Tuberculose atinge 9 milhões de pessoas no mundo

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No Dia Mundial da Tuberculose pode-se comemorar a redução de novos casos da enfermidade. Contudo 2 milhões ainda morrem da doença a cada ano. Cientistas buscam novos medicamentos, métodos de diagnóstico e vacina eficaz.

O número de casos de tuberculose em todo o planeta é estimado em 9 milhões. Cerca de 2 milhões morrem em consequência da doença infecciosa, a cada ano. De acordo com um relatório sobre a enfermidade, publicado pelo Instituto Robert Koch (IRK) poucos dias antes do Dia Mundial da Tuberculose (24/03/2012), a quantidade de novos casos de tuberculose no mundo diminuiu.

O recuo não significa, porém, que se possa suspender o alerta contra a doença, considera Walter Hass, pediatra do setor de epidemiologia e doenças respiratórias do IRK. O médico ressalta que a prevenção é de extrema importância.

A tuberculose, altamente contagiosa, é vista como doença dos pobres. A população dos países em desenvolvimento é a principal afetada pela enfermidade bacteriana. Desnutrição ou más condições de higiene favorecem a propagação da bactéria. O mesmo vale para pessoas com o sistema imunológico debilitado, como as portadoras do vírus HIV. É comum estas sofrerem duplamente: de tuberculose e de aids.

A bactéria Mykobakterium Tuberculosis foi descoberta pelo médico alemão Robert Koch 130 anos atrás, em 24 de março de 1882. Há três décadas, a Organização Mundial da Saúde declarou a data como o Dia Mundial da Tuberculose.

Contágio como o da gripe

A bactéria da tuberculose é transmitida de maneira semelhante à gripe, através de gotículas de saliva expelidas ao tossir, por exemplo. E 80% dos casos, o pulmão é afetado, mas os atingidos também podem ser outros órgãos, como a pele, o intestino ou os ossos.

Cansaço, falta de apetite, inchaço dos gânglios linfáticos, febre e tosse prolongada são os primeiros sinais da tuberculose. Nos casos graves, ocorre hemoptise (expectoração sanguinolenta) e redução severa de peso. A tuberculose pode até mesmo levar à meningite, ao coma e, nos piores casos, à morte.

O desenvolvimento depende de a doença ser diagnosticada cedo e tratada com antibióticos. Em geral, é um coquetel de vários medicamentos, ministrados por um período de seis meses e que precisam continuar sendo administrados, mesmo após uma melhora da doença.

Bactérias multirresistentes

Segundo Sebastian Dietrich, da organização Médicos Sem Fronteiras, os medicamentos ministrados em casos de tuberculose são ultrapassados, pois as drogas foram desenvolvidas entre 1944 e 1966, disse o médico à Deutsche Welle.

A tuberculose multirresistente preocupa médicos e pesquisadores. Os medicamentos usados são ineficazes diante dela, pois as bactérias já se adaptaram a eles. “O tratamento é muito trabalhoso, dura mais de dois anos e é também caro, custando 5 mil euros por paciente, apenas em medicamentos”, diz Dietrich. Essas bactérias da tuberculose multirresistentes se disseminam cada vez mais por contágio, e os perigos relacionados à doença infecciosa aumentam.

Diagnóstico e vacina

Enquanto pesquisadores trabalham para encontrar tratamentos adequados às formas de tuberculose multirresistentes, o diagnóstico poderia ser simplificado. Até hoje, os médicos analisam a expectoração do doente sob o microscópio – assim como se fazia há 130 anos, quando a bactéria foi descoberta por Koch.

Desde o final de 2011, a Médicos Sem Fronteiras utilizam m algumas regiõesum novo aparelho capaz de realizar em algumas horas o que antes levaria meses, relata Philipp Frisch, membro da organização médico-humanitária internacional. Porém o dispositivo exige uma infraestrutura mínima e pessoal treinado, que são especialmente difíceis de garantir nos países em desenvolvimento.

Pesquisas sobre uma vacina eficaz contra a tuberculose ainda estão em andamento. Um agente comumente utilizado é a BCG – Bacillus Calmette Guerin –, uma vacina retirada de células bovinas vivas, desenvolvida há mais de 90 anos. Esse material só tem efeito, porém, em crianças pequenas, e não em adultos. Por isso, médicos e cientistas continuam na busca por um agente eficaz que ajude no controle da doença e, ao mesmo tempo, impeça novas infecções.

*Com informação : Deutsche Welle

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