Prefeito de Feira, Tarcízio Pimenta diz que novas mudanças em seu governo devem ocorrer e que privatização do aterro sanitário foi um erro

Tarcízio Pimenta: Existe uma proposta de uma segunda etapa do AlphaVille como foi dito aqui por uma das diretoras da empresa. Eles estudam a proposta de lançar o Alphaville 2 em Feira de Santana. (Foto: Carlos Augusto | Guto Jads | Jornal Grande Bahia. Com. Br )
Tarcízio Pimenta: Existe uma proposta de uma segunda etapa do AlphaVille como foi dito aqui por uma das diretoras da empresa. Eles estudam a proposta de lançar o Alphaville 2 em Feira de Santana. (Foto: Carlos Augusto | Guto Jads | Jornal Grande Bahia. Com. Br )
Tarcízio Pimenta: Existe uma proposta de uma segunda etapa do AlphaVille como foi dito aqui por uma das diretoras da empresa. Eles estudam a proposta de lançar o Alphaville 2 em Feira de Santana. (Foto: Carlos Augusto | Guto Jads | Jornal Grande Bahia. Com. Br )
Tarcízio Pimenta: Existe uma proposta de uma segunda etapa do AlphaVille como foi dito aqui por uma das diretoras da empresa. Eles estudam a proposta de lançar o Alphaville 2 em Feira de Santana. (Foto: Carlos Augusto | Guto Jads | Jornal Grande Bahia. Com. Br )

Tarcízio Pimenta, prefeito de Feira de Santana, comenta em entrevista exclusiva ao Jornal Grande Bahia, sobre possíveis mudanças no gabinete administrativo para 2012. Também avalia o fato do município ficar submisso a uma empresa privada no que concerne à privatização do aterro sanitário, fala sobre o mais novo bairro de Feira, Alphaville e diz que outra empresa vai apresentar um projeto imobiliário, na margem do rio contrária ao empreendimento AlphaVille.

 A entrevista foi gravada na sala de imprensa do CEAF (Centro de Atendimento ao Cidadão) após coletiva com objetivo de apresentar e debater as ações da Fundação Alphaville. Confira a entrevista.

Jornal Grande Bahia – O senhor inaugurou a Praça Duque de Caxias e apresentou uma mudança na sua gestão, que foi a saída do secretário Luís Araújo. Existe alguma perspectiva de novas mudanças, no corpo de secretários?

Tarcízio Pimenta – Lhe confesso que a gente agora está encerrando o ano fiscal, cumprindo as metas, para atender a lei de responsabilidade fiscal, fechando a questão orçamentária, encaminhando toda documentação ao tribunal de contas. Isso tem tomado muito do nosso tempo e da administração de uma forma geral.

Paralelo a isso a gente não pode deixar de manter os eventos de esclarecimento, prestar contas à comunidade como fizemos hoje aqui nesse evento, que foi praticamente uma audiência pública com a Fundação Alphaville. Agora no inicio do ano nós vamos ver se algumas alterações ainda poderão acontecer no governo.

JGB – Existem rumores de que as empresas contratadas para fazerem a limpeza não recebem pagamento há um bom tempo e que isso foi um dos motivos da cidade está com os índices de sujeira um pouco avançado, a críticas recorrentes. O que existe de concreto nesse tipo de especulação?

Tarcízio Pimenta – O que existe na realidade é a necessidade de um ponto de equilíbrio com as empresas. Nós estamos fazendo isso, um ajustamento. O que gerou a maior dificuldade na realidade foi a questão da administração do aterro. Os recursos que a empresa que comanda o aterro sanitário recebia, e também a dificuldade que a própria empresa que limpava Feira de Santana, que fazia a coleta teve e a relação com os funcionários da limpeza pública. Isso gerou alguma dificuldade, mas está se contornando. A prefeitura também está nessa parceria com essas empresas, com a justiça do trabalho para que a gente solucione esses problemas.

JGB – A privatização do aterro sanitário não transformou o município em refém do setor privado?

Tarcízio Pimenta – Acho que sim, é uma situação que a gente precisa discutir mais adiante. Se realmente o aterro sanitário, deve pertencer a uma empresa ou ao município. Isso causa transtorno, porque na hora que há um conflito com a empresa, termina por atingir toda a cidade. E foi o que aconteceu.

JGB – Prefeito, estamos chegando ao final do ano, três anos de administração, alguns avanços extraordinários e nós estamos falando exatamente hoje de Alphaville. Como é que o senhor avalia a vinda da empresa, e algo que podemos avaliar como consolidado que é um novo bairro?

Tarcízio Pimenta – É verdade, você ouviu todos os questionamentos e perguntas que foram feitas aqui sobre o Alphaville. Se em uma manhã faz R$ 100 milhões de negócios como foi feito, não é uma empresa pequena, não é um empreendimento pequeno, é um empreendimento grande, que tem uma vultosa quantidade de recursos e que tem intervenções importantes que vão acontecer na cidade.

Existe uma proposta de uma segunda etapa do AlphaVille como foi dito aqui por uma das diretoras da empresa. Eles estudam a proposta de lançar o Alphaville 2 em Feira de Santana. Além do mais, existe outra empresa que procurou a prefeitura para lançar outro empreendimento, também às margens do rio Jacuípe, com planta pronta, semelhante ao Alphaville, mas localizado do outro lado do rio.

Então esses empreendimentos vão acontecendo e eu acredito que aquela área Guto (Carlos Augusto), com a sequencia e a chegada desses empreendimentos vai se tornar uma grande área de convivência, um grande bairro em torno do rio Jacuípe.

Carlos Augusto
Sobre Carlos Augusto 9303 Artigos
Carlos Augusto é Mestre em Ciências Sociais, na área de concentração da cultura, desigualdades e desenvolvimento, através do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PPGCS), da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB); Bacharel em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo pela Faculdade de Ensino Superior da Cidade de Feira de Santana (FAESF/UNEF) e Ex-aluno Especial do Programa de Doutorado em Sociologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Atua como jornalista e cientista social, é filiado à Federação Internacional de Jornalistas (FIJ, Reg. Nº 14.405), Federação Nacional de Jornalistas (FENAJ, Reg. Nº 4.518) e a Associação Bahiana de Imprensa (ABI Bahia), dirige e edita o Jornal Grande Bahia (JGB).