Ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra, nega favorecimento a Pernambuco e a parentes

O ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra, negou que tenha favorecido o seu estado de origem, Pernambuco, na distribuição de recursos públicos para o enfrentamento de catástrofes naturais. Bezerra participa nesta quinta-feira de reunião da Comissão Representativa do Congresso Nacional, no Plenário do Senado.

 Segundo ele, em 2011 foram empenhados R$ 2,2 bilhões do governo federal para prevenção de catástrofes, sendo que a Região Sudeste ficou com 56%; o Nordeste com 24%; o Sul com 11%; o Norte com 5% e o Centro-Oeste com 4%. Entre os estados, de acordo com o ministro, São Paulo recebeu 26%; o Rio de Janeiro 18%; Minas Gerais 11% e Pernambuco 9%.

Do total de R$ 2,2 bilhões, apenas 12% dos recursos eram do Ministério da Integração. E Bezerra não informou qual parcela desses 12% ficou com Pernambuco.

Irmãos

O ministro negou, também, que tenha dado privilégios a dois parentes – o irmão, Clementino Coelho, diretor da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codesvasf); e o filho, deputado Fernando Coelho Filho (PSB-PE).

No caso da Codevasf, Bezerra disse que Clementino ocupou a presidência não por influência do ministro, mas porque houve a vacância e quem responde pela empresa, segundo seu estatuto, é o diretor mais antigo — Coelho, nomeado em 2003.

Bezerra disse ainda que Fernando Coelho não foi privilegiado pelo fato de 100% das suas emendas ao Orçamento de 2011 no âmbito do ministério terem sido empenhadas, já que isso aconteceu também com outros 53 parlamentares.

De acordo com o ministro, o ministério destinou R$ 283,6 milhões para emendas individuais. Parlamentares do PMDB receberam 33% desse valor; do PT 15%; do PSDB 10%; do DEM 8%; do PR 8% e do PP 6%. Segundo ele, 221 parlamentares apresentaram emendas, e 138 tiveram as suas emendas empenhadas.

Sobre Carlos Augusto 9399 Artigos
Carlos Augusto é Mestre em Ciências Sociais, na área de concentração da cultura, desigualdades e desenvolvimento, através do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PPGCS), da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB); Bacharel em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo pela Faculdade de Ensino Superior da Cidade de Feira de Santana (FAESF/UNEF) e Ex-aluno Especial do Programa de Doutorado em Sociologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Atua como jornalista e cientista social, é filiado à Federação Internacional de Jornalistas (FIJ, Reg. Nº 14.405), Federação Nacional de Jornalistas (FENAJ, Reg. Nº 4.518) e a Associação Bahiana de Imprensa (ABI Bahia), dirige e edita o Jornal Grande Bahia (JGB).