Incontinência urinária, cólica menstrual e disfunções sexuais podem ser tratadas com fisioterapia uroginecológica

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Incontinência urinária e fecal, cólica menstrual, disfunções sexuais e de origem psíquica. São alguns dos distúrbios tratados pela fisioterapia uroginecológica, nova especialidade oferecida por clínicas de Salvador e que, em alguns casos, pode até mesmo evitar cirurgias. Segundo a fisioterapeuta Daniela Guerra, responsável técnica pela clínica StudioFisio, as alterações resultam do comprometimento da ação muscular da região pélvica de ambos os sexos, em diferentes faixas etárias, sendo mais frequente em mulheres acima de 40 anos.

No caso da incontinência intestinal, 13 em cada 1.000 mulheres idosas relatam a perda do controle das evacuações. Já o descontrole na eliminação da urina está associado a fatores de risco como o peso, gestação e menopausa. Em homens, o tabagismo, obesidade, cafeína em excesso, parkinson, diabetes e cirurgia de próstata (prostatectomia) são determinantes.

As disfunções urogenitais também afetam a qualidade de vida das pessoas. “Sentimentos como vergonha, ansiedade, frustração, depressão e medo, geralmente são associados levando seus portadores a um permanente estado de angústia e a um progressivo isolamento social”, descreve a especialista que coordena a equipe técnica da clínica de saúde, beleza e bem estar, no Itaigara. Pesquisas apontam que, no Brasil, 32,4% das mulheres não levam queixas sexuais aos médicos, no entanto, cerca de 45% das mulheres adultas apresentam ao menos uma alteração sexual manifesta e tendem a aumentar com a idade.

A fisioterapia uroginecológica atua no fortalecimento da musculatura do assoalho pélvico (MAP), pois a idade, os hormônios e fatores associados com o estilo de vida podem acarretar em descência dos órgãos pélvicos. No homem, tem por objetivo tratar a impotência sexual, cirurgia de próstata, que ocasiona a perda de urina, ou até, perda fecal de forma involuntária. A especialidade ainda trata problemas como constipação, perda de flatos, prolapsos (queda de bexiga, de útero), com acompanhamento de casos durante a gestação, pré e pós-parto e cirurgia de próstata.

Tratamento

A atuação do fisioterapeuta engloba técnicas de estimulação e fortalecimento do períneo e de todo o assoalho pélvico, sejam elas através de recursos elétricos avançados ou técnicas de contração e fortalecimento da musculatura envolvida. Dentre as novidades no tratamento, está a eletroestimulação com biofeedback, que é o que há de mais novo em aparelhagem fisioterápica. Outros métodos ainda podem ser associados ao tratamento, garantindo a eficácia ou como manutenção posterior, como é o caso do Pilates e RPG.

Por ser uma técnica pouco conhecida, a escolha do profissional especializado e a higiene da clinica, que oferece o tratamento, devem ser feitas cautelosamente. “É preciso ter cuidado com a assepsia, pois a clínica dispõe de sondas vaginais e anais que passam por processo de higienização, seguindo todos os critérios da Vigilância Sanitária. Ter um ambiente arejado e adequado para esterilização dos equipamentos, jalecos e óculos apropriados é fundamental”, adverte a especialista Daniela Guerra.

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