Cooperativa do Paraná pode investir na agroindustrialização da Bahia

Cinco meses depois do diretor-presidente da Cooperativa Agrária Agroindustrial, (AGRÁRIA), uma das maiores e mais importantes do Brasil, instalada no Paraná, Jorge Karl, reunir-se em Salvado com o secretário estadual da Agricultura, engenheiro agrônomo Eduardo Salles, e o superintendente de Atração de Investimentos, Jairo Vaz, e afirmar que a instituição tem interesse em investir na Bahia, sete diretores, cinco membros do Conselho Administrativo e Fiscal e 25 cooperados chegaram à Bahia neste domingo (22/07/2012), para conhecer in loco as vantagens e oportunidades de investir no Estado. A delegação é coordenada pelo diretor financeiro Arnaldo Stock.

Recepcionada pelo superintendente Jairo Vaz, a comitiva empresarial instalou-se em Petrolina, de onde sairá nesta terça-feira (24/07/2012) com o secretário Eduardo Salles para conhecer o Projeto Salitre, em Juazeiro. Na quarta-feira (24/07/2012), os produtores paranaenses conhecerão o Projeto Baixio de Irecê, em Xique-Xique, onde a cooperativa poderá investir em culturas diversificadas, principalmente etanol. Em implantação pela Codevasf e localizado na região do vale no médio São Francisco, a cerca de 500 quilômetros de Salvador, o Projeto Baixio de Irecê abrange os municípios de Xique-Xique, Itaguaçu da Bahia e Sento Sé, no Território de Identidade de Irecê.

Na manhã desta segunda-feira, os representantes da Agrária e o superintendente Jairo Vaz visitaram a Embrapa Semiárido, em Petrolina, onde foram recebidos pelo chefe geral, Natoniel Franklin de Melo, e pela pesquisadora Maria Auxiliadora Lima, chefe de Pesquisa e Desenvolvimento. Eles fizeram apresentação dos trabalhos desenvolvidos pela instituição, demonstrando a atuação e influência da Embrapa no avanço das culturas no Vale do São Francisco, através de tecnologias para a agricultura irrigada e para a convivência com o semiárido. Depois, a delegação de produtores conheceu a Estação Experimental Bebedouros da Embrapa.

Reuniões de trabalho no Paraná

Em março deste ano, buscado investimentos para a Bahia, o secretário Eduardo Salles e o superintendente Jairo Vaz foram ao Paraná, e realizaram reuniões de trabalho com a diretoria e o Conselho de Administração da Agrária. Eles apresentaram com detalhes as oportunidades de investimentos no Estado, e convidaram os diretores da cooperativa, que estão executando o projeto Novas Fronteiras, para uma visita à Bahia. A Agrária planeja ampliar suas fronteiras, mas a expansão no Sul está impossibilitada pela falta de áreas. O avanço para áreas da Bahia pode ser estratégico para os cooperados.

Para Salles, além da possibilidade de trazer para o Estado investimentos nas áreas de fruticultura, grãos e etanol, a Agrária pode disseminar na Bahia o espírito cooperativo e do associativismo, que é forte no Sul do País, mas incipiente no Nordeste.

A Cooperativa

Fundada há 60 anos, por imigrantes do Sul da Alemanha que chegaram ao Brasil em 1951, a Cooperativa Agrária Agroindustrial conta hoje com 550 cooperados, 1,2 mil colaboradores diretos e três mil indiretos. Num exemplo bem sucedido de crédito fundiário, as 500 famílias de imigrantes se estabeleceram em 22 mil hectares, transformados, seis décadas depois, em 120 mil hectares de plantio.

Nos anos 60, algumas famílias voltaram para a Alemanha e outras preferiram tentar se estabelecer em outras cidades brasileiras. Os que ficaram investiram, e nos anos 70 iniciaram o processo de agroindustrialização, implantando um moinho de trigo, avançando nos anos 80 para a instalação de uma maltaria, que é hoje a 11ª do mundo. Nos anos 90, a cooperativa implantou uma fábrica de ração, e também passou a industrializar a soja, produzindo óleo.

A cooperativa produz hoje 140 mil toneladas/ano de farinha de trigo; 160 mil toneladas/ano de ração; 500 mil toneladas/ano de óleo, e 240 mil toneladas/ano de malte. O faturamento anual é da ordem de R$ 1,2 bilhão, devendo em 2012 alcançar a marca de R$ 1,6 bilhão. “De 1999 para cá estabelecemos a profissionalização da gestão e hoje a cooperativa está entre as maiores do Brasil”, afirma Jorge Karl. De acordo com ele, 95% dos cooperados são originários do grupo que chegou ao Brasil em 1951, seus filhos e netos.

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