Bahia produz fio de alta resistência para a exploração da camada de pré-sal. Programa estadual de inovação financia equipamentos para pesquisa desenvolvida pela Braskem

A Bahia já tem tecnologia para produzir um fio sete vezes mais leve que o aço e que serve para fazer coletes à prova de bala e cabos usados nas plataformas de exploração da camada de pré-sal.
A Bahia já tem tecnologia para produzir um fio sete vezes mais leve que o aço e que serve para fazer coletes à prova de bala e cabos usados nas plataformas de exploração da camada de pré-sal.
A Bahia já tem tecnologia para produzir um fio sete vezes mais leve que o aço e que serve para fazer coletes à prova de bala e cabos usados nas plataformas de exploração da camada de pré-sal.
A Bahia já tem tecnologia para produzir um fio sete vezes mais leve que o aço e que serve para fazer coletes à prova de bala e cabos usados nas plataformas de exploração da camada de pré-sal.

A Bahia já tem tecnologia para produzir um fio sete vezes mais leve que o aço e que serve para fazer coletes à prova de bala e cabos usados nas plataformas de exploração da camada de pré-sal. A novidade, que leva o nome de fibra de UTEC (polietileno de ultra-alto peso molecular) foi apresentada nesta quinta-feira (2405/2012), na sede da Braskem em Camaçari e foi desenvolvida a partir de pesquisas financiadas pelo Programa Estadual de Incentivo à Inovação Tecnológica (Inovatec), da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (SECTI).

A primeira etapa o projeto, que começou em 2004, recebeu um financiamento de R$ 600 mil e a segunda fase, iniciada em 2010, teve um investimento do Governo do Estado de 6,2 milhões para a compra de equipamentos. De acordo com Emanuel Lacerda, coordenador de relações institucionais da Braskem, o apoio do governo estadual, através da SECTI, foi fundamental para o desenvolvimento da pesquisa, que contou também com o apoio do FINEP, financiadora de estudos e projetos do Ministério de Ciência e Tecnologia.

Segundo explica o gerente do projeto da fibra de UTEC, Alessandro Bernardi, a ideia inicial partiu de uma demanda do governo, que precisava de cabos para plataformas de exploração do pré-sal que fossem mais resistentes e que não cedessem com o tempo. Além dessa aplicação, o fio serve também para a produção de coletes blindados destinados à área militar.

Fora do Brasil esses fios produzidos industrialmente têm várias aplicações, como luvas de proteção que não cortam, fios e redes de pesca. Berardi explica que o modelo de inovação adotado no Brasil é aberto, o que significa buscar conhecimento em outras instâncias, como centros de pesquisa e Universidades para acelerar o desenvolvimento. “Estabelecemos, por exemplo, uma parceria com uma Universidade do Rio Grande do Sul para medir a resistência dos cabos produzidos na Bahia”, destaca.

Atualmente a Braskem está desenhando o projeto da planta para a produção industrial da fibra de UTEC, uma alternativa aos cabos de ancoragem das plataformas de petróleo existentes hoje, confeccionados em aço ou poliéster. O novo produto possui rigidez e alta resistência, características ideais para explorações em altas profundidades (entre 2 mil e 3 mil metros) como no pré-sal. O investimento total do projeto é de US$ 10 milhões e a expectativa é que a produção em escala industrial comece em 2013 para suprir a demanda, estimada entre 1 e 1,5 mil toneladas/ano.

De acordo com o secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação, Paulo Câmera, essa pesquisa mostra a importância que o governo estadual dá à inovação de novos produtos que tenham aplicação prática. “Vamos continuar investindo cada vez nesse tipo de iniciativa que coloca a Bahia num novo patamar de desenvolvimento”, destaca o secretário, lembrando que o futuro Parque Tecnológico da Bahia vai servir também para a produção de conhecimento e pesquisa aplicada.

O Programa Estadual de Incentivos à Inovação Tecnológica (Inovatec), que é um dos mais importantes instrumentos de fomento à inovação do estado, conta com um fundo anual mínimo de R$ 15 milhões para a aquisição de máquinas, equipamentos e instrumentos que fortalecem os projetos de Pesquisa e Desenvolvimento.

Para se inscrever e submeter projetos ao Inovatec, basta o candidato acessar o site da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (www.secti.ba.gov.br) e clicar no banner do programa, que fica do lado esquerdo da página. O formulário de inscrição, assim como modelos de projetos aprovados e regulamento estão disponíveis para download e preenchimento.

Carlos Augusto
Sobre Carlos Augusto 9296 Artigos
Carlos Augusto é Mestre em Ciências Sociais, na área de concentração da cultura, desigualdades e desenvolvimento, através do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PPGCS), da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB); Bacharel em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo pela Faculdade de Ensino Superior da Cidade de Feira de Santana (FAESF/UNEF) e Ex-aluno Especial do Programa de Doutorado em Sociologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Atua como jornalista e cientista social, é filiado à Federação Internacional de Jornalistas (FIJ, Reg. Nº 14.405), Federação Nacional de Jornalistas (FENAJ, Reg. Nº 4.518) e a Associação Bahiana de Imprensa (ABI Bahia), dirige e edita o Jornal Grande Bahia (JGB).