Vaqueiros são os grandes homenageados no primeiro dia da Celebração das Culturas dos Sertões em Feira de Santana

Caminhada, exposição fotográfica, além de assinatura do termo que reconhece os vaqueiros como patrimônio cultural foram alguns dos pontos altos do dia de festa. (Foto: Carlos Augusto | Jornal Grande Bahia)
Caminhada, exposição fotográfica, além de assinatura do termo que reconhece os vaqueiros como patrimônio cultural foram alguns dos pontos altos do dia de festa. (Foto: Carlos Augusto | Jornal Grande Bahia)
Caminhada, exposição fotográfica, além de assinatura do termo que reconhece os vaqueiros como patrimônio cultural foram alguns dos pontos altos do dia de festa. (Foto: Carlos Augusto | Jornal Grande Bahia)
Caminhada, exposição fotográfica, além de assinatura do termo que reconhece os vaqueiros como patrimônio cultural foram alguns dos pontos altos do dia de festa. (Foto: Carlos Augusto | Jornal Grande Bahia)

“Vê-se que, em toda parte, por onde se ouviu um aboio vespertino, para o repasto rude de uma tropa, que se acendeu a trempe, caiu a semente de uma cidade ou vila sertaneja”. Os versos são do feirense Eurico Alves Boaventura e ilustra bem a importância e o lugar histórico dos vaqueiros, grandes homenageados durante a programação deste domingo (06/05/2012), primeiro dia da Celebração das Culturas do Sertões em Feira de Santana.

A Caminhada foi a primeira atividade do dia. O evento, que transformou a área externa do Centro de Cultura Amélio Amorim em típica cidade do interior com casas caiadas, bonecas de pano, coreto, entre outros, celebrou a instituição do ofício do vaqueiro como Patrimônio Cultural Imaterial pelo Governo da Bahia.  A homenagem contou também com a abertura de exposição fotográfica “Imagens dos Vaqueiros da Bahia”, que traz belos registros.

 “Ah, sou vaqueiro desde criança. É herança de meu pai que foi dono de tropa. É genética”, diz orgulhoso Nerivaldo Gomes dos Santos, 56 anos. Vaqueiro da região de Santo Estevão, Nerivaldo fala com muito mais satisfação sobre o reconhecimento de sua profissão. “Ave Maria, isso é uma coisa que não vou esquecer nunca na vida. Estamos dando o primeiro passo hoje e, com fé em Deus, podemos dizer assim ‘a gente tem um registro na carteira’”.

O deputado estadual e líder do Governo na Assembleia Legislativa, Zé Neto, falou sobre o reconhecimento. “A Bahia tem uma Lei que reconhece não só o vaqueiro como patrimônio cultural, mas também reconhece a profissão do vaqueiro. Estamos fazendo uma celebração importante para este que é um elemento fundamental para que o sertão continue sempre sertão, mas buscando saídas e labutando com o boi”, disse.

“Temos que reconhecer aqueles que são importantes para o desenvolvimento da cultura do país. O vaqueiro não é só uma profissão. Em torno desse trabalho foi criada toda uma cultura de vestiário, cantos, gastronomia. O vaqueiro é o personagem central na instituição da cultura do sertão. Nada mais justo que a gente reconheça isso em uma profissão que é super antiga”, disse o secretário da cultura, Albino Rubim.

O primeiro dia da Celebração das Culturas dos Sertões em Feira de Santana contou também com apresentação do Reisado de São Vicente, coordenado por Asa Filho, além de apresentação do espetáculo “Eh Boi”, encontro de repentistas, lançamento da série televisiva “Ecos dos Sertões de Canudos” e a tão esperada aula espetáculo de Ariano Suassuna.

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