Videiras de Morro do Chapéu recebem primeira poda e são preparadas para colheita em outubro de 2012

Parreiras plantadas em Morro do Chapéu.
Parreiras plantadas em Morro do Chapéu.
Parreiras plantadas em Morro do Chapéu.
Parreiras plantadas em Morro do Chapéu.

Com solo e clima semelhantes aos das regiões produtoras da França e aos do Vale dos Vinhedos, no Rio Grande do Sul, a região de Morro do Chapéu, na Chapada Diamantina, confirma seu potencial para se tornar grande produtor de uvas próprias para voz e se transformar em uma das mais importantes produtoras de vinhos finos, diante dos excelentes resultados que vem sendo obtidos na Estação Experimental de uvas viníferas, implantada há pouco mais de um ano pela Secretaria da Agricultura/EBDA em parceria com a Embrapa e prefeitura do município. Nesta quarta-feira (04/04/2012) foi iniciada a poda produtiva das videiras, que deverão entrar em produção e proporcionar a primeira colheita em outubro.

“No final desse ano poderemos degustar os primeiros vinhos produzidos na Chapada”, disse o especialista Giuliano Pereira, da Embrapa Uva e Vinho, que iniciou a poda junto com o secretário estadual da Agricultura, engenheiro agrônomo Eduardo Salles e com o presidente da Associação de Criadores e Produtores de Morro d Chapéu, Odilésio Gomes, além do prefeito Cleová Barreto..

Outro passo muito importante foi dado nesta quarta-feira visando o desenvolvimento da região. Um grupo brasileiro com sócios mexicanos assinou protocolo de intenções para a implantação de cinco hectares de estufa (cultivos protegidos) para a produção de hortaliças. A decisão do grupo de se instalar na Bahia é um dos primeiros resultados da missão que o secretário Eduardo Salles e o superintendente de Desenvolvimento Agropecuário (SDA), Raimundo Sampaio, realizaram na semana passada no México, buscando soluções sustentáveis para a convivência com o semiárido.

O grupo brasileiro/mexicano pretende implantar inicialmente cinco hectares de estufas de hortaliças no município para produzir pimentões, tomates (cereja) e berinjelas, entre outras. Hoje, a produção de hortaliças em estufas no estado mexicano de Sinaloa onde o grupo está instalado, se concentra em sete mil hectares, Em todo o México, são 22 mil hectares, e a produção é exportada para os Estados Unidos.

O protocolo de intenções foi assinado durante visita técnica do secretário à Estação Experimental de uvas viníferas e reuniões de trabalho em Morro do Chapéu, que além de Salles e do prefeito Cleová Barreto, teve a participação do superintendente de Atração de Investimentos da Seagri, Jairo Vaz; do diretor presidente da Empresa Estufas Agrícolas, Comércio e Assessoria (EACEA) Andrés da Silva, e Armando São, diretor de Defesa Vegetal da Agência de Defesa Agropecuária da Bahia, Adab, vinculada à Seagri.

Os trabalhos que estão sendo realizados na Estação Experimental de Morro do Chapéu estão tendo tanto destaque que a visita técnica realizada nesta quarta-feira foi acompanhada por especialistas de três Embrapas, duas delas do Rio Grande do Sul. O chefe geral da Embrapa Semiárido, Natoniel Franklin Melo; João Caros Tafarel, da Embrapa Uva e Vinho e Luiz Eduardo Antunes, da Embrapa Clima Temperado, ambos de Pelotas/RS, e ainda Giuliano Pereira, da Embrapa Uva e Vinho, de Petrolina, ficaram admirados com o desenvolvimento das dez variedades de uvas que estão sendo cultivadas no município.

De acordo com o secretário Eduardo Salles, a produção de uvas viníferas para produção de vinhos finos e o cultivo de hortaliças vão mudar a realidade não só de Morro do Chapéu, mas de toda a Chapada Diamantina. Ele lembrou que cada hectare de cultivo protegido vai gerar 15 novos empregos, o que significa centenas de postos de trabalho, geração de renda e fixação do homem no campo, como melhores condições de vida. “Começamos em Morro do Chapéu, mas o cultivo protegido poderá se expandir por toda região”, disse.

Além da Unidade de Observação de uvas viníferas em Morro do Chapéu, a Seagri/EBDA e Embrapa vão instalar outras unidades em Mucugê, cujo protocolo de intenções já foi assinado com o Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais de Mucugê, e em Rio de Contas.

“Estamos buscando novas opções e alternativas econômicas para a região da Chapada Diamantina, visando aumentar a competitividade, a inclusão social e a agregação de valor aos produtos da região, conjugando nossos esforços com a preservação ambiental”, disse Eduardo Salles, destacando a participação de parceria da prefeitura de Morro do Chapéu.

Sisal

As alternativas de avanço do sisal na região também foram discutidas pelo secretário Eduardo Salles, em reunião com o chefe geral da Embrapa Semiárido, Natoniel Franklin Melo, e com o presidente da Associação de Produtores de Sisal, Misael Ferreira. Na semana passada, numa missão formada por representantes de associações e cooperativas de produtores e exportadores de sisal, o secretário esteve no México buscando alternativas sustentáveis de convivência com o semiárido e discutindo com empresários mexicanos as possibilidades de introdução da Agave Azul no semiárido baiano e a implantação de indústrias para produção de etanol e outros derivados dessa variedade.

Redação do Jornal Grande Bahia
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