SEAGRI busca novos investimentos para a agropecuária da Bahia no Paraná

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Disseminar na Bahia o espírito cooperativo e trazer para o Estado investimentos nas áreas de fruticultura, grãos e etanol, são os principais objetivos da viagem de trabalho do secretário estadual da Agricultura, engenheiro agrônomo Eduardo Salles, que neste fim de semana, acompanhado pelo superintendente de Atração de Investimentos da SEAGRI, Jairo Vaz, manteve reuniões de negócios com os diretores e Conselho de Administração da Cooperativa Agrária Agroindustrial, (AGRARIA), uma das maiores e mais importantes do Brasil, instalada no Paraná. A cooperativa está executando o projeto Novas Fronteiras, e demonstrou a intenção de investir na Bahia.

“Trazer para a Bahia uma cooperativa como a Agrária, com a capacidade técnica reconhecida e história de gestão das mais eficientes, seria muito importante para a agropecuária da Bahia”, disse o secretário Eduardo Salles, que apresentou aos presidentes e conselheiros da instituição as vantagens e oportunidades de investimentos no Estado, cuja produção é das mais diversificadas.

Por sua vez, Jairo Vaz também apontou importantes razões para investir na Bahia, e apresentou os programas de incentivos fiscais, detalhando os destinados especialmente ao algodão, grãos, fruticultura e etanol.

Acompanhados pelo presidente da cooperativa, Jorge Karl, Salles e Vaz visitaram o parque industrial da cooperativa, onde são produzidos 140 mil toneladas/ano de farinha de trigo; 160 mil toneladas/ano de ração; 500 mil toneladas/ano de óleo, e 240 mil toneladas/ano de malte.

O secretário Eduardo Salles disse que busca também parcerias com outras cooperativas do Sul do País para acelerar a agroindustrialização em várias regiões da Bahia, além de estimular os produtores baianos na cultura do associativismo e cooperativismo. “Precisamos avançar nessa área”, disse Salles, lembrando que “nós temos a legislação mais moderna do País em termos de cooperativismo. Precisamos trabalhar a questão cultural com nossos agricultores”, enfatizou.

A Cooperativa

Fundada há 60 anos, por imigrantes do Sul da Alemanha que chegaram ao Brasil em 1951, a Agraria conta hoje com 550 cooperados, 1,2 mil colaboradores diretos e três mil indiretos. Num exemplo bem sucedido de crédito fundiário, as 500 famílias de imigrantes se estabeleceram em 22 mil hectares, transformados, seis décadas depois, em 120 mil hectares de plantio.

Nos anos 60, algumas famílias voltaram para a Alemanha e outras preferiram tentar se estabelecer em outras cidades brasileiras. Os que ficaram investiram, e nos anos 70 iniciaram o processo de agroindustrialização, implantando um moinho de trigo, avançando nos anos 80 para a instalação de uma maltaria, que é hoje a 11ª do mundo. Nos anos 90, a cooperativa implantou uma fábrica de ração, e também passou a industrializar a soja, produzindo óleo.

O faturamento anual é da ordem de R$ 1,2 bilhão, devendo em 2012 alcançar a marca de R$ 1,6 bilhão. “De 1999 para cá estabelecemos a profissionalização da gestão e hoje a cooperativa está entre as maiores do Brasil”, afirma Jorge Karl. De acordo com ele, 95% dos cooperados são originários do grupo que chegou ao Brasil em 1951, seus filhos e netos.

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