Produtores de uva da Bahia são certificados e já podem vender para a Europa

Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação é responsável pela certificação das cooperativas do Vale do São Francisco. (Foto: Carlos Augusto (Guto Jads) - Jornal Grande Bahia)
Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação é responsável pela certificação das cooperativas do Vale do São Francisco. (Foto: Carlos Augusto (Guto Jads) - Jornal Grande Bahia)
Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação é responsável pela certificação das cooperativas do Vale do São Francisco. (Foto: Carlos Augusto (Guto Jads) - Jornal Grande Bahia)
Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação é responsável pela certificação das cooperativas do Vale do São Francisco. (Foto: Carlos Augusto (Guto Jads) – Jornal Grande Bahia)

Os produtores de uva do Vale do São Francisco, no norte do estado, estão conseguindo melhorar as vendas para o exterior graças a um programa de certificação executado pela Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (SECTI), dentro do programa Progredir (Programa de Fortalecimento da Atividade Empresarial). Estão sendo beneficiados os produtores da Cooperativa de Agricultores de Juazeiro – CAJ, através das Redes (CAJ I, II e III) e mais a fazenda Rede Special de Juazeiro.

A consultora de certificação da CAJ, que está acompanhando os trabalhos, Luana Carvalho, destaca que ao final do processo de certificação cada cooperativa recebe uma numeração que vai na caixa da uva. “Os países importadores exigem esse tipo de certificação para aceitar a fruta brasileira” afirma ela, lembrando que a auditoria faz uma análise minuciosa de toda a produção, verificando por exemplo a estrutura da fazenda, os equipamentos de proteção individual dos trabalhadores e a limpeza do packing house.

Caso algum item não esteja em conformidade, o produtor tem um prazo de 28 dias para fazer as correções. Luana destaca que um dos itens mais recorrentes é a falta de controle de estoque dos defensivos agrícolas. “É um processo constante de melhoria e os países exigem sempre novas certificações para aceitar a uva produzida na região do Vale do São Francisco”.  A produção baiana é vendida para países como Estados Unidos, Inglaterra, Holanda e Alemanha e a maioria deles só querem uva sem semente.

Na opinião do secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação, Paulo Câmera, esse trabalho de certificação garante a qualidade da fruta produzida na Bahia, abrindo novos mercados para nossos produtos. “O consumidor está cada vez mais exigente e essa certificação força o produtor a seguir normas internacionais de qualidade, o que beneficia a todos”.

De acordo com a coordenadora local do APL de Fruticultura, Tiane Almeida Costa, a SECTI tem realizado uma série de certificações na região do Vale do São Francisco desde 2010 e este ano o trabalho continua nas redes CAJ 1 e CAJ 3. Ela explica que essa ação integra uma mobilização maior envolvendo outros parceiros, com Sebrae e IEL, que participam com capacitações e consultorias nas áreas de gestão, ações de inteligência e acesso a mercado e desenvolvimento de novos produtos.

Além das certificações, a SECTI tem executado ações de melhoria do processo produtivo da videira, como é o caso da Rede Ouro Verde. Segundo o presidente da Associação da Fazenda Ouro Verde, Pedro Rodrigues, 36 anos, o trabalho tem ajudado o grupo a seguir as normas de qualidade. A associação, que tem 84 famílias participantes, produz uva Itália, Red Globe e Benitaka. “Estamos aprendendo, por exemplo, a selecionar melhor os cachos e tendo assistência constante dos consultores”, destaca.

Sobre os resultados da consultoria, que está em curso na fazenda, Pedro diz que só vai poder falar melhor no final da safra, que acontece em setembro. “O processo de melhoria da qualidade é um passo à frente e isso é muito bom para os associados”, afirma.

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