Pela primeira vez, Brasil sedia fórum internacional sobre desenvolvimento social

“Essa troca de experiências entre os países é absolutamente necessária, pois nos faz aprimorar e aperfeiçoar os trabalhos”, disse Marcelo Cardona.
“Essa troca de experiências entre os países é absolutamente necessária, pois nos faz aprimorar e aperfeiçoar os trabalhos”, disse Marcelo Cardona.

O reconhecimento internacional dos esforços do Brasil para reduzir a miséria, combater a fome e melhorar a qualidade de vida dos mais pobres levou o Brasil a sediar o 5º Fórum Ministerial de Desenvolvimento, que começa ontem (29/05/2012) e vai até quinta-feira (31), em Brasília. Os últimos quatro fóruns ocorreram em Nova York, nos Estados Unidos. O Brasil é o primeiro país em desenvolvimento a sediar o evento.

Nos últimos nove anos, o Brasil passou a receber delegações de várias partes da América Latina e da África interessadas em conhecer os programas de transferência de renda e o benefício de prestação continuada, entre outros. Os programas Fome Zero e Bolsa Família, além do Plano Brasil sem Miséria, são os destaques dos projetos sociais no exterior, segundo especialistas.

O secretário executivo adjunto do Ministério de Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Marcelo Cardona, disse que durante o fórum o principal objetivo é trocar experiências bem-sucedidas entre o Brasil e mais 29 países que participam das discussões. Segundo ele, o segredo brasileiro se sustenta no esforço conjunto e nas parcerias públicas e privadas.

“Essa troca de experiências entre os países é absolutamente necessária, pois nos faz aprimorar e aperfeiçoar os trabalhos”, disse Cardona. “É importante entender, por exemplo, que [devido à] realidade do Brasil com sua multiplicidade de culturas, conhecimentos, vegetação e modo de vida, nem sempre o que é feito aqui é autoaplicável em outros países.”

Cardona reiterou que há uma certeza entre os que atuam em políticas públicas no Brasil: as parcerias públicas e privadas sustentam boa parte da estrutura operacional dos programas e planos em execução no país. “Sempre destaco o papel das parcerias. Elas são fundamentais e falo não só das públicas, como das privadas, muitos supermercados estão conosco, por exemplo”, disse.

O secretário acrescentou ainda que os estrangeiros que procuram conhecer os programas desenvolvidos no Brasil sempre fazem a mesma pergunta: “Como vocês conseguem implementar essas ações em um país tão grande?”. De acordo com Cardona, as políticas públicas de distribuição de renda funcionam porque há uma interface entre vários setores do governo – nos níveis federal, estadual e municipal –, além do apoio de organizações não governamentais e da iniciativa privada.

“Vamos fazer uma avaliação completa sobre as ações do governo no último dia do fórum. As políticas públicas em execução atendem a vários públicos e diferentes camadas da população, há idosos, pessoas com deficiência e famílias que têm uma renda mínima inferior a R$ 70 por mês, isso tudo será mostrado”, ressaltou.

Sobre Carlos Augusto 9528 Artigos
Carlos Augusto é Mestre em Ciências Sociais, na área de concentração da cultura, desigualdades e desenvolvimento, através do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PPGCS), da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB); Bacharel em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo pela Faculdade de Ensino Superior da Cidade de Feira de Santana (FAESF/UNEF) e Ex-aluno Especial do Programa de Doutorado em Sociologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Atua como jornalista e cientista social, é filiado à Federação Internacional de Jornalistas (FIJ, Reg. Nº 14.405), Federação Nacional de Jornalistas (FENAJ, Reg. Nº 4.518) e a Associação Bahiana de Imprensa (ABI Bahia), dirige e edita o Jornal Grande Bahia (JGB).