A corrupção no Brasil

Publicidade

Banner da Gujão: Campanha com o tema ‘Tudo fresquinho é melhor’, veiculada em 3 de junho de 2022.
Alberto Peixoto lança obra literária 'O Enterro da Sogra'.
Alberto Peixoto lança obra literária 'O Enterro da Sogra'.

Segundo o Economista Marcos Fernandes da Fundação Getulio Vargas: “um instrumento muito poderoso no combate a corrupção é a transparência. Para combater a corrupção, é preciso ter políticas de longo prazo, preventivas, é preciso fazer uma reforma administrativa

Pode-se afirmar que o brasileiro, hoje, só tem direito à pagar impostos e, a ver o seu dinheiro escoar pelo “ralo da corrupção”. Dificilmente não se encontra nos telejornais uma matéria sobre um ato de corrupção, escândalos no mundo político, casos de dilapidação de recursos públicos e tantas outras mazelas. Este comportamento já se encontra fortemente arraigado à cultura do brasileiro que na maioria das vezes passa despercebida, mesmo sendo ela um problema que diz respeito a todos e compromete o desenvolvimento da nação.

Esta prática nefasta abrange, necessariamente, todos os setores públicos e privados e é bastante onerosa para o erário e o desenvolvimento da nação. A causa deste comportamento caliginoso está diretamente ligado ao “jeitinho brasileiro”, também conhecido como “a lei do Gerson”, ou seja: levar vantagem em todas as coisas, instalando-se desta maneira, a filosofia do lucro a qualquer custo. Infelizmente este mau hábito é praticado desde o período do Brasil colônia e sempre aliado a impunidade vigente no País.

Portanto, herdamos hospitais em péssimas condições de funcionamento – sem infra-estrutura – estradas em péssimas condições de trânsito, baixa qualidade na educação e má distribuição de renda. Em paralelo a tudo isso observamos, inertes, a sonegação de impostos, políticos desviando verbas enquanto outros traficam drogas ou as consomem, uso indevido da máquina administrativa, redes de clientelas, enquanto a cultura da impunidade serve de trincheira para estes.

Todos estes fatos têm a contribuição perniciosa na morosidade da justiça brasileira e a possibilidade de contratar bons advogados, facultando aos envolvidos em atos de corrupção, principalmente os políticos, a perspectiva de não ir para a cadeia ou mesmo ser punido, pois o simples fato de ser político lhe dá o direito ao foro privilegiado e julgamento de forma diferente daquela do cidadão comum.

Segundo o Economista Marcos Fernandes da Fundação Getulio Vargas: “um instrumento muito poderoso no combate a corrupção é a transparência. Para combater a corrupção, é preciso ter políticas de longo prazo, preventivas, é preciso fazer uma reforma administrativa(…). Disseminar a bolsa eletrônica de compras, informatizar os processos de gestão, permitir que o cidadão fiscalize a execução orçamentária on-line”.

Foi veiculado por um canal de TV, de sinal aberto, que D. Pedro I praticou o primeiro ou um dos primeiros atos de corrupção em terras brasileiras, pagando uma propina de £ 2.000.000,00 (dois milhões de libras esterlinas) ao seu pai, D. João VI, rei de Portugal, para conceder a Independência ao Brasil. Como D. Pedro I não tinha esta fabulosa quantia e muito menos o Brasil poderia tê-la, o Rei da Inglaterra concedeu um empréstimo ao Monarca brasileiro – empréstimo este, que nunca foi pago – tornando-se um dos elementos complicadores para a dívida externa do país que ali se iniciava de mãos dadas com a corrupção.

É fundamental combater este mal que assola a nação, pois do contrário esta situação vai perdurar até que a maioria se conscientize de que providencias devem ser tomadas, não só pelos principais gestores do país, mas pelo próprio cidadão comum. Do contrário o Brasil vai ser sempre conhecido nos quatro cantos deste planeta como “o País dos meliantes”.

Banner do JGB: Campanha ‘Siga a página do Jornal Grande Bahia no Google Notícias’.
Sobre Alberto Peixoto 487 Artigos
Antonio Alberto de Oliveira Peixoto, nasceu em Feira de Santana, em 3 de setembro de 1950, é Bacharel em Administração de Empresas pela UNIFACS, e funcionário público lotado na Secretaria da Fazenda do Estado da Bahia, atua como articulista do Jornal Grande Bahia, escrevendo semanalmente, é escritor e tem entre as obras publicadas os livros de contos: 'Estórias que Deus Dúvida', 'O Enterro da Sogra, 'Único Espermatozóide', 'Dasdores a Difícil Vida Fácil', participou da coletânea 'Bahia de Todos em Contos', Vol. III, através da editora Òmnira. Também atua como incentivador da cultura nordestina, sendo conselheiro da Fundação Òmnira de Assistência Cultural e Comunitária, realizando atividades em favor de comunidades carentes de Salvador, Feira de Santana e Santo Antônio de Jesus. É Membro da Academia de Letras do Recôncavo (ALER), ocupando a cadeira de número 26. E-mail para contato: reyapeixoto@yahoo.com.br.