Deputado Luciano Simões chama viagens do governador de “estéreis” e aciona Ministério Público

"Agora, diante do caos instalado na educação com mais de 1 milhão de alunos fora da sala de aula, o governador passou oito dias em Atlanta, nos Estados Unidos, para assinar um memorando, coisa que poderia ser enviado por email ou, no pior das hipóteses, assinado por um secretário de Estado", contestou Luciano Simões.
"Agora, diante do caos instalado na educação com mais de 1 milhão de alunos fora da sala de aula, o governador passou oito dias em Atlanta, nos Estados Unidos, para assinar um memorando, coisa que poderia ser enviado por email ou, no pior das hipóteses, assinado por um secretário de Estado", contestou Luciano Simões.
"Agora, diante do caos instalado na educação com mais de 1 milhão de alunos fora da sala de aula, o governador passou oito dias em Atlanta, nos Estados Unidos, para assinar um memorando, coisa que poderia ser enviado por email ou, no pior das hipóteses, assinado por um secretário de Estado", contestou Luciano Simões.
"Agora, diante do caos instalado na educação com mais de 1 milhão de alunos fora da sala de aula, o governador passou oito dias em Atlanta, nos Estados Unidos, para assinar um memorando, coisa que poderia ser enviado por email ou, no pior das hipóteses, assinado por um secretário de Estado", contestou Luciano Simões.

A notícia de que o governador Jaques Wagner lidera o ranking das viagens ao exterior entre autoridades máximas de 15 estados brasileiros, não vem agradando o líder do PMDB/DEM na Assembleia Legislativa, deputado Luciano Simões. Depois de chamar o chefe do Executivo baiano de “Galeão Cumbica”, o parlamentar irá ingressar com uma representação no Ministério Público Estadual acusando o governador de improbidade administrativa, por má utilização dos recursos públicos.

Das comitivas mais onerosas, a Bahia aparece em terceiro lugar, somando gastos de R$ 285 mil. Um levantamento feito por um jornal de grande circulação no Estado constatou que desde janeiro de 2011, início da sua segunda gestão, Jaques Wagner passou 78 dias no exterior em 14 missões oficiais – quase uma viagem por mês, em média. Para Luciano Simões, a reportagem é o atestado de que às idas do governador aos países estrangeiros foram “estéreis”, uma vez que nem sempre foi necessária a presença do petista.

O parlamentar criticou o fato das viagens acontecerem, justamente, quando o Estado atravessa uma crise. O peemedebista lembrou que na greve da Polícia Militar, em fevereiro deste ano, Wagner embarcou para Cuba. Já no início de maio, com os professores da rede estadual de ensino em greve há quase um mês, e os municípios do semiárido baiano em situação de emergência por causa da seca, o chefe do Executivo se dirigiu a Roma, na Itália, para visitar o Papa Bento 16.

“Agora, diante do caos instalado na educação com mais de 1 milhão de alunos fora da sala de aula, o governador passou oito dias em Atlanta, nos Estados Unidos, para assinar um memorando, coisa que poderia ser enviado por email ou, no pior das hipóteses, assinado por um secretário de Estado”, contestou Luciano Simões.

Ainda conforme noticiado pelo jornal, a justificativa mais comum para deixar o país, segundo a própria prestação de contas da Secretaria da Fazenda (Sefaz), é promover a Bahia economicamente e atrair negócios. No entanto, o deputado alega que a maior da parte das viagens, além de não terem sido informadas pela assessoria do governo com antecedência, foram “infrutíferas” e não possuíram objetivo concreto. “O governador foi à Cuba em janeiro deste ano com a justificativa de buscar investimentos para a Bahiafarma, mas a fundação de medicamentos nunca funcionou. Mas o que mais me chama a atenção foram as viagens para Cuba, Haiti e Vaticano, uma verdadeira farra com o dinheiro público. Se pedir benção ao Papa for viagem oficial, eu não estou entendendo mais nada”, criticou Simões.

REQUERIMENTO 

Com base na lei n° 12.527 de 18 de novembro de 2011, conhecida como lei da transparência, o deputado apresentou requerimento à Assembleia Legislativa e a Casa Civil do governo baiano para solicitar informações sobre as viagens internacionais realizadas por Wagner, no período de janeiro de 2007 a janeiro de 2012. O documento estava previsto para ser votado nesta quarta-feira (30/05/2012), mas a falta de quórum não permitiu que a Mesa Diretora apreciasse a matéria.

Dentre as exigências contidas no requerimento do peemedebista, está a apresentação de documentos comprovando quem pagou as despesas das viagens com passagens aéreas ou aluguel de aeronaves e estadias, inclusive pagamentos com cartões corporativos, o valor total custeado pelos cofres públicos em cada viagem internacional, nome e função ou cargo de quem acompanhou o governador, além dos os roteiros das viagens e as despesas de locomoção.

Carlos Augusto
Sobre Carlos Augusto 9303 Artigos
Carlos Augusto é Mestre em Ciências Sociais, na área de concentração da cultura, desigualdades e desenvolvimento, através do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PPGCS), da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB); Bacharel em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo pela Faculdade de Ensino Superior da Cidade de Feira de Santana (FAESF/UNEF) e Ex-aluno Especial do Programa de Doutorado em Sociologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Atua como jornalista e cientista social, é filiado à Federação Internacional de Jornalistas (FIJ, Reg. Nº 14.405), Federação Nacional de Jornalistas (FENAJ, Reg. Nº 4.518) e a Associação Bahiana de Imprensa (ABI Bahia), dirige e edita o Jornal Grande Bahia (JGB).