Método Pilates é indicado para portadores de Parkinson. Exercícios de repetição ajudam no equilíbrio, força e flexibilidade

Jornal Grande Bahia, compromisso em informar.
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Atender ao telefone, abrir porta, alimentar-se, falar e caminhar são tarefas simples do dia a dia, mas de difícil execução pelos portadores de Mal de Parkinson, que precisam desafiar sempre seus músculos e o cérebro para manter o equilíbrio. Um tratamento alternativo é o método Pilates, dica da fisioterapeuta da Clinica StudioFisio, Daniela Guerra, para o Dia Internacional do Mal de Parkinson (11/04/2012).

“Melhorias em pessoas com Parkinson são geralmente lentas, mas podem ocorrer, sendo visível a partir dos 6 meses de acompanhamento fisioterapêutico com exercícios neurológicos e Pilates associado, por exemplo”, considera a especialista.

A atividade é realizada com pequenas cargas de peso, onde molas é que fazem a resistência. De forma segura e fisiológica, os exercícios trabalham o potencial muscular como um todo. “No entanto, é importante que os exercícios sejam feitos com poucas repetições e com cargas baixas para evitar o Freenzing (característico do próprio Parkinson), responsável pelo congelamento dos músculos durante o movimento, resultando em alteração de equilíbrio e de marcha”, adverte.

A força e flexibilidade melhoram gradativamente através dos exercícios realizados no Pilates, utilizando seus princípios: respiração, concentração, controle (de força e de movimento), fluidez e precisão de movimento.

Doença de Parkinson ocorre quando neurônios (células nervosas) no cérebro morrem ou tornam-se prejudicadas e deixam de produzir dopamina. A dopamina é um mensageiro químico, conhecido como um neurotransmissor que ajuda a controlar os músculos e os movimentos, quando os níveis de dopamina estão baixos o movimento será lento e hesitante.

É uma doença que se caracteriza por tremores, instabilidade postural e, por ser degenerativa, é crônica e progressiva. “Variamos do on ao off e precisamos muito do apoio da família, de alguém que aceite ser cuidador e de profissionais que nos ensinem a conviver com a doença no dia a dia”, declarou o vice presidente do grupo de apoio aos portadores – Gruparkinson Bahia, João Martins, 68 anos. Martins é portador da doença há 10 anos e avalia que a prática de atividades como pilates, dança e caminhada são essenciais para a melhoria da qualidade de vida e o bem estar do parksoniano.

“Mais do que tudo, essa doença veio para fazer refletir sobre a família e a importância de seus pares, disseminando a cultura do bem e a união. Sem esse apoio, é impossível se sentir motivado e seguir o tratamento”, declarou emocionado João Martins.

“É importante que esses exercícios sejam feitos em um studio amplo, climatizado, com instalações e equipamentos completos, o que proporciona um melhor conforto e mobilidade deste paciente”, concluiu a fisioterapeuta Daniela Guerra. A Studio Fisio está equipada e preparada com profissionais especializados para atender todos os tipos de pacientes que estejam interessados em realizar esse método.

Benefícios com a prática do Pilates:

• aumenta a resistência física e mental;
• alongamento e maior controle corporal;
• correção postural;
• aumento da flexibilidade, tônus e força muscular;
• alívio das tensões, estresse e dores crônicas;
• melhora da coordenação motora;
• maior mobilidade das articulações;
• estimulação do sistema circulatório e oxigenação do sangue;
• facilita a drenagem linfática e eliminação das toxinas;
• fortalecimento dos órgãos internos;
• aumento da concentração;
• trabalha a respiração;
• promove relaxamento

Carlos Augusto
Sobre Carlos Augusto 9373 Artigos
Carlos Augusto é Mestre em Ciências Sociais, na área de concentração da cultura, desigualdades e desenvolvimento, através do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PPGCS), da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB); Bacharel em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo pela Faculdade de Ensino Superior da Cidade de Feira de Santana (FAESF/UNEF) e Ex-aluno Especial do Programa de Doutorado em Sociologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Atua como jornalista e cientista social, é filiado à Federação Internacional de Jornalistas (FIJ, Reg. Nº 14.405), Federação Nacional de Jornalistas (FENAJ, Reg. Nº 4.518) e a Associação Bahiana de Imprensa (ABI Bahia), dirige e edita o Jornal Grande Bahia (JGB).