Governador Jaques Wagner descarta apoio à reeleição de Tarcízio Pimenta e afirma ser Zé Neto o candidato governista

Jaques Wagner: Evidentemente que nós temos um candidato que tem o maior carinho desse governador que é o meu líder na Assembleia Legislativa, deputado Zé Neto.
Jaques Wagner: Evidentemente que nós temos um candidato que tem o maior carinho desse governador que é o meu líder na Assembleia Legislativa, deputado Zé Neto.
Jaques Wagner: Evidentemente que nós temos um candidato que tem o maior carinho desse governador que é o meu líder na Assembleia Legislativa, deputado Zé Neto.
Jaques Wagner: Evidentemente que nós temos um candidato que tem o maior carinho desse governador que é o meu líder na Assembleia Legislativa, deputado Zé Neto.

O governador Jaques Wagner, em entrevista ao radialista Dilton Coutinho, do Programa Acorda Cidade, declarou na quarta-feira (28/03/2012), sobre as eleições municipais em Feira de Santana:

“Evidentemente que nós temos um candidato que tem o maior carinho desse governador que é o meu líder na Assembleia Legislativa, deputado Zé Neto, que é um menino que vem se nivelando. Eu fiz uma aposta muito grande ao coloca-lo na liderança do governo e como eu imaginava ele surpreendeu a todos, manteve a sua garra, sua determinação, seu espírito de sempre tentando lutar para trazer coisas melhores para o povo da Bahia e particularmente de Feira, mas se mostrou também com muita capacidade de negociação, conseguiu liderar a bancada e conversar com todos os partidos com suas características diferentes e para a surpresa eu diria até do conjunto da Assembleia ele superou.

E eu decidi que vou apostar em pessoas quando eu sinto que elas têm caráter, se movimentam pelas causas mais nobres e agora ele se credenciou mais ainda, graças a Deus tem unidade dentro do PT para essa candidatura em Feira de Santana que é um sonho do governador que a gente possa ter alguém defensor desse projeto que eu defendo que o presidente Lula e que a presidenta Dilma defende a frente dessa que a Princesa do Sertão, segunda maior cidade do Estado da Bahia.”

Segundo Wagner, Feira de Santana precisa de uma concepção nova de administrar e de um alinhamento maior com projeto do PT em nível nacional e estadual. Ele avalia que falta muito para avançar em Feira, mas considera que algumas obras estão planejadas e serão executadas:

“Falta muita coisa. Ainda temos que fazer a Noide Cerqueira, o Centro de Convenções, estamos tocando as questões do Aeroporto, mas de qualquer forma, todos reconhecem que em cinco anos na Bahia, ampliamos todo o nosso setor de saúde. Em Feira tem essa joia que é o Hospital da Criança, tem uma UPA começando essa semana.”

Wagner também avalia que o Partido dos Trabalhadores está amadurecido para chegar à prefeitura. “Eu tenho esse carinho, essa vontade de ter um companheiro de projeto dirigindo acidade de Feira de Santana, que o PT nunca teve oportunidade de governar. Eu acho que hoje o PT está amadurecido nacionalmente, estadualmente e também no município de Feira para prestar esse grande serviço à população.”

Sobre apoio partidário ao PT em Feira de Santana, Wagner explica que alguns partidos firmaram compromisso:

“O PCdoB sim, PSB sim, Jairo Carneiro e Eliana Boaventura do PP que a nível municipal não tem problema e eu creio que não haja nenhum problema, porque a relação com o PP é excepcional. Eu vou ter uma palavra com a direção estadual, mas eu diria que esses estão confirmados. Eu acho que a gente tem que buscar participação e ampliação de outros partidos, é importante sempre ampliar as alianças. Vamos ver, ainda estamos em março, final de março, abril, até maio, junho a gente tem tempo de consolidar e eu acho realmente que Zé Neto representa o novo em Feira de Santana.”

O governador diz que embora reconheça em Tarcízio Pimenta um aliado, um membro da base governista, em 2010 ele este ao lado dos opositores, Paulo Souto e José Serra. Wagner expõe que utiliza o princípio da reciprocidade:

“O prefeito atual ter vindo para a base me alegra. Agora eu tenho dito que o meu comportamento é de reciprocidade para aqueles que trabalharam na campanha, minha e de Otto em 2010. Então, na verdade, quem fez minha campanha em 2010 foi o pessoal do PT, foi Zé Neto, os outros partidos como PSB, PCdoB e o próprio PP. Na época, o prefeito estava no DEM, e fez a campanha de Paulo Souto, fez a campanha de Serra. Assim como convém ao PMDB que era meu aliado, mas depois romperam e fizeram também a campanha de Geddel. Então, a minha reciprocidade, o meu compromisso é com os que fizeram a campanha para gente. Então, meu compromisso em Feira é claro que é na primeira mão com a candidatura de Zé Neto e espero que no segundo turno a gente possa estar junto, tanto a candidatura do PT, quanto a candidatura do PDT de Tarcízio Pimenta.”

Liderança das oposições

Jaques Wagner afirma que em “pesquisa” (sem citar qual e a data, nos bastidores políticos todos comentam que o governo mede com frequência alguns aspectos sociais) o pré-candidato das oposições lidera no quesito de intenção de voto. Mas, disse acreditar que este quadro não define a eleições e que representa um retrato do momento. Citando a própria eleição e a de João Henrique Carneiro  para prefeito em Salvador, defende o debate como forma de conquistar votos:

“Aqui em Salvador em 2008 todos os analistas de pesquisa juravam de pés juntos que o segundo turno era Neto contra Imbassaí. João Henrique dizia que eu não ia de jeito nenhum para o segundo turno e nós lançamos Pinheiro, já atrasado, em maio, se eu não me engano. O povo entendeu diferente da pesquisa, e deu no segundo turno, Pinheiro e João Henrique. Em 2006 todo mundo dizia que era doido, que eu estava fora da realidade, que a pesquisa que eu tinha, até muito pior que a de Zé Neto, porque eu tinha na época, se eu não me engano 3 á 4% e o adversário do DEM tinha 75%. Então eu disse: vamos ganhar as eleições. Porque eu tinha estudado as eleições sabia que o povo queria algo diferente, algo próximo do que estava acontecendo a nível nacional com Lula e não deu outra.

Questionado sobre o favoritismo do candidato do Democratas, o ex-prefeito José Ronaldo. Wagner afirma ninguém ganha de véspera. “Eleição não é peru de Natal. Quem ganha de véspera está iludido. É evidente que hoje ele está bem na fotografia.”.

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Sobre Carlos Augusto 9462 Artigos
Carlos Augusto é Mestre em Ciências Sociais, na área de concentração da cultura, desigualdades e desenvolvimento, através do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PPGCS), da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB); Bacharel em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo pela Faculdade de Ensino Superior da Cidade de Feira de Santana (FAESF/UNEF) e Ex-aluno Especial do Programa de Doutorado em Sociologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Atua como jornalista e cientista social, é filiado à Federação Internacional de Jornalistas (FIJ, Reg. Nº 14.405), Federação Nacional de Jornalistas (FENAJ, Reg. Nº 4.518) e a Associação Bahiana de Imprensa (ABI Bahia), dirige e edita o Jornal Grande Bahia (JGB).