Países africanos querem implantar programa brasileiro de fortalecimento da agricultura familiar

Países africanos vão desenvolver um projeto piloto com base no Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), do governo brasileiro.
Países africanos vão desenvolver um projeto piloto com base no Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), do governo brasileiro.
Países africanos vão desenvolver um projeto piloto com base no Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), do governo brasileiro.
Países africanos vão desenvolver um projeto piloto com base no Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), do governo brasileiro.

Países africanos vão desenvolver um projeto piloto com base no Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), do governo brasileiro. A iniciativa faz parte de uma parceria entre a Organização das Nações Unidas (ONU), da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) e do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), entre outras instituições.

Visando a se capacitarem para implantação do PAA na África, representantes do Níger, Malawi, Moçambique, Senegal e Etiópia participam de seminário que está sendo realizado de hoje (02/07/2012) até a próxima sexta-feira (6), em Brasília.

Os visitantes estão conhecendo como funciona o programa e também a experiência brasileira de aquisição de alimentos em um dos municípios onde funciona a compra. O investimento total do programa para os países africanos é de US$ 2 milhões.

De acordo com informação do site do MDS, o objetivo do PAA é garantir acesso aos alimentos em quantidade, qualidade e regularidade necessárias às populações em situação de insegurança alimentar e nutricional, e promover a inclusão social no campo por meio do fortalecimento da agricultura familiar.

Esse programa será aplicado nos cinco países africanos. Depois do seminário, os representantes enviados ao Brasil para conhecer a iniciativa vão montar o projeto piloto nos seus países com a ajuda de técnicos selecionados pelas instituições organizadoras da iniciativa. O investimento total do programa é de US$ 2 milhões.

Segundo a secretária de Segurança Alimentar do MDS, Maya Takagi, o seminário é o início do processo de capacitação dos representantes africanos. “Vamos mostrar como funciona o programa [de aquisição de alimentos] e vamos dar todos os elementos para que eles possam implantar um modelo similar nos seus países”, acrescentou.

Para o representante da FAO, Helder Muteia, países como o Brasil, Índia e China estão resolvendo problemas de segurança alimentar que podem servir de exemplo para os países da África. “O Brasil conseguiu dignificar o trabalho da agricultura familiar por meio do programa de aquisição de alimentos e também por meio da compra da produção para a merenda escolar”, disse.

Segundo informações do MDS, até quarta-feira (4), os participantes vão ter palestras sobre o funcionamento do PAA. Na quinta-feira (5) e sexta-feira (6), os visitantes vão conhecer  pessoalmente como funciona a aquisição de alimentos em Arapiraca (AL).

O PAA adquire alimentos com isenção de licitação, por preços de referência que não podem ser superiores nem inferiores aos praticados nos mercados regionais, até o limite de R$ 3.500,00 ao ano por agricultor familiar que se enquadre no Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf).

Também participam da iniciativa, a Coordenação Geral de Ações Internacionais de Combate à Fome (CGFome) do Ministério das Relações Exteriores (MRE), o Programa Mundial de Alimentos (PMA) da ONU e o Departamento do Reino Unido para o Desenvolvimento Internacional (DFID).

Carlos Augusto
Sobre Carlos Augusto 9301 Artigos
Carlos Augusto é Mestre em Ciências Sociais, na área de concentração da cultura, desigualdades e desenvolvimento, através do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PPGCS), da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB); Bacharel em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo pela Faculdade de Ensino Superior da Cidade de Feira de Santana (FAESF/UNEF) e Ex-aluno Especial do Programa de Doutorado em Sociologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Atua como jornalista e cientista social, é filiado à Federação Internacional de Jornalistas (FIJ, Reg. Nº 14.405), Federação Nacional de Jornalistas (FENAJ, Reg. Nº 4.518) e a Associação Bahiana de Imprensa (ABI Bahia), dirige e edita o Jornal Grande Bahia (JGB).