Feira de Santana: Presidente do PDT e secretário de governo, Euclides Artur apresenta balanço das ações e comenta sobre contratação de artistas da região

Euclides Artur: Todos os eventos que forem públicos, que aconteçam em áreas públicas e que a gente possa colaborar eu não vejo impedimento algum. Agora, se o evento é particular, isso ai a gente tem muito cuidado.
Euclides Artur: Todos os eventos que forem públicos, que aconteçam em áreas públicas e que a gente possa colaborar eu não vejo impedimento algum. Agora, se o evento é particular, isso ai a gente tem muito cuidado.
Euclides Artur: Todos os eventos que forem públicos, que aconteçam em áreas públicas e que a gente possa colaborar eu não vejo impedimento algum. Agora, se o evento é particular, isso ai a gente tem muito cuidado.
Euclides Artur: Todos os eventos que forem públicos, que aconteçam em áreas públicas e que a gente possa colaborar eu não vejo impedimento algum. Agora, se o evento é particular, isso ai a gente tem muito cuidado.

Ligado ao ex-deputado federal Jairo Carneiro, o advogado Euclides Artur Costa de Andrade é o atual Secretário de Cultura, Esporte e Lazer de Feira de Santana. Ele concluiu o ano de 2011 com avaliação positiva no que concerne à realização da Micareta de Feira. Ao mesmo tempo em que promoveu eventos de pequeno, mais significativo porte social, a exemplo das Copas de Futebol nos bairros e das festas populares dos distritos feirenses. Em entrevista ao jornalista Carlos Augusto, diretor do Jornal Grande Bahia, Artur comenta sobre a contratação de artistas locais e regionais, fala sobre o pagamento de cachês, e apresenta balanço da gestão em 2011. 

JGB – Que avaliação o senhor faz desse ano de 2011, com relação a sua gestão?

Arthur – Eu entendo que nós cumprimos aquilo que nos propusemos. A secretaria é de cultura esporte e lazer, então é uma secretaria que envolve a parte de entretenimento que é o lazer, o esporte e a cultura.

Do ponto de vista do esporte nós cumprimos com todas as metas que tínhamos que fazer. Fizemos a Copa sub 13 que já terminou, demos apoio a uma copa feita com os profissionais da prefeitura, a sub 17, Copa dosBairros, Copa do Distrito, Copa dos Campeões, fizemos as Olimpíadas Estudantis esse ano em Feira de Santana, participamos dos jogos abertos do interior, levando a maior delegação do interior da Bahia, consagrando campeões em várias modalidades, várias comunidades de Feira de Santana que tem procurado a secretaria tem sido atendida em parceria, varias copas de bairro foram realizadas com o apoio do município de Feira de Santana

Do ponto de vista do entretenimento realizamos uma das melhores micaretas dos últimos anos de Feira de Santana, participativa, democrática, inclusiva. Contratamos grandes atrações. Fizemos um São João, irreparável São Pedro, enfim a Festa do Vaqueiro que nós fizemos todos os eventos. Observe que nós chegamos ter às vezes 40/50 eventos no final de semana e todos os eventos demandam um processo para que a gente possa deliberar. Alguns são do próprio município de Feira de Santana, outros são eventos que nós damos apoio como governo, participando e apoio aos eventos.

Do ponto de vista da cultura interagimos com a Fundação Cultural Egberto Tavares Costa que é ligada a Secretaria de Cultura. Realizamos o Festival Vozes da Terra que aconteceu (23/12/2011) especificamente, no Espaço Marcus Morais, começando as 18 horas, com abertura do Coral Infantil da Chácara São Cosme, em seguida show com jazz até as 20:00 horas chegando ao grande final do Vozes da Terra e durante o período da votação, da apuração, uma apresentação de dança de rua.

Também realizamos o Festiva de Música Gospel, com uma final inesquecível na quinta-feira, na Expofeira e que trazemos Fernanda Brum, Lázaro, público recorde, de forma que eu entendo que a gente tem cumprido a nossa missão, demos uma roupagem diferente. Por exemplo no São João, melhoramos um pouco, trouxemos alguma coisa de diferente, um Gilberto Gil, como nós trouxemos para Maria Quitéria, mudamos um pouco com Amado Batista, trouxemos para humildes. Levamos grandes bandas para Jaíba, para Bonfim de Feira, Tiquaruçu.

Enfim nós movimentamos a cidade do ponto de vista do entretenimento, da diversão, do lazer e ainda na EXPOFEIRA começamos a dar uma diversidade maior, buscamos uma diferenciação na contratação das próprias bandas, tanto que é que tivemos se apresentando Jau, no domingo, tivemos Roberta Miranda, tivemos Seu Maxixe, tivemos novamente Amado Batista, quer dizer, são artista que você não vê comumente se apresentando em Feira de Santana, pelo menos providos pela prefeitura. Então nós demos uma melhorada de nível, e a nossa pretensão é melhorar cada vez mais.

JGB – existem denúncias de que o senhor tem sido pressionado a promover eventos para determinadas pessoas da sociedade. Como o senhor tem reagido a esses pedidos, que tem uma conotação de uso político eleitoral e não cultural?

Arthur – Todos os eventos que forem públicos, que aconteçam em áreas públicas e que a gente possa colaborar eu não vejo impedimento algum. Agora, se o evento é particular, isso ai a gente tem muito cuidado, pode até acontecer, mas não com a conivência da secretaria. Porque a pessoa pode fazer um ofício dizendo que é um evento cultural na comunidade assim assado e a gente entender que seja e alguns equipamentos disponibilizar e possa ser que não seja, não sei eu estou falando em tese. Mas tenha certeza que se a gente souber qualquer coisa que não seja direcionada para o grande público, que seja uma coisa aberta para comunidade, se não for nesses moldes a gente de forma nenhuma tem concedido.

JGB – Com relação aos valores pagos às contratações, no passado muitas denúncias, mas parece que o senhor conseguiu equacionar essas questões na sua administração. Como o senhor tem avaliado as questões dos cachês?

Arthur – Os cachês é uma coisa muito interessante, eu tenho dito sempre o seguinte, os artistas de Feira, a Prefeitura de Feira de Santana é a que melhor paga. Pode pegar por exemplo o que um artista desse toca normalmente aqui em feira de Santana, onde quer que toque e qual valor que a prefeitura vem pagando, lhe garanto que é duas vezes mais do que ele ganha no particular.

Em relação às grandes bandas, essa questão de cachê é uma coisa muito interessante, por exemplo, Paula Fernandes a pouco tempo cantou em Feira de Santana, fazendo ali bilheteria, agora um show de Paula Fernandes é R$ 300 mil, então tem coisas que são assim se avolumam, tem cantores ai que não são conhecidos e de repente lançam uma música se tornam conhecidos o cachê que é de R$ 10 mil vai para R$ 20 mil, se agente quiser trazer te que pagar esse valor. Agora mesmo nós estamos lutando para trazer Ivete, Claudia Leite, Chiclete e os valores desse povo é um valor muito alto. Nós já temos data reservada e o prefeito está lutando pra gente sentar e ver realmente se a gente vai poder avançar e dar certo.

JGB – Secretário, com relação ao que é considerado como os artistas prata da casa, os artistas que tem ligação eu diria hoje com a região metropolitana de Feira de Santana. Então sua secretaria deve ter uma preocupação não apenas agora com os artistas de Feira de Santana, mas eminentemente com a política de região. Eu lhe pergunto, existe algum cadastro, quais são os critérios, a forma que o artista pode chegar até a secretaria, pode lhe procurar, para poder se inserir como um prestador de serviço da sua secretaria?

Arthur – Todo artista de Feira de Santana, ou que queira trabalhar para o município de Feira de Santana, ele vem e se cadastra. E na micareta o que é que a gente tem feito, em todos os grandes eventos, nós cumprimos a lei municipal, que diz que nós temos que disponibilizar colocar nos eventos, 70% dos artistas de Feira e garanto que a gente passa muito mais de 70%, 80% são artistas de Feira de Santana, como forma de prestigiar os artistas do nosso município e o critério, por exemplo tem artista que a gente já conhece, que já toca a muito tempo, que já é conhecido do grande público, agora tem outras bandas e alguns outros artistas que surgem, que emergem, aparecem, então muitas vezes por razão até do evento que está acontecendo, exemplo micareta, tem bandas que não existem e aparecem de última hora, tem gente querendo formar banda de última hora, inclusive próximo a secretaria.

Quando a gente sabe, a gente não permite e cria alguns critérios, tem ser empresa, tem que ter CNPJ, para que a gente possa melhorar a qualidade. Porque se agente for abrir mão, nós vamos colocar muita coisa que não tem qualidade nenhuma, em detrimento de tantos outros artistas de Feira de Santana e que vivem efetivamente da sua arte, da sua música, em favor daqueles que estão ali de última hora formando bandas, para ganhar aquele cachê e depois vão cuidar da vida.

JGB – Mas Feira se tornou uma região metropolitana, o senhor pretende ampliar isso?

Arthur – Eu acho que Feira já se tornou uma região metropolitana, com outros municípios fazendo parte da grande Feira de Santana, digamos assim, evidente que a gente tem que estudar uma forma também de tentar trazer esse pessoal. Agora não é só trazer o pessoal a gente também tem que ter investimento para isso. Se a gente faz uma festa, uma micareta e nós vamos trazer todo o pessoal da região metropolitana de Feira de Santana é preciso que venha recursos também e Feira tenha sido vista como região metropolitana, essas verbas tem que vir também já dentro desse contexto, até porque quando você tem uma região metropolitana há algumas vantagens, inclusive para liberação de verbas por parte do governo federal, tem uma prioridade para as regiões metropolitanas. Então é preciso que também não seja só o município, que hoje os nossos eventos são bancados aqui 80/90% talvez até mais, pelo município de Feira de Santana.

Os grandes eventos a gente conta com um apoio ali, outro aqui, os outros eventos é Feira de Santana que banca todos, São João, São Pedro, festa do Vaqueiro, então a gente tem que prestigiar dentro de feira de Santana, vivendo profissionais de Feira de Santana, os outros que vem de fora também que agreguem. Agora com a região metropolitana é preciso também que venham verbas, que Feira seja entendida como região metropolitana, não apenas para gastar o dinheiro que é arrecadado dentro de feira de Santana em prol da região metropolitana, mas que venham verbas que sejam destinadas a região metropolitana.

Carlos Augusto
Sobre Carlos Augusto 9153 Artigos
Carlos Augusto é Mestre em Ciências Sociais, na área de concentração da cultura, desigualdades e desenvolvimento, através do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PPGCS), da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB); Bacharel em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo pela Faculdade de Ensino Superior da Cidade de Feira de Santana (FAESF/UNEF) e Ex-aluno Especial do Programa de Doutorado em Sociologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Atua como jornalista e cientista social, é filiado à Federação Internacional de Jornalistas (FIJ, Reg. Nº 14.405), Federação Nacional de Jornalistas (FENAJ, Reg. Nº 4.518) e a Associação Bahiana de Imprensa (ABI Bahia), dirige e edita o Jornal Grande Bahia (JGB).