Amigos, amigos, negócios à parte: Jaques Wagner quer a parte que lhe cabe no latifúndio chamado governo e cobra ministério de Rousseff

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O governador Jaques Wagner deixou claro que ainda não digeriu as perdas políticas que o Estado sofreu.
O governador Jaques Wagner deixou claro que ainda não digeriu as perdas políticas que o Estado sofreu.
O governador Jaques Wagner deixou claro que ainda não digeriu as perdas políticas que o Estado sofreu.
O governador Jaques Wagner deixou claro que ainda não digeriu as perdas políticas que o Estado sofreu.

A matéria é do Jornal O Globo, e aborda a insatisfação do governador da Bahia, Jaques Wagner, com relação à perda de espaço político no primeiro escalão do governo da presidente Dilma Rousseff. Segundo a matéria, Wagner quer que o PT Nacional explique por que a Bahia, que deu uma das maiores votações ao ex-presidente Lula no segundo turno (78,08% dos votos válidos) e 2,7 milhões de votos a presidente Dilma, não está sendo contemplada com cargos.

Nos últimos 30 dias, a Bahia perdeu três importantes posições no governo federal: Sérgio Gabrielli, ex-presidente da Petrobras; Mário Negromonte, ex-ministro das Cidades; e Afonso Florence, ex-ministro do Desenvolvimento Agrário. E Jaques Wagner, conhecido pelo semblante sempre “zen”, já demonstra certa tensão no rosto e um ar circunspecto.

Em entrevista, o governador foi enfático ao dizer que a Direção Nacional do PT, ao contrário dos demais aliados, tem privilegiado estados do Sul e Sudeste. “O PMDB do Sarney tem dois ministros do Nordeste. O PSB de Eduardo Campos tem dois ministros do Nordeste. O PT tem dois governadores no Nordeste (Bahia e Sergipe) e não tem nada”, avalia contrariado, acrescentando que esse quadro deve servir de reflexão para o PT.

Jaques Wagner contou ter dito para a presidente Dilma que não faz questão de indicar ministros. E lembrou que nenhuma das representações baianas que chegaram à Esplanada foi indicação dele. “ Negromonte foi para lá pelo PP; Afonso Florence foi pelo alinhamento dele dentro do PT; e Luiza Bairros (Promoção da Igualdade) foi uma escolha da presidente. Até Sérgio Gabrielli, ex-dirigente da Petrobras, foi um nome indicado diretamente pelo ex-presidente Lula.”.

O governador deixou claro que ainda não digeriu as perdas que o Estado sofreu. “É evidente que não gostei.”. A senadora Lídice da Mata (PSB), da base de Jaques Wagner, também não esconde a sua insatisfação, “a presidente precisa demonstrar o respeito e a consideração que a Bahia tem com ela. É preciso que a Bahia e o Nordeste estejam representados no Ministério.”.

Em resposta à perda de espaço da Bahia, a Direção Nacional do PT convocou uma reunião com o Fórum dos Presidentes do PT Nordeste para o dia 29 de março (2012). Quer ouvir os pleitos para ampliar a representatividade da região.

Segundo o presidente do partido na Bahia e coordenador do fórum, Jonas Paulo, além de ministérios, entram na pauta cargos em órgãos vitais para o Nordeste, como a Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) e o Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs).

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