População do subúrbio Ferroviário de Salvador recebe Comissão de Saúde

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A poluição marítima das praias do Subúrbio Ferroviário de Salvador, além do funcionamento do Hospital Geral João Batista Caribé foram analisados de perto na tarde da última, segunda-feira (09/04/2012), pelo deputado Estadual e presidente da Comissão de Saúde e Saneamento da Assembleia Legislativa da Bahia, José de Arimatéia.

O parlamentar foi recebido por lideranças comunitárias, marisqueiros e pescadores dos bairros de Praia Grande, Periperi e Paripe, que reivindicam a continuidade da construção das galerias pluviais e drenagem. Nas três praias analisadas o colegiado constatou alto índice de poluição, causando a mortandade dos peixes, muita sujeira, além de muita doença na população local.

Em decorrência a poluição das águas marinhas, mais de nove mil pescadores da região, estão com suas atividades suspensas comprometendo muito a situação financeira de diversas famílias, que tiram a sobrevivência através da pesca.

Situação semelhante a de Maria Helena Ribeiro, 65 anos, que desde os seis anos de idade vive da pesca e com tristeza relatou a atual condição de vida. “Vivemos de maré em maré desde a nossa infância, e hoje mal está dando para suprir a minha alimentação diária. O estoque de peixes, mariscos, ostras e crustáceos em geral que ainda tem no mar do subúrbio já foi deteriorado. Por conta disso tenho ido à outras praias para pescar”, descreveu Maria.

Após analisar o caso com a Empresa Baiana de Águas e Saneamento S.A. – (Embasa), Arimatéia destacou a importância do envolvimento da prefeitura de Salvador em executar obras que tragam qualidade de vida aos moradores do subúrbio ferroviário.

“Essas pessoas necessitam de uma moradia digna, enfim melhores condições de vida, e para isso necessitamos do envolvimento de todos. Acredito que uma intervenção plausível pode amenizar o problema em questão”, opinou Arimatéia.

Já era final de tarde, quando a comissão chegou ao Hospital Geral João Batista Caribé, fundado há 33 anos no estado, e foi recebida pela diretora Letícia Albuquerque, que numa ampla conversa pontuou as dificuldades que a unidade hospitalar vem enfrentando. “Não temos problemas com equipamentos, e sim com a quantidade de médico disponível. Na verdade, para atender a demanda atual da unidade, precisávamos de 10 a 16 médicos por dia, dois em cada especialidade”, contou.

A diretora abordou ainda a necessidade da conscientização da população baiana, que segundo ela têm utilizado o atendimento básico e emergencial de forma equivocada. “É importante que a população saiba utilizar cada hospital. Hospital não é para viver lotado”, declarou.

No final da reunião, o presidente do colegiado garantiu que as visitas aos hospitais públicos vão continuar acontecendo com o objetivo de fiscalizar como está sendo realizado o atendimento à população. “Vamos continuar analisando cada instituição médica, para encaminhar à Secretaria Estadual de Saúde um relatório com sugestões e os reais problemas que cada uma apresenta. Nós temos essa missão”, concluiu Arimatéia.

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