ViaBahia é questionada em audiência pública com relação aos serviços ofertados nas rodovias baianas privatizadas

Engarrafamentos na rodovias administradas pela ViaBahia são constantes. (Foto: Carlos Augusto (Guto Jads) - Jornal Grande Bahia)Engarrafamentos na rodovias administradas pela ViaBahia são constantes. (Foto: Carlos Augusto (Guto Jads) - Jornal Grande Bahia)
Engarrafamentos na rodovias administradas pela ViaBahia são constantes. (Foto: Carlos Augusto (Guto Jads) - Jornal Grande Bahia)

Engarrafamentos na rodovias administradas pela ViaBahia são constantes. (Foto: Carlos Augusto (Guto Jads) - Jornal Grande Bahia)

Audiência na Assembleia Legislativa nesta terça-feira (05/06/2012), solicitada pelas Comissões de Infraestrutura e Defesa do Consumidor, recebeu representantes da ViaBahia para discutir o andamento das obras nas BRs-324 e 116. O deputado estadual Carlos Geilson (PTN) estava presente no evento.

O parlamentar questionou o diretor superintendente da ViaBahia, José Carlos Navas, sobre a duplicação do anel de contorno de Feira de Santana. Para Geilson, essa deveria ser umas das prioridades da concessionária. O deputado ainda lembrou a construção da terceira via da BR-324, bastante anunciada pela concessionária, mas que parece ter caído no esquecimento.

De acordo com Navas, as obras do anel de contorno foram interrompidas devido a existência de adutoras e postes na via de ocupação, que devem ser remanejados pela Embasa e Coelba. Sobre a terceira pista, Navas disse que para duplicar o trecho de Salvador a Águas Claras, nos dois sentidos, é preciso que o volume de veículos chegue a 105 mil por dia e de Águas Claras a Feira de Santana chegue a 70 mil. “Atualmente se utiliza de 50 a 60% dessa capacidade”, afirma.

Segundo o diretor superintendente da ViaBahia, esse volume só deve ser alcançado em 2018. Ele ainda disse que os engarrafamentos na BR geralmente se concentram na entrada e saída de Salvador, o que afirma ser consequência das intersecções mal dimensionadas entre a BR e alguns bairros.

“Temos que reconhecer que a estrada melhorou, mesmo que a passos de tartaruga. No entanto, o andamento das obras não é satisfatório. O governo deve dividir as responsabilidades com a ViaBahia, pois assinou um contrato de compadrio”, afirmou o deputado.

Atendimento – Geilson também lembrou da ausência de médicos nas ambulâncias nos trechos privatizados e das obras para facilitar a conversão que dá acesso a cidade de Antônio Cardoso. “Na BR-116 temos vários pontos com características parecidas com a de Antônio Cardoso. A solução definitiva é o projeto de duplicação, o que nós podemos acelerar é a construção de uma ‘meia-lua’, que é uma medida paliativa”, afirma Navas.

Navas explicou sobre a ausência de médicos na BR-324. De acordo com ele, a empresa não é obrigada a disponibilizar médicos nas ambulâncias, mas paramédicos treinados, já que o atendimento é pré-hospitalar. Ele ainda disse que tinha um médico na BR-324 que trabalhava com tempo ocioso e que foi transferido para a 116, visto a maior quantidade de acidentes e distância de Salvador.

De acordo com o contrato, a Via Bahia deve prestar atendimento médico 24 horas, com equipes móveis de atendimento e ambulância de resgate, mais dois técnicos de emergências médicas especializados em resgate e salvamento, ou ambulância de suporte avançado com motorista com formação em primeiros socorros. Ainda disponibilizar de um técnico de enfermagem e um médico, ambos especializados em atendimento em emergência.

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About the Author

Carlos Augusto
Carlos Augusto é Mestre em Ciências Sociais, na área de concentração da cultura, desigualdades e desenvolvimento, através do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PPGCS), da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB); Bacharel em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo pela Faculdade de Ensino Superior da Cidade de Feira de Santana (FAESF/UNEF) e Ex-aluno Especial do Programa de Doutorado em Sociologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Atua como jornalista e cientista social, é filiado à Federação Internacional de Jornalistas (FIJ, Reg. Nº 14.405), Federação Nacional de Jornalistas (FENAJ, Reg. Nº 4.518) e a Associação Bahiana de Imprensa (ABI Bahia), dirige e edita o Jornal Grande Bahia (JGB).