França: Presidente Nicolas Sarkozy defende que presidente sírio deixe o poder

O presidente francês, Nicolas Sarkozy, reiterou ontem (03/01/2012) que o chefe de Estado sírio, Bashar Al Assad, deve sair do cargo e deixar o povo “decidir livremente o seu destino”.

A comunidade internacional “deve assumir as suas responsabilidades […] ao denunciar a repressão cruel e deve assegurar que os observadores da Liga Árabe tenham todos os meios e toda a liberdade para fazer corretamente o seu trabalho”, defendeu Sarkozy ao apresentar

cumprimentos aos militares na escola naval de Lanvéoc-Poulmic.

Os apelos à retirada de observadores da Liga Árabe aumentaram desde a chegada da delegação a Damasco, no dia 26 de dezembro, devido à continuação da repressão por parte do regime.

Desde o início da contestação, em março, a repressão já fez mais de 5 mil mortos, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU).

O presidente francês também disse que a comunidade internacional deve “assumir as suas responsabilidades […] ao adotar sanções mais duras e garantir acesso de ajuda humanitária”. “É nisso que vamos nos empenhar profundamente”, prometeu.

Antes das declarações de Sarkozy, o ministro dos Negócios Estrangeiros francês, Alain Juppé, defendeu, em declarações a um canal de televisão, que as condições da missão de observadores árabes na Síria devem ser clarificadas e lamentou que a Rússia continue a bloquear uma condenação do regime sírio na ONU.

Carlos Augusto
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Carlos Augusto é Mestre em Ciências Sociais, na área de concentração da cultura, desigualdades e desenvolvimento, através do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PPGCS), da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB); Bacharel em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo pela Faculdade de Ensino Superior da Cidade de Feira de Santana (FAESF/UNEF) e Ex-aluno Especial do Programa de Doutorado em Sociologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Atua como jornalista e cientista social, é filiado à Federação Internacional de Jornalistas (FIJ, Reg. Nº 14.405), Federação Nacional de Jornalistas (FENAJ, Reg. Nº 4.518) e a Associação Bahiana de Imprensa (ABI Bahia), dirige e edita o Jornal Grande Bahia (JGB).