Número de mortes violentas na Bahia cresce 332,4% em uma década, aponta deputado estadual Carlos Geilson

No topo do ranking dos estados brasileiros com maior crescimento de assassinatos, a Bahia registrou 34 mil mortes violentas no período entre 2000 e 2010, de acordo com dados do Mapa da Violência 2012, divulgados nesta quarta-feira (14/12/2011) pelo Instituto Sangari. No período de 10 anos o estado teve um aumento de 332,4% em assassinatos.

Os números da violência na Bahia são assustadores. A Bahia ocupa o 7º lugar no ranking brasileiro de mortes violentas. Se comparado com países que mantêm conflitos armados, a Bahia lidera as mortes de forma violenta, passando na frente de países como República do Congo (9.347), Sri Lanka (9.065), Índia (8.433), Somália (8.424), Paquistão (6.581) e Israel e Palestina (2.247).

“Esses dados são muito preocupantes. A violência na Bahia está crescendo, a população fica a mercê dos bandidos e o governo não toma nenhuma providência concreta. As drogas, principalmente o crack, estão destruindo muitas famílias, trazendo insegurança para a população. Campanhas de conscientização são de grande importância, mas para quem já está viciado praticamente não existem alternativas”, afirma o deputado estadual Carlos Geilson (PTN).

O deputado ressalta ainda que é necessário também uma mobilização da sociedade para solucionar o problema das drogas. “É importante que haja um ação de governo e uma união de forças da sociedade, caso contrário teremos que continuar sofrendo com esse flagelo que atinge as famílias”, frisa.

Sobre Carlos Augusto 9462 Artigos
Carlos Augusto é Mestre em Ciências Sociais, na área de concentração da cultura, desigualdades e desenvolvimento, através do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PPGCS), da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB); Bacharel em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo pela Faculdade de Ensino Superior da Cidade de Feira de Santana (FAESF/UNEF) e Ex-aluno Especial do Programa de Doutorado em Sociologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Atua como jornalista e cientista social, é filiado à Federação Internacional de Jornalistas (FIJ, Reg. Nº 14.405), Federação Nacional de Jornalistas (FENAJ, Reg. Nº 4.518) e a Associação Bahiana de Imprensa (ABI Bahia), dirige e edita o Jornal Grande Bahia (JGB).