesa de Cooperação Internacional (JICA), os coordenadores, os representante do Instituto Chico Mendes (ICMBio) além de integrantes do Ministério do Meio Ambiente que cuida da política do mosaico.

Segundo o coordenador na Bahia do projeto Corredores Ecológicos, Ricardo Guedes, a criação do mosaico na Região do Jalapão se alinha a Política Ambiental do Estado, que trabalha na lógica de conectividade dos corredores ecológicos de áreas protegidas nos biomas Mata Atlântica, Caatinga e Cerrado. “A iniciativa irá unir duas áreas que estão distintas através de corredor de mata, como também, agrupar essas unidades em uma lógica muito mais administrativa do que física, visando reuni-las para ter condições de melhor administrá-las”, explicou.

Ganho para o Estado – Além de fortalecer a Política de UCs, a criação do mosaico, favorecerá a gestão integrada entre as diversas áreas protegidas e possibilitará a definição de estratégias de proteção na área de abrangência do território do mosaico. “Os recursos para gerir as áreas protegidas são poucos, dessa forma, a criação do mosaico possibilitará unir esforços para atuar de forma conjunta no território”, avaliou Leonardo Euler Santos.

Capacitação – Nos dias 28 e 29 de agosto, na sede do Projeto Corredores Ecológicos, em Ondina, a equipe tratará da formalização dos termos de adesão ao mosaico dos estados da Bahia e Tocantins. Ainda como pauta, será definida a composição do conselho. De acordo com Leonardo Euler Santos, a entidade deverá ser composto por gestores de UC, representantes de outras áreas protegidas como terras indígenas e quilombolas, donos de Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPNs) – sendo três existentes na área que irá participar da iniciativa até o momento, além representantes dos órgãos públicos e sociedade civil.

Sobre as áreas na Bahia – A APA do Rio Preto abrange os municípios de Formosa do Rio Preto e Santa Rita de Cássia. Já a Estação Ecológica do Rio Preto, está localizada em Formosa do Rio Preto, na região Oeste da Bahia. As áreas se caracterizam por regiões sensíveis do ponto ambiental e conservação, principalmente, por está localizado na cadeia produtiva do agronegócio. A área se destaca ainda pela relevância na geração de recursos hídricos.

Sobre Carlos Augusto 9668 Artigos
Carlos Augusto é Mestre em Ciências Sociais, na área de concentração da cultura, desigualdades e desenvolvimento, através do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PPGCS), da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB); Bacharel em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo pela Faculdade de Ensino Superior da Cidade de Feira de Santana (FAESF/UNEF) e Ex-aluno Especial do Programa de Doutorado em Sociologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Atua como jornalista e cientista social, é filiado à Federação Internacional de Jornalistas (FIJ, Reg. Nº 14.405), Federação Nacional de Jornalistas (FENAJ, Reg. Nº 4.518) e a Associação Bahiana de Imprensa (ABI Bahia), dirige e edita o Jornal Grande Bahia (JGB).