Seccional da Bahia adere à campanha pelas ‘Diretas Já na OAB’

Diretas Já na OAB.Diretas Já na OAB.


A proposta de eleições diretas com voto federativo para presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil, defendida pelo conselheiro Luiz Viana Queiroz no Conselho Federal da OAB em fevereiro do ano passado, ganhou na noite desta terça-feira (29) a adesão do presidente da seccional da Bahia, Saul Quadros. “Eu me reservei, por preocupações que ainda tenho, a me declarar, como me declarei ontem, favorável às diretas já na OAB”, explicou.  A declaração de Saul em apoio às diretas na Ordem aconteceu durante jantar promovido pelos conselheiros baianos Luiz Viana e Durval Ramos Neto, no restaurante Barbacoa, em Salvador.

O evento debateu as ideias da campanha “Diretas Já na OAB Nacional” (http://diretasjaoab.com.br), lançada no dia 14 de maio de 2012 pela seccional da OAB do Rio de Janeiro, e contou com a presença de seu presidente, Wadih Damous e dos conselheiros federais Siqueira Castro, Cláudio Pereira e Marcus Vinícius Cordeiro, além do presidente da OAB do Pará, Jarbas Vasconcelos. A conselheira mineira Eunice Brasiliense representou o presidente da OAB de Minas Gerais, Luís Cláudio Chaves.  Com a adesão da Bahia, são agora quatro seccionais em defesa das eleições diretas na Ordem.

O conselheiro Luiz Viana Queiroz abriu os debates dando boas vindas aos presentes, especialmente aos que “eram contra as diretas e agora são a favor” e relatou como o Conselho Federal da OAB recusou sua proposta de eleições diretas com voto federativo para presidente nacional da OAB, em fevereiro do ano passado. A recusa do CFOAB motivou outra proposta do conselheiro, a de um plebiscito para consultar a classe dos advogados sobre a adoção, ou não, de eleições diretas na Ordem. A proposta do plebiscito foi o mote da campanha “Quero Votar OAB” lançada na internet, em agosto do mesmo ano, pelos conselheiros baianos Luiz Viana e Durval Ramos Neto por meio de um site (www.querovotar.org) e perfis nas mídias sociais.

A proposta do plebiscito seria derrotada, ainda em 2011, no Conselho Federal e no Colégio de Presidentes da OAB, fato que o conselheiro considerou “o maior erro político da história do Conselho Federal”. Luiz Viana encerrou seu discurso afirmando que “a OAB não pode ser biruta, ao sabor do vento, ora contra, ora a favor da democracia; a OAB tem vocação pra farol”.

As diferenças entre as propostas de eleições diretas simples – um advogado, um voto – defendida por Minas Gerais desde 2006 e apoiada este ano pelo Rio de Janeiro, e a proposta de eleições diretas com voto federativo – um voto por estado, decidido por todos os advogados do estado –, defendida pelos conselheiros baianos, dominou boa parte dos debates no Jantar das Diretas e foi alvo de discurso conciliador do presidente da OAB/RJ Wadih Damous.  Para Damous “não é hora de discutir o modelo da eleição, mas de discutir o principio democrático das diretas”.  “Uma vez conquistado o principio, as eleições diretas na OAB Nacional, discutiremos o modelo e as regras”, afirmou.

Também estiveram presentes o conselheiro federal por Alagoas,Pedro Acioli Filho, o presidente da CAARJ, Felipe Santa Cruz, além de centenas de advogadas e advogados baianos.

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About the Author

Carlos Augusto
Carlos Augusto é Mestre em Ciências Sociais, na área de concentração da cultura, desigualdades e desenvolvimento, através do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PPGCS), da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB); Bacharel em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo pela Faculdade de Ensino Superior da Cidade de Feira de Santana (FAESF/UNEF) e Ex-aluno Especial do Programa de Doutorado em Sociologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Atua como jornalista e cientista social, é filiado à Federação Internacional de Jornalistas (FIJ, Reg. Nº 14.405), Federação Nacional de Jornalistas (FENAJ, Reg. Nº 4.518) e a Associação Bahiana de Imprensa (ABI Bahia), dirige e edita o Jornal Grande Bahia (JGB).