Deputado federal Lúcio Vieira fala sobre apoio a José Ronaldo, crítica o projeto do PT, chama de fisiologistas os que deixaram o PMDB, comenta sobre CPMI, transposição e eleições em Salvador

Lúcio Vieira: "Eu acho que o candidato que o PT está apresentando para Feira de Santana não agrega, não tem propostas boas. Representa um governo realmente que Feira de Santana, por ser a segunda cidade mais densa, mais populosa e mais importante da Bahia, irá fazer um governo semelhante com o governo do Estado."
Lúcio Vieira: "Eu acho que o candidato que o PT está apresentando para Feira de Santana não agrega, não tem propostas boas. Representa um governo realmente que Feira de Santana, por ser a segunda cidade mais densa, mais populosa e mais importante da Bahia, irá fazer um governo semelhante com o governo do Estado."
Lúcio Vieira: "Eu acho que o candidato que o PT está apresentando para Feira de Santana não agrega, não tem propostas boas. Representa um governo realmente que Feira de Santana, por ser a segunda cidade mais densa, mais populosa e mais importante da Bahia, irá fazer um governo semelhante com o governo do Estado."
Lúcio Vieira: "Eu acho que o candidato que o PT está apresentando para Feira de Santana não agrega, não tem propostas boas. Representa um governo realmente que Feira de Santana, por ser a segunda cidade mais densa, mais populosa e mais importante da Bahia, irá fazer um governo semelhante com o governo do Estado."

Durante visita a Feira de Santana, na última segunda-feira (11/06/2012), com objetivo de celebrar a aliança para as eleições de 2012 entre Democratas e PMDB, o deputado federal Lúcio Vieira concedeu entrevista exclusiva ao jornalista Carlos Augusto, diretor do Jornal Grande Bahia.

Discorrendo sobre a aliança com o DEM/PMDB, afirma: “estou com José Ronaldo, porque representa o melhor.”. Ele segue criticando o PT, e comenta sobre temas nacionais como a CPMI do Cachoeira e Transposição do Rio São Francisco. Voltado para questões estaduias, chama de fisiologistas os que abandonaram o PMDB para apoiar a reeleição de Jaques Wagner. Lúcio deixa claro o futuro de Geddel Vieira Lima ao declarar: “o projeto de Geddel é o Governo do Estado”. Ele finaliza a entrevista comentado sobre as eleições municipais em Salvador.

Confira a entrevista

Jornal Grande Bahia – Você está presente na confirmação da aliança Democratas/PMDB. Esta aliança reafirma a posição de oposição estadual ao PT da Bahia?

Lúcio Vieira – O que eu estou menos preocupado agora é com esta questão de oposição estadual. Nós estamos em uma eleição municipal, e aqui em feira de Santana, o que nos levou a apoiar José Ronaldo é pensar no bem da cidade. Não vou fazer política me guiando simplesmente em ser oposição ao PT, ou a quem quer que seja. O meu norte é o povo da Bahia, em Feira de Santana, o povo de Feira de Santana. Então, independente de estar em lado oposto ao PT, estou com José Ronaldo, porque representa o melhor.

Eu acho que o candidato que o PT está apresentando para Feira de Santana não agrega, não tem propostas boas. Representa um governo realmente que Feira de Santana, por ser a segunda cidade mais densa, mais populosa e mais importante da Bahia, irá fazer um governo semelhante com o governo do Estado.

Não é por ser do PT. É pelo projeto que o PT está implementando na Bahia que nós não iriamos apoiar, aqui em Feira de Santana, tendo um nome como José Ronaldo, que nós temos a certeza, convicção inabalável que é o melhor para esta cidade.

JGB – Vamos falar um pouco do plano nacional. A CPMI do Cachoeira, que envolve principalmente a empresa Delta, parlamentares, homens de governo e governadores, têm gerado uma série de escândalos. Como o senhor analisa este cenário?

Lúcio Vieira: "o projeto de Geddel é o Governo do Estado. Não caberia ao PMDB indicar Geddel para prefeito, e depois de dois anos ele sair para disputar governo."
Lúcio Vieira: "o projeto de Geddel é o Governo do Estado. Não caberia ao PMDB indicar Geddel para prefeito, e depois de dois anos ele sair para disputar governo."

Lúcio Vieira – Com tristeza, como pertencente à classe política, e com tristeza como cidadão. Como político porque eu vejo que é mais uma razão para o povo cada vez mais desacreditar na nossa classe, e como cidadão, no sentido de estar em um país onde ocorram acontecimentos como esses, onde a corrupção infelizmente ainda impera no nosso país.

Nós temos que lutar, e é muito importante o papel de vocês da imprensa, principalmente o papel da população, o que nós chamamos de opinião pública, para pressionar os deputados e senadores para que esta CPMI não termine em pizza.

Eu não vou esconder que existe um movimento no Congresso para que não fizesse as devidas apurações, preocupados em que pegasse muita gente graúda. Mas, com a pressão da população e com a pressão da imprensa a CPMI começa a ganhar pernas próprias. Não são os parlamentares que pautam a CPMI, e sim os acontecimentos anunciados pela imprensa que pautam os deputados. Eu estou vendo que o rumo está mudando, e que pode ocorrer sim: não um final de pizza. Mas um final que possa vir a ajudar o país a combater efetivamente a corrupção.

JGB – O seu irmão, Geddel Vieira Lima, foi Ministro da Integração, e durante a gestão, foi elogiado pelo ex-presidente Lula na condução das obras de transposição do Rio São Francisco. Há seis meses existiram denuncias de paralização de diversos trechos da obra. O senhor tem acompanhado esses investimentos?

Lúcio Vieira – O que eu posso lhe, dizer é que realmente o presidente Lula declarou que Geddel foi o melhor ministro nos últimos 500 anos da Integração Nacional. A acusação que fizeram a Gedde,l principalmente a imprensa do Sul do país, não foi de corrupção, de negligência, de incompetência, a acusação foi de que trouxe recursos demais para a Bahia e ainda são estes recursos que estão evitando prejuízo maior nessa questão da seca. Ontem (10/06), ele ainda estava a inaugurar obra da sua gestão em Caculé, onde levou água a um distrito muito populoso.

Sobre a paralização nas obras, o que é eu posso dizer é que no tempo que Geddel esteve à frente do ministério, as obras foram tocadas a todo vapor. Eu não estou a par para realmente opinar com responsabilidade, e eu não seria irresponsável de dizer que tem algum problema de má gestão, etc., até porque o ministro que lá está, Fernando Bezerra, é um homem de competência nos cargos que ocupou em Pernambuco e tem toda credibilidade para tocar esta importante obra para o país.

JGB – Durante o governo Jacques Wagner existiu uma defecção intensa de prefeitos que migraram para apoiar s reeleição do governador. O PMDB buscou se reorganizar em âmbito estadual para se reposicionar nesse cenário político?

Lúcio Vieira – Em primeiro lugar eu quero registrar que o que todos acham que foi uma perda para o PMDB foi um ganho, porque houve uma depuração. Aqueles que saíram, foram aqueles que vêm e voltam como a maré. Quando a maré está enchendo eles vêm acompanhando a maré, quando a maré está vazante eles vão com a maré, então não é motivo de preocupação. Quem foi são aqueles pobres de alma, pobre de espírito, aqueles fisiológicos, aqueles que em nome de uma falsa governabilidade, em nome de qualquer vantagem pessoal de meia pataca trai o povo que o elegeram em um partido com um discurso, com compromissos assumidos em palanque, nós do PMDB.

Eu, por exemplo, estou onde o povo me colocou, o povo me colocou na oposição e aqui ficarei. Quando o povo achar que o PMDB deve ser governo, deve se manifestar através do voto popular, democraticamente, com a sua sabedoria e majoritariamente. Infelizmente o povo em 2010 decidiu que não era o momento de Geddel se eleger governador, e reconduziu o atual governador simplesmente pelo discurso de ser amigo de Lula, de ser do partido de Lula.

Hoje o que eu encontro nas ruas é o povo me pegando, me abraçando e dizendo que Geddel será o próximo governador da Bahia, que se arrepende de não ter votado em Geddel, que o governo está traindo novamente a confiança daqueles que o elegeu, e não está cumprindo os compromissos assumidos em praça pública.

JGB – Alguns articuladores políticos entendem que o seu nome seria um bom nome para o PMDB apresentar nas eleições de 2012 em Salvador. Como o senhor analisa esse tipo de pensamento, e como está a situação do PMDB em Salvador? Que aliança o PMDB construiu para concorrer nas eleições de 2012?

Lúcio Vieira – Primeiro agradecer, isso que você está me colocando aqui. Isso é uma demonstração que eu tenho cumprido meus compromissos com a população, que eu tenho exercido meu mandato de deputado federal com seriedade e com dignidade, a ponto de me falar que jornalistas e políticos, gostariam que meu nome fosse colocado para eleição em Salvador.

Eu fui eleito deputado federal, eu subi nos palanques para dizer ao povo que eu trabalharia por ele no congresso Nacional por quatro anos. O contrato com o povo é palavra. Não existe contrato assinado, portanto, é confiança entre povo e mandatário que se estabelece. Nem que eu desejasse, nem que eu quisesse, me sentiria a vontade para ser candidato a prefeito de Salvador.

Essa é uma das razões que nós apoiamos Mário Kertész, porque ele não tem projeto político. Ele tem apenas um projeto administrativo, e nós achamos que tem outros candidatos que querem fazer da prefeitura trampolim político para projeto maior. Está foi uma das razões pela qual nós não indicamos o nome de Geddel Vieira Lima, porque o projeto de Geddel é o Governo do Estado. Não caberia ao PMDB indicar Geddel para prefeito, e depois de dois anos ele sair para disputar governo.

JGB – Já estão definidos partidos que apoiem e vice-prefeito?

Lúcio Vieira – Não. Nós estamos com outra posição clara, queremos inovar na política mais uma vez, sair na vanguarda, o PMDB pensa em sair sozinho, até porque Salvador está em um momento que não suporta esses acordos políticos, e um eventual loteamento do governo.

Nós sabemos que quem assumir a prefeitura de Salvador deve ter um único compromisso, que é com o povo. E tem que ter a coragem de encarar qualquer tipo de pressão. Ele vai ter que assumir, e nomear quem for mais competente, para fazer o grande choque de gestão que Salvador precisa. Tem que ter alguém que não fique com medo de tomar atitudes antipáticas. Porque daqui a dois anos, vai disputar uma eleição. Alguém que não tenha medo de tomar atitudes antipáticas, mas necessárias para moralização e para concertar Salvador, porque já esteja pensando em uma reeleição.

É por isso que nós analisando o caso achamos que Mário Kertész é o melhor candidato. Porque ele não tem esses projetos futuros, e estamos com a intenção de marchar apenas com o PMDB, porque não ficaremos reféns de acordos que venham impossibilitar uma administração correta e séria em Salvador.

Confira o áudio da entrevista

[audio:http://cdn.jornalgrandebahia.com.br/2012/06/Lúcio-Vieira-Entrevista-exclusiva.mp3|titles=Lúcio Vieira – Entrevista exclusiva]

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Sobre Carlos Augusto 9613 Artigos
Carlos Augusto é Mestre em Ciências Sociais, na área de concentração da cultura, desigualdades e desenvolvimento, através do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PPGCS), da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB); Bacharel em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo pela Faculdade de Ensino Superior da Cidade de Feira de Santana (FAESF/UNEF) e Ex-aluno Especial do Programa de Doutorado em Sociologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Atua como jornalista e cientista social, é filiado à Federação Internacional de Jornalistas (FIJ, Reg. Nº 14.405), Federação Nacional de Jornalistas (FENAJ, Reg. Nº 4.518) e a Associação Bahiana de Imprensa (ABI Bahia), dirige e edita o Jornal Grande Bahia (JGB).