Deputado estadual Sandro Régis dispara: A população baiana vive hoje em um barco à deriva

Jornal Grande Bahia, compromisso em informar.
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Nos últimos anos morrem mais pessoas assassinadas no Brasil do que nos conflitos envolvendo israelenses e palestinos. Somente no ano passado, foram 50 mil pessoas assassinadas no Brasil, mais de 130 por dia. Na Bahia, por exemplo, o aumento desenfreado da violência e os avanços do índice da criminalidade tem gerado proeminente insegurança em toda a sociedade. No estudo do Mapa da Violência 2012, realizado pelo Instituto Sangari, o Estado se destacou com dados alarmantes. Em números absolutos e proporcionais , o estado lidera o ranking nacional de homicídios cometidos contra jovens, na faixa etária de 15 e 24 anos, tem três das dez cidades brasileiras mais violentas e possui o maior número de crimes cometidos contra negros. No que se refere à vitimização juvenil, somente em 2010, foram contabilizados 2.215 crimes. Esse índice corresponde a um taxa de 84.2 casos a cada 100 mil habitantes.

Tais acontecimentos fundamentam as críticas do líder do bloco PR/PSDB na Assembleia Legislativa, deputado Sandro Régis. De acordo com o parlamentar, a Bahia subiu da 23ª posição, em 2000, para a sétima colocação em número de homicídios. “Somente no ano de 2011, foram 4.856 vidas ceifadas, ou seja, uma média de 14 mortes por dia” frisou Régis. Ele acredita que o aumento da criminalidade no Estado, por exemplo, contribuiu para que Simões Filho, Região Metropolitana de Salvador, tenha se tornado o município brasileiro com o maior índice de mortes violentas – 146,4 mortes por 100 mil habitantes entre 2008 e 2010. O deputado revela ainda que as taxas absurdas de homicídio, que superam 100 mortos a cada 100 mil moradores, também estão presentes entre as unidades federativas da Bahia, consideradas as mais violentas e que integram o estudo do Mapa da Violência 2012.

“A Bahia já é o segundo Estado onde os homicídios mais cresceram nos últimos anos, perdendo apenas para o Rio de Janeiro. No entanto, enquanto a criminalidade se alastra de forma assustadora, o governador Jaques Wagner investe em propaganda enganosa, simulando situações fantasiosas que não passam de um verdadeiro conto de fadas. A população baiana vive, hoje, em um barco à deriva”, disparou.

Sandro Régis destacou que o aumento da violência na Bahia durante o governo Wagner foi tema de diversas reportagens em jornais e emissoras de televisão da Europa e dos Estados Unidos, a exemplo do jornal norte-americano The New York Times, um dos mais respeitados do mundo, que pontuou o nível elevado dos casos de mortes e sequestros ocorridos na Bahia no ano passado. Entretanto, de acordo com o deputado, o desenvolvimento de ações que venham frear o forte crescimento da violência, não tem sido priorizado pelo Governo do Estado. Ela avalia que é necessário que se deixe a propaganda em segundo plano e comece a tratar a segurança pública como prioridade, uma vez que os gastos com publicidade somam-se quatro vezes mais do que os investimentos em segurança.

“O governo Jaques Wagner colocou a violência como uma das protagonistas na sua gestão, e nada tem sido feito para mudar essa realidade. O orçamento do Estado comprova que só foi aplicado 1.69% da verba destinada à segurança pública no ano de 2011, o equivalente a um pouco mais de R$ 27 milhões. Fica claro que a área da segurança não é prioridade para o governo baiano”, alfinetou.

ASSALTOS

O deputado Sandro Régis pontuou a onda de arrombamentos e assaltos a instituições bancárias registrada na Bahia somente este ano. De acordo com o parlamentar, o número de ocorrências aumentou 120% nos dois primeiros meses de 2012, na comparação com o mesmo período do ano passado. Ele afirma que, entre janeiro e fevereiro já foram registrados 42 ataques – entre assaltos e tentativas – em toda a Bahia, contra 19 ações nos dois meses de 2011. “Segundo o Sindicato dos Bancários, nos dois primeiros meses deste ano foram registrados 35 roubos a bancos, o que em termos percentuais corresponde a 84% de casos a mais do que em 2011”, assinalou.

O deputado republicano frisa ainda que os assaltos a shoppings centers, antes considerados locais seguros, também se tornaram constantes na Bahia. Do ponto de vista dele, “a alternativa para aliar diversão e segurança já não existe”. Régis destaca que “crimes bárbaros, sequestros, roubo e tráfico de drogas tem gerado uma sensação de insegurança sem limites para a população baiana”.

Para justificar suas afirmações, o parlamentar lembrou dois surpreendentes assaltos ocorridos no último mês de março. O primeiro, dia 22, foi à residência do titular da Secretaria estadual de Relações Institucionais (Serin), Paulo César Lisboa. Na ocasião, dois homens armados invadiram o Loteamento Pedra do Sal, em Itapuã, onde o secretário reside, e roubaram eletrodomésticos, objetos pessoais, a quantia de R$ 5 mil e um automóvel de cor prata.

O segundo roubo foi à joalheira Felissa, localizada no Salvador Shopping. A loja, uma das maiores da capital baiana, foi assaltada no último dia 29 por dois homens armados que, vestidos com uniformes de operários, fingiam fazer um reparo nas instalações do local. Eles passaram a maior parte do tempo recolhendo dinheiro e objetos do cofre do estabelecimento, e deixaram um prejuízo estimado em R$ 1 milhão.

“A bandidagem não tem mais limite. Estamos vivendo, literalmente, reféns da bandidagem e do narcotráfico na Bahia. Não estamos mais seguros na nossa própria casa e nem nos Shopping Center, local antes totalmente livre de perigo. Precisamos de um Governo que assuma a Segurança Pública como prioridade e deixe de gastar recursos públicos com propagandas que não passam de fantasias, contos de fadas: ‘Era uma vez uma Bahia segura e bonita, cheia de obras e realizações como a construção da ponte Salvador-Itaparica, a Ferrovia Oeste-Leste, o pagamento das URVs, o combate às Drogas e ao Crack, uma Policia Militar bem remunerada, uma Educação de primeiro mundo, uma Saúde sem igual, entre outros feitos… ‘ Quem não quer morar na propaganda do Governo da Bahia?”, concluiu o Parlamentar.

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