Os ventos da transformação da indústria eólica sopram em Feira de Santana, e James Correia promete indústria que pode gerar até mil empregos

Parque eólicos são implantados na Bahia.
Parque eólicos são implantados na Bahia.
Governador Jaques Wagner e o secretário  James Silva Santos Correia.
Governador Jaques Wagner e o secretário James Silva Santos Correia.
Parque eólicos são implantados na Bahia.
Parque eólicos são implantados na Bahia.

Algo surpreendentemente novo está em curso na economia baiana, um projeto de geração de energia renovável, gestado no governo Wagner e que se tornou algo concreto, a indústria eólica. O governador Jaques Wagner e o secretário James Correia (SICM – Secretária da Indústria Comércio e Mineração) desenvolveram o projeto com duas vertentes, a primeira é a construção de indústrias voltadas à manufatura de equipamentos necessários a construção dos parques eólicos que geram energia renovável produzida por ventos.

A segunda é a implantação destes equipamentos nas fazendas de vento ou parques eólicos. O resultado é visível, posiciona a Bahia como segundo maior produtor brasileiro de energia eólica e segunda maior indústria de equipamentos do segmento. No cenário mundial, estudos apontam o Brasil como segundo ou primeiro maior mercado produtor de Power Wind (energia eólica).

Feira de Santana está sendo beneficiada de forma direta por estes investimentos. A INCONPREL, indústria de pré-moldados, dirigida por Carlos Rocha, produz as casas em concreto pré-moldado, responsáveis por abrigar os transformadores. Além disto, o Governo do Estado, segundo James Correia, está empenhado em trazer para o município uma fábrica para construção das hélices para fontes eólicas, também conhecidas como pás dos rotores. Trata-se de uma indústria que pode gerar de 800 a 1000 nempregos diretos, e que emprega alta tecnologia.

Confira a entrevista que James Correia concedeu ao diretor do Jornal Grande Bahia, Carlos Augusto. A entrevista ocorreu durante a inauguração da fábrica de turbinas eólicas da ALSTOM em Camaçari, no dia 30 de novembro (2011).

Jornal Grande Bahia – Existem rumores no mercado de que Feira de Santana será beneficiada pela indústria de eólica, com a implantação de uma indústria. O que existe de concreto com relação a isso?

James Correia – O terreno que estamos disponibilizando para a empresa, que irá produzir e se implantar, é o terreno de Feira de Santana. Só não irá se implantar se houver restrições ambientais, de logística ou limitações da Via Bahia, mas acreditamos que isso não acontecerá. Então Feira de Santana é o ponto estratégico para você distribuir equipamento para qualquer lugar do Estado. Tem mão de obra qualificada. O município é um pólo industrial estabelecido. Então, achamos que é o melhor local para uma fábrica com essas características. Estamos seguindo orientação do governador, tentando convencer a empresa a caminhar nessa direção.

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O potencial inventariado de produção de energia eólica na Bahia é estimado em 45 mil megawatts. Dentro do território baiano, a região da Chapada Diamantina é considerada a mais promissora para o segmento. Foram contratados para a Bahia 34 projetos de construção de parques eólicos, que, se concretizados, devem gerar uma oferta total de 900 megawatts de energia.

Em função da indústria eólica esta em processo de formação na Bahia, a estimativa inicial é de que este novo segmento econômico possa ser responsável pela geração de negócios da ordem de R$ 19 bilhões com presença direta em 40 municípios baianos.

A Renova Energia prevê R$ 1,85 bilhão para construção de 20 parques eólicos na Bahia. Mais que o dobro do PIB somado dos três municípios que abrigarão os projetos. Segundo dados do IBGE, Caetité, Guanambi e Igaporã, distantes 750 km de Salvador, têm PIB total de cerca de R$ 750 milhões.

O Brasil é líder mundial em energia renovável: cerca de 80% de sua demanda de eletricidade é atendida com energia hídrica. A energia eólica atualmente supre apenas 0,5% da rede nacional de eletricidade. Estimativas apontam crescimento da geração da energia eólica em até 5% nos próximos cinco anos.

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Sobre Carlos Augusto 9707 Artigos
Carlos Augusto é Mestre em Ciências Sociais, na área de concentração da cultura, desigualdades e desenvolvimento, através do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PPGCS), da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB); Bacharel em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo pela Faculdade de Ensino Superior da Cidade de Feira de Santana (FAESF/UNEF) e Ex-aluno Especial do Programa de Doutorado em Sociologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Atua como jornalista e cientista social, é filiado à Federação Internacional de Jornalistas (FIJ, Reg. Nº 14.405), Federação Nacional de Jornalistas (FENAJ, Reg. Nº 4.518) e a Associação Bahiana de Imprensa (ABI Bahia), dirige e edita o Jornal Grande Bahia (JGB).