Parceria entre arquitetos e poder político é fundamental para que as cidades se desenvolvam ofertando qualidade de vida, avaliam técnicos

Jornal Grande Bahia, compromisso em informar.
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“A parceria entre arquitetos e os poderes políticos são fundamentais para cidades em qualquer lugar do mundo. A ação da política impacta muitas vezes, mais do que a da arquitetura em espaços públicos. Quando o governo lança projeto na Colômbia, sabemos que a verba é para tudo, projeto e construção”, alerta o arquiteto colombiano, Daniel Bonilla.

Em visita à capital baiana (em 14/03/2012), onde integra júri internacional para o Concurso Nacional de Idéias na Requalificação de Largos do Pelourinho, no Centro Histórico de Salvador, Bonilla é considerado um dos arquitetos mais brilhantes da América Latina. O concurso é uma iniciativa do Governo da Bahia, através da Secretaria de Cultura (Secult) e Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (IPAC), em parceria com o Instituto dos Arquitetos do Brasil (IAB) e terá sua premiação no Palácio Rio Branco, próximo dia 29 de março, em comemoração à passagem dos 453 anos de fundação de Salvador.

“Bonilla é renomado com projetos de aeroportos, centros de convenções, universidades, museus, bibliotecas, centros desportivos e dezenas de outras edificações”, ressalta o diretor geral do IPAC, Frederico Mendonça. Além de Bonilla estão na comissão de jurados, Jorge Moscato, da Argentina, Antonio Carlos Campelo, do Ceará, Flávio Kiefer, do Rio Grande do Sul, e Paulo Ormindo de Azevedo, da Bahia. “Todos, arquitetos premiados e reconhecidos em seus países”, completa Mendonça.

Segundo o diretor do IPAC, concurso garante lisura e democratiza a participação. “A parceria com o IAB foi fundamental”, ressalta ele. Ontem (13) e segunda-feira (12) os jurados participaram de palestras na Faculdade de Arquitetura da Universidade Federal da Bahia (UFBA). “Isso é função máxima da universidade e do poder público, disseminar informações e discutir projetos com colegas e especialistas”, comemora o arquiteto Antônio Carlos Campelo Costa, que desenvolve restaurações em Sobral (CE) e foi presidente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) do Ministério da Cultura (MinC). Hoje (14), o grupo finaliza o julgamento dos concorrentes.

“Nós arquitetos podemos mudar a realidade da cidade se tivermos postura política, por isso devemos promover mais eventos como este”, avalia o diretor e ex-presidente do IAB-BA, Paulo Ormindo de Azevedo, também professor da UFBA. Os largos que serão beneficiados são Tereza Batista, Pedro Archanjo e Quincas Berro D’Água, onde ocorrem shows promovidos pelo Centro de Culturas Populares e Identitárias da Secult. “O desenho arquitetônico que será feito nos largos vai ajudar a redimensionar aquelas áreas. Estamos animados com as soluções”, afirma Mendonça.

O Centro Histórico é uma área administrada pela Prefeitura Municipal de Salvador, que detém também o uso e a ocupação urbana do local. Nenhuma obra pode ser realizada no Pelourinho sem alvará da Prefeitura, que cuida ainda da limpeza, ordenamento de ambulantes, tráfego e outras atividades na área. Já o Estado tem ações pontuais, como a recuperação desses largos. A União atua através do tombamento e fiscalização do IPHAN/MinC.

“Toda obra pública deveria ser objeto de concurso para se balizar pelo mérito”, finaliza Paulo Ormindo. Mais informações sobre o Concurso de Largos do IPAC/IAB estão nos sites www.ipac.ba.gov.br ou www.iab-ba.org.br/concursoslargospelourinho ou são disponibilizadas via telefones (71) 3116.6728 e 3335.1195.

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