Julgamento do mensalão é avanço em luta contra ‘cultura da impunidade’, diz revista ‘The Economist; Supremo Tribunal Federal começará a julgar mensalão em agosto de 2012

Fachada do Supremo Tribunal Federal (STF).
Fachada do Supremo Tribunal Federal (STF).
Vista aérea da sede Supremo Tribunal Federal (STF) em Brasília.
Vista aérea da sede Supremo Tribunal Federal (STF) em Brasília.

A revista britânica The Economist diz, em sua edição desta semana, que o julgamento do escândalo do mensalão é um sinal de que o Brasil está fazendo avanços na luta contra sua “cultura de impunidade dos poderosos”.

O Supremo Tribunal Federal começará a julgar o caso no dia 2 de agosto. “Que o caso do ‘mensalão’ tenha pelo menos chegado ao tribunal é um progresso: a prisão de políticos corruptos (no Brasil) pode ainda ser improvável, mas não é mais impensável”, afirma a Economist.

Citando o retorno de Fernando Collor ao Senado após o impeachment de 1992 e a eleição de Paulo Maluf para o Congresso, a matéria, intitulada “Justiça Atrasada”, ressalta que uma má reputação nunca foi impedimento para que políticos desonestos continuassem a avançar em sua carreira política no Brasil.

Ela menciona que é preciso o aval do Congresso para investigar parlamentares e ministros e que só o Supremo pode julgá-los. Também defende que reformas “ambiciosas” são necessárias para que o Brasil possa lidar com a questão da impunidade em um futuro próximo, mas sublinha avanços recentes na área.

Segundo a Economist “uma maior transparência sobre os gastos públicos” está dificultando o roubo de recursos do tesouro” no Brasil.

A matéria diz que agora “órgãos reguladores fortes” podem suspender projetos aprovados pelo governo, se eles suspeitarem que os orçamentos foram inflados, mas faz a ressalva de que o esquema pode ser driblado em situações classificadas como urgentes, “como a construção de estádios para a Copa de 2014”.

Outra mudança mencionada pela Economist é a entrada em vigência da Lei de Acesso à Informação, que amplia a transparência nos gastos públicos.

A Economist cita o analista João Castro Neves, da consultoria Eurasia Group, para quem, hoje, para ser corrupto no Brasil “é preciso ser mais criativo” do que há dez ou 15 anos.

Para a revista, a presidente Dilma Rousseff não deve ser atingida pelo julgamento do mensalão porque nenhum dos acusados é próximo a ela e porque, ao derrubar ministros acusados de corrupção no início de seu mandato, Dilma reduziu o risco de ser atingida “por associação”.

*Com informações da BBC Brasil.

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