Os Políticos

A Triste realidade

“Os políticos e as fraldas devem ser mudados frequentemente e pela mesma razão” – Eça de Queiroz.

Segundo o dito popular: “a política é a arte da mentira. Os políticos vencedores são os mais hábeis na arte de mentir, convencendo o povo com seus embustes”. A prática desonesta de alguns políticos brasileiros conseguiu vulgarizar com a máxima profundidade, o conceito de que a política é o poder que vem do povo – tem como origem a união das palavras grega: polis que significa cidade e tikoós, que significa bem comum dos cidadãos – transformando-a em poder de ludibriar o cidadão.

Os políticos brasileiros conseguiram se transformar em “gênios da demagogia”. Usam a arte de manobrar com palavras previamente estudadas para iludir a sociedade. Afinal de contas, uma mentira repetida várias vezes tende a transformar-se em verdade.

Se o político é honesto, suas chances de sair vitorioso em um pleito eleitoral são mínimas, haja visto não usar de métodos escusos para obtenção de verbas que o ajudariam na campanha eleitoral. Portanto, as chances da sociedade elegê-lo diminuem significativamente. Os políticos desonestos são eleitos pelos que usam as seguintes desculpas: “quem não rouba neste país?; ou então: rouba mas faz”.

Infelizmente para os que fazem parte desse segmento, as leis foram elaboradas de maneira contraditória e até ininteligível, uma vez que podem fazer ou transgredir essas leis, dando a oportunidade de reinar em nossa sociedade a “Lei do Desembaraço Político”, que permite ao mal estadista fazer o que mais lhe convir, levando o “poder que vem do povo” à derrocada. A Lei da ficha Limpa deve cair no esquecimento.

A sociedade moderna, principalmente a brasileira, está enfrentando um problema enorme, talvez maior que a corrupção que impera no país, ou seja, a falta de interesse da população pelos assuntos públicos. Para resolvermos este problema ou esta violência praticada por nossos políticos, é necessário que a sociedade civil brasileira se organize e que os cidadãos sejam mais participativos.

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Sobre Alberto Peixoto 488 Artigos
Antonio Alberto de Oliveira Peixoto, nasceu em Feira de Santana, em 3 de setembro de 1950, é Bacharel em Administração de Empresas pela UNIFACS, e funcionário público lotado na Secretaria da Fazenda do Estado da Bahia, atua como articulista do Jornal Grande Bahia, escrevendo semanalmente, é escritor e tem entre as obras publicadas os livros de contos: 'Estórias que Deus Duvida', 'O Enterro da Sogra, 'Único Espermatozoide', 'Dasdores a Difícil Vida Fácil', participou da coletânea 'Bahia de Todos em Contos', Vol. III, através da editora Òmnira. Também atua incentivador da cultura nordestina, sendo conselheiro da Fundação Òmnira de Assistência Cultural e Comunitária, realizando atividades em favor de comunidades carentes de Salvador, Feira de Santana e Santo Antonio de Jesus. É Membro da Academia de Letras do Recôncavo (ALER), ocupando a cadeira de número 26. E-mail para contato: [email protected] Saiba mais sobre o autor visitando o endereço eletrônico http://www.albertopeixoto.com.br.