Termos de cooperação estruturam a cadeia produtiva do café na Bahia

Cadeia produtiva do café na Bahia é estruturada.
Cadeia produtiva do café na Bahia é estruturada.
Cadeia produtiva do café na Bahia é estruturada.
Cadeia produtiva do café na Bahia é estruturada.

Um Termo de Cooperação Técnica assinado entre o governo da Bahia, através da Secretaria da Agricultura, o Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), e a Associação dos Cafeicultores da Bahia (Assocafé), visando desenvolver a cafeicultura familiar, e um outro entre a Seagri/EBDA, Federação da Agricultura do Estado da Bahia (Faeb)/Sindicato de Itabela, e o Instituto de Pesquisas do Espírito Santo (Incaper), para implantação de uma estação experimental de café conillon, no município de Itabela, estruturam esta cadeia produtiva no Estado. Os documentos foram assinados, com a presença do governador Jaques Wagner, durante a abertura do 13º Agrocafé, encerrado nesta terça-feira, em Salvador.

De acordo com o secretário estadual da Agricultura, engenheiro agrônomo Eduardo Salles, o convênio assinado com o MDA refere-se à reestruturação da cadeia do café, prevendo para três mil cafeicultores familiares, nos próximos quatro anos, recursos para tratos culturais, equipamentos de pós-colheita, assistência técnica específica e organização de cooperativas em cinco regiões produtoras.

“A Bahia possui cerca de 23 mil cafeicultores, sendo 90% pequenos produtores, com menos de dez hectares, e infelizmente, com produtividade 50% menor que a dos grandes produtores”, informou Eduardo Salles, afirmando que “precisamos mudar esta realidade e estes termos de cooperação, sem dúvida, avançam nesse sentido.

Salles explicou que os documentos assinados agora não são medidas isoladas, e explicou que nos últimos dois anos o governo baiano vem consolidando ações focadas na cafeicultura. “No ano passado, elaboramos um grande diagnóstico da cafeicultura, para sabermos onde e como atuar. Percebemos que cada região tem as suas dificuldades, e a partir daí, junto com a Câmara Setorial do Café, fizemos um planejamento estratégico para os próximos 20 anos”, disse Salles.

O secretário destacou que o café da Bahia é reconhecido nacional e internacionalmente, vencedor de grandes concursos de qualidade e pode ser comercializado por R$ 200 ou R$ 400 a saca, a depender do beneficiamento. “Com máquinas para despolpa e terreiros cobertos, vamos melhorar este valor”, analisou, informando que “estamos também trabalhando a estruturação das cooperativas, para viabilizar as vendas institucionais. Queremos vender café torrado para o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), da Conab, e para o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE).

O outro convênio assinado, de acordo com Salles, com a Faeb e com o Instituto de Pesquisas do Espírito Santo, tem o objetivo de instalar uma estação experimental de café conillon e um jardim clonal, no extremo sul baiano, no município de Itabela, com a participação da Ceplac e da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia, em terreno cedido pela Veracel. Este convênio deverá atender a cerca de 2.500 agricultores da região.

O presidente da Associação dos Cafeicultores da Bahia e secretário-executivo da Câmara Setorial do Café, João Lopes, considerou os convênios assinados como fundamentais para o fortalecimento da cafeicultura. “O que estávamos precisando e negociando com o Ministério do Desenvolvimento Agrário era como fazer a tecnologia chegar ao pequeno produtor, que não tem como contratar agrônomo e técnicos”. Sua expectativa é que a Bahia ultrapasse São Paulo, assumindo o terceiro lugar no ranking nacional em produção.

Café da Bahia pode ser exportado pelo porto de Salvador

Lembrando que a Bahia aumentou de 1% para 10% as exportações do algodão produzido na região Oeste pelo porto de Salvador, o secretário estadual da agricultura, engenheiro agrônomo Eduardo Salles, avalia que o mesmo processo pode ser feito com o café baiano, que hoje é exportado basicamente pelos portos do Espírito Santo e de Santos.

Para discutir essa questão ele reuniu-se no seu gabinete instalado no Hotel Pestana, na área destinada ao 13º agrocafé, com o diretor geral do Conselho de Exportadores de Café do Brasil (Cecafe), Guilherme Braga; com o presidente do Centro de Comércio de Café da Bahia, Silvio Leite; com o presidente da Companhia das Docas do Estado da Bahia (Codeba), José Rebouças e com os diretores Demir Lourenço Junior e Júlia Lomanto, do Terminal de Contêineres do Porto de Salvador (Tecon), além de produtores do setor. O secretário de assuntos Internacionais, Fernando Schmidt, também participou do encontro.

“Exportar o café baiano pelo porto de Salvador é uma medida muito positiva, porque faz com que os resultados econômicos da produção permaneçam no estado” disse Guilherme Braga, diretor do Cecafe, Segundo ele, é preciso remover algumas dificuldades relacionadas com o funcionamento do terminal e ampliar a capacidade do recebimento de navios de grande porte,

“Devemos criar condições para que os produtores de café possam realizar exportações pelo porto de Salvador” disse Silvio Leite, presidente do Centro de Comércio de Café da Bahia, entusiasmado com a possibilidade, destacando a vantagem competitiva em relação às outras cidades.

A necessidade de reestruturação e modernização do porto fez com que a Tecon, segundo seu diretor Demir Lourenço, realizasse investimentos, como a compra de novos equipamentos, dragagem especial para permitir a atracação de novos navios cargueiros. Durante o encontro foram discutidas questões como estocagem, suporte, ampliação e operacionalização do porto Salvador.

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