Documento final da Cúpula dos Povos ataca a mercantilização da vida

Presidenta Dilma Rousseff e o secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, durante cerimônia de encerramento da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20.
Presidenta Dilma Rousseff e o secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, durante cerimônia de encerramento da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20.
Presidenta Dilma Rousseff e o secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, durante cerimônia de encerramento da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20.
Presidenta Dilma Rousseff e o secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, durante cerimônia de encerramento da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20.

A declaração final da Cúpula dos Povos – sintetizada em um documento de quatro páginas e 20 parágrafos – ataca a mercantilização da vida e faz a defesa dos bens comuns e da justiça social e ambiental. A cúpula reuniu durante oito dias representantes da sociedade civil em atividades paralelas à Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, Rio+20.

O documento divulgado ontem (22/06/2012) critica as instituições financeiras multilaterais, as coalizações a serviço do sistema financeiro, como o G8 e G20, a captura corporativa das Nações Unidas e a maioria dos governos, “por demonstrarem irresponsabilidade com o futuro da humanidade e do planeta”.

A declaração ressalta que houve retrocessos na área dos direitos humanos em relação ao Fórum Global, que reuniu a sociedade civil também no Aterro do Flamengo, durante a Rio92.

“A Rio+20 repete o falido roteiro de falsas soluções defendidas pelos mesmos atores que provocaram a crise global. À medida que essa crise se aprofunda, mais as corporações avançam contra os direitos dos povos, a democracia e a natureza.”

A economia verde, tão festejada na Rio+20 por líderes mundiais e empresários, foi desqualificada pelos participantes da cúpula. “A dita economia verde é uma das expressões da atual fase financeira do capitalismo que também se utiliza de velhos e novos mecanismos, tais como o aprofundamento do endividamento público-privado, o super-estímulo ao consumo, a apropriação e concentração de novas tecnologias.”

O documento exige o reconhecimento do trabalho das mulheres e afirma o feminismo como instrumento da igualdade e a autonomia das mulheres sobre seus corpos. Também enfatiza o fortalecimento das economias locais como forma de garantir uma vida sustentável.

Ao final são destacados oito eixos de luta e termina com uma exortação à mobilização. “Voltaremos aos nossos territórios, regiões e países animados para construirmos as convergências necessárias para seguirmos em luta, resistindo e avançando contra os sistemas capitalista e suas velhas e renovadas formas de reprodução”.

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