Governador Jaques Wagner critica movimento grevista dos professores e promete endurecer com a categoria. Pais e mães devem denunciar professores por abandono de atividade pública

“Eu não consigo entender o que se passa na cabeça destes educadores e suas lideranças”, declara indignado, Jaques Wagner. (Foto: Carlos Augusto (Guto Jads) - Jornal Grande Bahia)“Eu não consigo entender o que se passa na cabeça destes educadores e suas lideranças”, declara indignado, Jaques Wagner. (Foto: Carlos Augusto (Guto Jads) - Jornal Grande Bahia)


O Governador Jaques Wagner afirmou, nesta terça-feira (05/06/2012) que a decisão de manter a greve dos professores da rede pública estadual é “inexplicável” e que foi recebida com “tristeza, decepção e indignação”.

Wagner revelou que a proposta de ganhos escalonados de três e quatro por cento saiu de integrantes da APLB, sendo incorporada pelo governo. Também ressaltou que em nenhum momento se falou de que vai ser necessária uma prova, mas sim cursos de qualificação, para que os professores possam receber os benefícios do aumento.

O fato de uma nova assembleia ter sido marcada para terça-feira da próxima semana, período de sete dias, sugere descaso com a situação dos alunos. Segundo o governador, os salários dos professores da Bahia estão entre os sete melhores do país.  E se mostra abismado com a falta de compromisso com o trabalho por parte da categoria. Lembrando que a atitude prejudica, principalmente, os filhos dos mais pobres.

Mapa do desrespeito

O governo mapeou os pontos de greve e identificou que 68% dos 1.104.168 de alunos estão sem aula, perfazendo o total de 745.484 alunos impossibilitados de avançar com os estudos. 11% das escolas funcionam parcialmente, 40% estão com as atividades totalmente paralisadas e 49% funcionam regularmente.

O quadro demonstra o desrespeito com o qual a categoria trata os filhos da plebe. É hora de pais e mães de alunos que estão sem aula, identificarem os professores que não estão trabalhando, e prestarem queixa nas delegacias de polícia e no Ministério Público Estadual por abandono de serviço por parte destes professores. Uma vez que a greve foi decretada ilegal pela Justiça.

Confira áudio

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Mapeamento da greve 2012.

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About the Author

Carlos Augusto
Carlos Augusto é Mestre em Ciências Sociais, na área de concentração da cultura, desigualdades e desenvolvimento, através do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PPGCS), da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB); Bacharel em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo pela Faculdade de Ensino Superior da Cidade de Feira de Santana (FAESF/UNEF) e Ex-aluno Especial do Programa de Doutorado em Sociologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Atua como jornalista e cientista social, é filiado à Federação Internacional de Jornalistas (FIJ, Reg. Nº 14.405), Federação Nacional de Jornalistas (FENAJ, Reg. Nº 4.518) e a Associação Bahiana de Imprensa (ABI Bahia), dirige e edita o Jornal Grande Bahia (JGB).